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 Alpharien

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arrout
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MensagemAssunto: Alpharien   Sex 14 Dez - 19:59

Olá dimentios! Venho lhes trazer mais uma de minhas histórias!
Que não deveria estar na categoria de fanfics, porque é uma história original, mas vou postar aqui de qualquer forma porque não tenho um lugar melhor para postar.
Essa história é muito mais séria do que o que normalmente eu faço, espero que gostem.F
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Prólogo-Memórias da desgraça.

- NÃO!

Wolf acabara de acordar de um pesadelo, um pesadelo que o atormenta há cinco anos.

- DESGRAÇA!

Ele soca a parede de seu confinamento, o confinamento que o prendia desde que o pesadelo havia começado.

- MALDITOS! CINCO ANOS PERDIDOS DA MINHA VIDA AQUI! EU VOU FAZER VOCÊS PERDEREM A ETENRNIDADE!

- Cale a boca! Você nunca vai sair daqui!- Dizia uma voz de fora da cela.

- EU VOU SAIR DAQUI NEM QUE EU TENHA QUE SOCAR A PAREDE ATÉ ELA QUEBRAR!

E ele já havia tentado fazer isso, mas acabou quebrando alguns ossos da mão, já havia feito um pequeno desgaste na parede, mesmo tendo quebrado os ossos algumas vezes, ele continuava tentando, socando, chutando, cabeceando, tudo o que ele podia fazer para desgastar a parede

Wolf sonhava com o dia que iria ser livre novamente, ele havia quase que crescido na prisão, havia sido aprisionado com apenas 13 anos, quando invadiram sua cidade, torturaram e mataram seus pais e aprisionaram ele e sua irmã. Ele sonhava com o dia que poderia se vigar, fazer justiça com as próprias mãos, era isso que ainda o dava motivação pra viver, ele poderia simplesmente se matar para se livrar do sofrimento, mas não o faria, não pelo menos, até seu objetivo estar completo, mesmo assim, a morte não o amedrontava.

- Eu juro, juro pela minha vida, que quando eu sair daqui, VOU MATAR E TORTURAR TODOS VOCÊS! VOU FAZER O QUE VOCÊS FIZERAM COM MEUS PAIS!

- Sua vida não vale nada, você é só um lixo jogado na lixeira!

Wolf só aumentava sua raiva, a cada dia que passava tinha mais e mais ódio.
Aquela guerra, o que ela tinha a ver com os cidadãos pacíficos de sua vila, o que eles tinham a ver com isso? Não mereciam aquilo, e qualquer um envolvido deveria pagar por aquilo.


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Capítulo 1-Liberdade, doce liberdade.

Três longos meses depois.

- IIAAAARGGHH!!!

Wolf continuava com sua determinação ridícula de sair de lá, se torturando tentando quebrar aquelas paredes.

- Garoto imbecil! Você nunca vai sair daqui, NUNCA!

- EU VOU SIM! QUANDO EU SAIR DAQUI VOU FAZER VOCÊ PASSAR PELO MEU SOFRIMENTO!

O guarda riu da determinação cega de Wolf em sair de lá.

Duas horas depois.
Wolf ouviu pessoas gritando, pensou que era apenas mais uma revolta que fracassaria em breve, percebeu, no entanto, que era algo muito mais sério, ouvia som de metal se batendo, nenhum prisioneiro conseguiria uma arma de ferro. Ele não acreditara, mas finalmente ele teria sua liberdade devolvida, finalmente uma parte da justiça estaria feita, ele aliviou uma parte do seu ódio, por um instante, quase não o sentia de tanto alívio.
E porta abriu, a porta para a saída daquele lugar claustrofóbico havia sido aberta. Finalmente ele podia ver a luz solar direito outra vez, inicialmente foi cegado, mas se acostumou com a luz rapidamente. Finalmente podia ver o exterior de sua cela, podia ver a sua liberdade novamente. Na porta havia um homem grande, branco e careca, carregando um martelo de guerra.

- Quem é você?

- Sou da tropa das linhas de frente, sargento Bulter, e vim devolver sua liberdade, qual é seu nome?

- Wolf Fimbul Vetr

- Ok, venha comigo.

- Não sairei daqui até saber se minha irmã está aqui.

- Você não está em condições de procurá-la, apenas venha comigo, nós saberemos se ela estiver aqui, todos os prisioneiros libertos são registrados nos arquivos militares, se sua irmã estiver liberta, ela estará nos arquivos.

- Tudo bem, eu acho.

Wolf saía pela primeira vez daquela cela desde que havia chegado, nunca havia visto aquela prisão do lado de fora, ele estava inconsciente quando entrou ali, aqueles corredores escuros com algumas aberturas nas paredes para a entrada de luz e oxigênio que levavam diretamente ao salão principal, que não era nem um pouco impressionante, com alguns pilares feitos de uma pedra irreconhecível e alguns vãos nas paredes, no chão havia algo como 30 guardas mortos e alguns poucos soldados de Rubria feridos, haviam vários prisioneiros sendo conduzidos para as carroças, a maioria estava lá há bastante tempo, então estavam magros e pálidos, Wolf não ficou tão ruim quanto os outros de lá por, de certa forma, treinar bastante, socando, chutando e cabeçeando as paredes, por causa disso, os ossos de sua mão e do joelho em sua maioria estava fora do lugar, e seu cabelo azul que já chamava atenção, estava enorme. Alguns prisioneiros pareciam ter sido mentalmente afetados pelo período de confinamento, por exemplo, havia um homem que apresentava sinais de esquizofrenia, dizia que ouvia vozes e as respondia, havia um velho que simplesmente era intelegível, e havia uma mulher com medo de sair da cela. O ódio de Wolf havia voltado depois de ver o estado deplorável em que todos estavam.

- Já estive na prisão uma vez, não é nada bom, mas aqui parece cem vezes pior, o que eles faziam à vocês?- Disse Bulter.

Wolf sentia o ódio no seu peito, e rosnava como um lobo raivoso.

- Grrr.... Nos impediram de viver, destruíram nossas famílias, nossas vilas e cidades, tiraram nossa saúde e dignidade, fomos tratados com mera propriedade! Eu vou fazê-los pagar por cada dia perdido das nossas vidas, cada vida perdida, cada família destruída.

- Entendo, mas vingança não é a solução para seus problemas.

- Pode não ser a solução, mas é a justiça!

Bulter sorriu levemente.

- Garoto, você parece ter ótimos motivos pra se juntar ao exército, não quer fazer parte do meu pelotão?

- Não, eu não sou um soldado, meu ideais e meus objetivos não tem nada a ver com os militares, exceto a destruição de Obsidine.

- Sempre precisaremos de novos soldados, se mudar de opinião pode falar comigo, posso te botar no meu pelotão.

Wolf foi até uma das carroças, e se sentou no canto direito, um homem veio e se sentou do lado dele.

- O que você quer? - Disse Wolf.

- Eu? Eu pensei que lhe conhecia, mas não o tinha visto direito.

- Então saia de perto de mim se não quiser ter problemas.

- Mas eu não lhe fiz nada!

- Eu disse pra sair de perto de mim!

- Ora seu Rúbrio desgraçado!

- Como você sabe que sou de Rubria, e por que você está aqui se você Obsidiano?

- Só um descrente do Deus-Mor pode ser tão agressivo! E aqui não é uma prisão só de prisioneiros de guerra, também há presos políticos.

- Ah é? E o que você fez para vir parar aqui?

- Eu questionei por que o sacro-imperador deveria causar tanta destruição em nome de um deus tão bondoso quanto o Deus-Mor.

- E o como você sabe que eu sou rúbrio?

- Por que o Deus-Mor não permitiria um crente nele ser tão agressivo assim.

- Desgraçado! Como assim? Quer dizer que todos que matam em nome do suposto Sacro-Imperador e do seu suposto Deus são descrentes?!

- Claro que sim! Eles matam em nome de um deus que não é o verdadeiro Deus-Mor!

- Pare de usar falácias! Como você pode ter tanta certeza que o de verdade é o que você acredita? Como você pode ter tanta certeza em uma coisa falsa?!

- Ora! Como ousa falar que o Deus-Mor é falso?

- É simples, eu não vejo sinal nenhum desse ser tão poderoso que você diz existir.

- COMO OUSA NEGAR O DEUS-MOR?

- É a minha opinião, eu não me importaria com sua crença, se ela não fosse a causa da morte dos meus pais e a separação de mim e da minha irmã, e acho melhor você parar de gritar comigo e não arranjar mais confusão, ou você não vai poder nem se arrepender.

- Grr... agora você está encrencado.

A viagem correu normalmente, não demorou mais de três horas para chegarem ao destino, a prisão onde estavam era em uma área fronteiriça, não era nada de impressionante, era bastante rochosa e irregular, com árvores escassas e vegetação rasteira.
Logo após sair da carroça, ele fora empurrado contra a parede, e levou um soco na cara, não precisava olhar para saber quem era.

- EU DISSE QUE VOCÊ IRIA SE ARREPENDER! AGORA NÃO TEM MAIS VOLTA!

- A IRA DO DEUS-MOR CAIRÁ SOBRE VOCÊ ATRAVÉS DE MIM!

Wolf começa a rosnar como um lobo raivoso como havia feito anteriormente, ele dá um soco diretamente na cara do homem, que revida dando outro soco em Wolf, que bloqueia o ataque e torce o braço do homem, que grita de dor e chuta Wolf na barriga, acertando em cheio, e aproveita para dar outro soco em Wolf, que bloqueia o ataque denovo, dessa vez ele quebra o braço do homem e dá uma joelhada, fazendo ele cair no chão e se contorcer de dor.

- Por favor! Foi um erro meu lhe atacar! Piedade!

Wolf sorri como um psicopata e ri.

- Tarde demais.

Wolf segura a cabeça do homem e quebra seu pescoço, dando assim um fim à sua vida.
Ele percebe que haviam várias pessoas vendo o ato, entre elas estava Bulter, que fala:

- Sorte sua que ele lhe atacou primeiro, podendo assim ser considerado autodefesa, mas pelo que aparenta vocês já haviam se desentendido.

- Eu o avisei que se ele atacasse ele não teria mais como se arrepender.

Eles entraram no quartel e evitaram tocar no assunto denovo


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Última edição por arrout em Ter 25 Dez - 18:23, editado 2 vez(es)
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Eusine48
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MensagemAssunto: Re: Alpharien   Seg 17 Dez - 9:42

Ficou legal. Me parece uma boa história, com reflexões possivelmente profundas sobre temas atuais disfarçados por eventos espalhados pela história. Talvez tenha sucesso. Talvez. Talvez não.

Ainda tenho o mesmo ponto que gosto de reclamar de você: A quantidade de pontos. Você põe tanta virgula em um paragrafo gigante que me senti cansado lendo! Acho que as vezes você poderia lembrar que pontos existem... ah...

Apesar dela ta relativamente boa, não ta perto do que eu esperava realmente. Afinal, você não havia dito que aumentaria o nível da escrita e tentaria fazer algo mais sério e mais bem produzido? Pois não vi nada disso. Eu li isso com um sentimento do tipo: "Mais uma história do Arrout, um carinha qualquer que faz fan fics num forum qualquer." e não um algo mais, entende?

E achei que as descrições foram fracas demais (ou talvez eu apenas destaque demais as descrições... ou a falta delas). Ah, e o Wolf não teve nenhuma reação ao ver a luz do sol? Se você ficar uma hora em um quarto completamente escuro e de repente ligarem a luz você já sente uma diferença, talvez uma dor nos olhos. Há, mas o Wolf não, ele fica 5 anos sem ver nenhuma luz e de repente jogam a luz do sol na cara dele e ele consegue olhar diretamente para ela sem fazer cara feia!

A luta do Wolf com o outro carinha foi por algo tão imbecil (sério, isso não é um xingamento nesse caso f6). Foi interessante ver que o pessoal que estava com eles não ligou nenhum pouco pra violência e o assassinato.

« siggy »

É isso que o Eusine pensa de mim.
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arrout
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MensagemAssunto: Re: Alpharien   Qua 19 Dez - 19:43

Respondendo aos comentários do Zine.
Eu sei que foi tosqueira ele não ter recebido nenhum efeito colateral, agora supostamente está ajeitado.
Eu entendo suas críticas sobre descrição, por ser um universo original, eu realmente deveria descrevê-lo mais, nesse episódio botei bem mais descrição
Também entendo que você ache só mais uma história, mas eu gosto de escrevê-la tanto quanto eu gosto de escrever do crossover, ou seja, bastante.
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Capítulo 2-O reencontro entre irmãos.


- Concluímos o registro de todos, os que não tiverem onde ficar, podem ficar em uma das hospedarias designadas aos que perderam suas casas.- Disse Bulter.

Bulter arrumou os papéis e os guardou nos registros, Wolf foi falar com ele.

- Então, eu poderia ver se minha irmã está nos registros?

- Sim, vou procurar nos registros, espere um pouco.

Após alguns minutos procurando:

- Achei, sua irmã é Farah Fimbul Vetr, certo?

- Sim, ela mesma.

- Aqui indica que ela está em uma taverna perto do limite norte da cidade, chamada Recanto do Bardo.

- Eu não conheço essa vila, você poderia me guiar.

- Acho que sim, posso lhe ajudar um pouco essa semana, fui permitido três dias de folga, estava trabalhando nos campos de frente desde que a guerra começou, como a situação agora está muito mais estável, posso tirar alguns dias de folga, já que os números de prisioneiros diminuiram bastante.

- O que isso tem a ver?

- Eles precisam de vários seres humanos para invocar o Irradius.

- Como assim, quer dizer que eles sacrificam seres humanos? Por isso eles mantinham prisioneiros? E o que é Irradius?

- Irradius é uma magia há muito proibida pelo Conselho Continental, ela causa uma explosão grande o suficiente para devastar uma cidade do tamanho de Crima, ou seja, uma magia extremamente poderosa, capaz de devastar nações inteiras, perdemos muitas cidades dessa forma, quase metade da população Rubria foi morta ou levada como prisioneira, algo como 20 milhões de pessoas. Todo esse poder exige muita magia, para conseguir toda essa magia, deve se sacrificar entre 30 a 50 pessoas, dependendo da quantidade de magia que cada um possui, e deve-se sacrificar o conjurador, que irá servir como uma inginição, para a reação em cadeia, assim matando todos no círculo de invocação, tirando a energia vital e a magia, causando assim, a explosão. Então sim, eles mantém prisioneiros como futuros sacrifícios, você e sua irmã tiveram sorte.

Wolf rosnava de raiva:

- Esses Obsidianos! Eu só consigo ficar com mais ódio deles a cada coisa que descubro sobre eles!

- Eu entendo você, mas tente controlar o seu ódio melhor, você parece sair de controle quando você o libera, pude ver na sua luta contra aquele obsidiano.

- Ele merecia de qualquer forma, eu havia o avisado dos problemas que ele iria ter se ele me atacasse.

- De qualquer forma, vamos andando, não temos tempo pra ficar procrastinando.

Eles saíram do quartel, que era uma construção relativamente modesta, mas bem iluminada, com paredes de pedra bruta juntas por uma espécie de cimento, com pilares e teto de madeira de pinho refinada, tinha um salão principal que levava às outras salas, a sala de arquivos, o dormitório dos soldados, um refeitório, e uma que levava ao depósito de armamentos, no porão, era um quartel que parecia comum, mas tinha um papel importante na libertação dos prisioneiros.
A cidade era relativamente grande, tinha um grande mercado no centro, muralhas feitas de uma pedra bem resistente chamada bould, com ruas pavimentadas e movimentadas, cidadãos fazendo as mais variadas coisas, carroças carregando mercadorias.
Enquanto estavam andando conversavam:

- Que cidade é essa e por que esssa cidade é tão movimentada assim? Ela não está em uma área fronteiriça com uma nação hostil?-Peguntou Wolf

- Estamos em Ethern. Muito próximo daqui há uma mina de etrum enorme, um mineral com coloração azul-escura . Minha armadura é de etrum, assim como meu martelo de guerra.

Etrum pode ser usado como substituto do aço, é levemente mais resistente que aço, mas ele é só encontrado em localizações específicas e espalhadas, apesar de quase todas as minas existentes de etrum serem enormes, não são tão comuns quanto ferro e carvão. O governo Rúbrio usa esse mineral na infantaria e cavalaria de linha de frente por ser levemente mais resistente que o aço.

- Isso explica a coloração estranha da sua armadura.

- De onde você era?- Pergunta Bulter.

- De uma vila provavelmente ao Norte daqui, nas Planícies Betorianas.

- Planícies Betorianas? Então sua vila era de fazendeiros?

- Em sua maioria, sim. E de onde você é?

- Sou daqui mesmo, nasci e cresci nessa cidade, mas meu cargo como sargento me fez sair dessa cidade, não venho aqui há mais de 3 anos.

- É por isso que não quero ser um soldado, minha liberdade já foi tirada uma vez, não quero perdê-la novamente, não gosto de ser obrigado a obedecer ordens.

- Eu lhe entendo, mas garoto, você realmente acha que você irá conseguir sozinho? Você não tem medo? Por acaso você se quer tem experiência em combate?

- Eu terei o apoio do exército, mesmo que não diretamente, eu não tenho experiência de combate, eu irei treinar árduamente. Meu ódio fala mais alto que meu medo, eu só transformo meu medo em mais ódio.

- O que faz você ter tanta certeza que receberá apoio do exército?

- Eu e o exército temos uma causa comum, que é a destruição de Obsidine, vai ser fácil convencê-los, irei fazer várias coisas antes de pedir apoio.

- Vou fazer o máximo que puder para ajudá-lo, mas ainda acho que você pensa alto demais, siga meu conselho garoto, controle melhor o seu ódio.

- Prefiro continuar como estou, controlo-o muito bem, eu consigo falar com você sem tentar matá-lo, não é?

- Mesmo assim, você está sendo levado a fazer isso apenas pelo desejo de vingança.

- Vingança nem sempre é ruim.

- Tudo bem, faça o que quiser, mas eu lhe digo que você tem grandes chances de morrer no meio disso.

- Não é a minha morte que eu temo.

- De qualquer forma, aqui chegamos.

Haviam chegado na taverna, era uma taverna bem comum mesmo, cheia de bêbados, cerveja, um bardo tocando no canto, e muito barulho. Mas parecia haver uma certa comoção ao redor da garçonete:

- Parem com isso!- Disse a garçonete.

- Hehehe, você vai pagar a demora com o seu corpo!- Disse um dos caras.

- Parem com isso, AGORA! Disse Wolf.

- HAHAHA, o que esse garoto pensa que pode fazer?

- Vocês não ouviram? Parem com isso agora!- Disse Bulter.

Os assediadores olharam para Bulter, viram a identificação militar, a armadura e um martelo de guerra, todos ficaram assustados e correram. Wolf e Bulter foram em direção à garçonete.
Ao se dispersarem conseguia-se ver a garçonete, ela era muito bonita, de cabelos verdes longos e cacheados, seios fartos, um rosto bonito e estava quase sempre sorrindo.

- Obrigada, não é muito fácil trabalhar aqui, com esse monte de bêbados me assediando.

- Ainda mais com um corpo desses.- Comentou Wolf.

Leanne ficou com o rosto levemente avermelhado.

- Oh... Obrigada...

- Qual é seu nome?- Perguntou Bulter.

- Leanne, e os seus?

- Bulter, e esse garoto de cabelo azul aqui, é o Wolf.

- Prazer em conhecê-los.

- O prazer é meu. Mas enfim, viemos procurar uma garota chamada Farah, ela é a irmã desse garoto.

- Ah, sua irmã? Eu a conheço, ela é muito reservada, mantém distância das pessoas.

- A Farah? Como assim? A Farah que eu conheci era amigável, alegre e animada.- Disse Wolf.

- A prisão pode mudar as pessoas, você ficou muito mais violento, disso eu sei.

- Não importa, vou vê-la, onde ela está?

- Deve estar no quarto dela, ela evita sair, vou levá-los até lá.

Eles entraram na porta à direita do bar, para os alojamentos, era uma sala enorme grande, com vários quartos , cada quarto era numerado, eles pararam no quarto 22.

- Ela deve estar aí dentro.

Wolf bate na porta e alguém responde:

- Quem é?

- Sou eu, Wolf.

- Pode entrar.

Wolf abre a porta, e vê uma garota de cabelos azuis que chegavam ao ombro, relativamente baixa, sentada em um canto da sala.

- Então você está vivo, irmão.

Wolf vai para perto de sua irmã, tentando abraçá-la.

- Não! Afaste-se...- Disse Farah.

- O que foi Farah?

- Eu... não me sinto confortável perto de pessoas...

- Mas... O que aconteceu? Você sempre vinha me abraçar quando eu chegava em casa! Você adorava ficar próxima das pessoas!

- Nada... só fique longe.

- Foi o que eu havia dito.- Disse Leanne.

- Como eu havia lhe dito, ser um prisioneiro faz as pessoas mudarem.- Reafirmou Bulter.

- Eu fico pensando o que fizeram à você... essas ovelhas degeneradas!- Exclamou Wolf.

- Bem, agora que você sabe que sua irmã está bem, o que pretende fazer?- Perguntou Bulter.

- Agora preciso treinar, para meus planos saírem como pensado preciso estar muito forte, primeiro tenho que escolher o tipo de arma que eu uso, e principalmente, conseguir armas e armaduras.

- Eu posso ajudá-lo, todo soldado tem direito a uma armadura e algumas armas de reposição, se no armazém do seu quartel houver armas ou armaduras sobrando.

- Eu lhe agradeço muito, isso vai poupar bastante tempo. Farah, o que pretende fazer? Pretende lutar comigo?

- O que você pretende fazer exatamente?- Pergunta Farah.

- Resumidamente, destruir Obsidine, fazê-los pagar pelo sofrimento causado por eles apagando-os da existência!

- Então... acho que quero lutar ao seu lado... mas eu não tenho nenhuma habilidade de combate.

- Não tem problema, eu também não tenho, iremos treinar árduamente, por dois meses no máximo, não há mais tempo além disso. E esteja avisada, meu plano pode falhar a qualquer instante.

- Não me importo, iremos fazê-los pagar pelo que fizeram com nossas vidas e com nossos pais.

- Sua atitude deve ser um mal de família- Comenta Bulter.

- Eu não chamaria isso de mal.

- De qualquer forma, você precisa descançar, e você não se listou como um sem-teto, sua vila não foi destruída?

- Não importa, outros precisam mais que eu, além de que eu não me importo em dormir no chão, eu dormi no chão por cinco anos seguidos, não vai ser um problema.

- Garoto, você é louco, não consigo saber se você é alguém bom ou mau.

- Você confia em mim, não confia?

- Confio.

- Isso deve ser mais do que o necessário.

- Eu só espero você não me decepcionar. Pode dormir na minha casa, tenho um quarto livre, amanhã começamos o treino.

- Tudo bem, amanhã, quando o Sol estiver no auge, nos encontraremos nessa mesma taverna, tudo bem Farah?

- Sim.

« siggy »


Última edição por arrout em Sex 21 Dez - 21:14, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Alpharien   Qui 20 Dez - 21:18

Hm, interessante, você tentando fazer uma história mais madura. Mas enfim.

Eu concordo com o Eusine. É interessante a passividade dos outros frente à essa... Violência, mas demonstra bastante coisa do mundo. De qualquer forma esse cara religioso é estranho. Querendo julgar os outros e fazer a ira cair sobre os outros, mesmo sendo um fracote...

Além disso, ele teve um bom ponto. talvez fosse uma boa ideia você escrever em algum lugar que você estava querendo fazer algo diferente. A expectativa de alguém que não sabia que seria algo mais sério era de que você iria escrever algo mais para o que você já escreveu, sendo assim, a leitura é diferente daquela em que a pessoa estaria lendo mais seriamente sua fic.

Mas enfim...

Wolf tem uma personalidade bem violenta, o que, considerando todo o contexto dele, faz sentido. Ele também é um maníaco por justiça. Me faz lembrar de um monte de anti-heróis... Não que seja um problema. Um herói ao estilo Super-Homem não caberia nessa história.

Citação :
uma mulher com medo de sair da cela
Estranhei um pouco essa parte, afinal, ela está numa prisão. Presa. Por que ela estaria com medo de sair da prisão se ela não pode fazer isso em primeiro lugar?

"Bulter" me faz lembrar de mordomos f6 (butler)

Citação :
hospedarias designadas aos que perderam suas casas
Parece alguma política social aleatória brasileira... Acho que foi onde você se baseou isso?

Achei também que foi... [bMuito[/b] fácil eles acharem a irmã dele, mas achei o nome dela legalzinho f2

Magia de sacrifício... Faz lembrar de Full Metal Alchemist, não que seja ruim. Demonstra o quanto estão determinados a vencer essa guerra.

A explicação do que é o etrum me pareceu um pouco precisa demais... Como se tivesse vinda de uma página da wikipédia, o que é um pouco estranho numa fala de uma pessoa.

Achei que o encontro ele e a irmã foi um pouco estranho. Afinal, os dois não se veem faz anos e ela o reconhece praticamente de imediato!

Estranhei também o cabelo azul dele. As pessoas não parecem reparar muito nele, o que quer dizer que deve ser comum, mas Bulter se referiu ele como "garoto de cabelo azul", então é um detalhe relativamente único. É um pouco estranho, mas nada mortal.

« siggy »
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MensagemAssunto: Re: Alpharien   Sex 21 Dez - 19:47

Capítulo 3- A despedida.

- Como assim? Nós estávamos muito bem destruindo aquele campo de bandidos e você do nada atirou uma flecha! Foi você que interferiu na nossa missão!

- Vocês não são os únicos caçadores de recompensas.

- Mesmo assim! Você chega do nada atirando nos bandidos que nós estávamos matando!

- Acalme-se irmão. Esse elfo tem razão, nós deveríamos dividir a recompensa.

- Grrr.... Tudo bem, mas quero saber o seu nome, elfo.

- Haussen, me digam os seus.

- Sou Wolf, essa é minha irmã, Farah.

Após algumas horas, haviam voltado para Ethern, com a cabeça do líder bandido em uma sacola, acompanhados daquele elfo. Enquanto vinham, cochichavam sobre os planos, não percebendo que Haussen estava os ouvindo.

- Ha! Menos um bandido à solta, obrigado por continuarem sendo excelentes caçadores! Estão fazendo um favor ao reino se livrando desses grupos de bandidos, eles são a escória! Se aproveitando da guerra para pilhar, pelo menos nós temos o Lobo Selvagem e a Dama da Escuridão do nosso lado!

- Não há de quê senhor, mas não conte mais conosco, iremos nos ausentar por algum tempo, e possivelmente não mais voltar, teremos que deixar o tabalho para o Punho de Ferro.

- Oh! Vocês irão começar aquele seu plano maluco para destruir Obsidine? Senhor Wolf, tome muito cuidado! Seria um desperdício perder guerreiros poderosos como vocês! Não sei se o Punho de Ferro irá conseguir dar conta dos bandidos sozinho.

- Ele consegue, já matamos muitos bandidos, além de que muitos que poderiam se tornar estão amedrontados demais para isso.

- De qualquer forma, tome sua recompensa! 400 rupes pela cabeça do líder. E boa sorte com esse seu plano maluco.

- Obrigado, irei precisar.

Wolf e Farah saem da delegacia, e vão falar com Haussen, que os esperava do lado de fora.

- Aqui está a recompensa que você roubou de nós.

Wolf dá 200 rupes para Haussen e sai andando acompanhado de Farah.

- Espere!- Gritou Haussen.

- O que foi?

- Vocês irão mesmo tentar destruir Obsidine? Eu ouvi seus planos...

- Sim, iremos.

- Será que... eu poderia me juntar a vocês? Eu tenho meus motivos para querer que Obsidine seja destruída.

- Não sei se poderia confiar em você, mas nos conte sua história.

- Foi há dois anos, eu havia viajado por um mês e meio, aproveitei para caçar nas montanhas antes de voltar para a cidade, enquanto eu caçava, eu vi um clarão enorme, e senti uma onda de choque fortíssima. Eu subi no ponto mais alto possível, de lá eu vi que tudo em um raio de vários quilômetros havia sido destruído, incluindo minha cidade, e muito provavelmente meu clã inteiro.

- Você não me parece muito convincente, mas você seria de muita ajuda, então pode-se juntar a nós.

- Obrigado.

Agora com Haussen no grupo, eles foram se despedir dos seus amigos no Recanto do Bardo.
Ao entrarem na taverna, todos ficaram calados, por um tempo. Wolf foi em direção ao balcão e sentou-se lá, junto de Farah, enquanto Haussen esperava do lado de fora.

- E aí, Punho de Ferro?

- Nossa, você tem muita moral por aqui.- Falou Punho de Ferro.

- Depois do que aconteceu com coitado do Ivan, acho que ninguém vai mais ousar levantar uma mão pra desafiar o Wolf.- Disse Leanne

- Aquele idiota teve que aprender por que ele é chamado de Lobo Selvagem do pior jeito.- Disse Punho de Ferro.

- Eu tinha o avisado, se ele lutasse comigo, ou ele saía de lá picotado ou decapitado. Mas agora, tenho que comunicar algo importante.

Wolf se levanta.

- Caros amigos do Recanto do Bardo!

Todos pararam de conversar e prestaram atenção em Wolf.

- Eu anuncio que estou partindo na minha jornada com a Matilha! Possivelmente nunca mais voltarei! Então gostaria de dizer adeus à todos!

Todos desejaram boa sorte e se despediram de Wolf.
Leanne estava quase chorando.

- Eu... não quero que você vá...- Disse Leanne.

- Eu preciso ir, estou muito atrasado, fiquei dois meses e meio mais que o previsto.

- Por favor... volte, nunca vou lhe perdoar pelo sofrimento que você vai causar se você não voltar!

- Eu voltarei, isso não é uma promessa, é um fato.

- Cuidado com a arrogância, você deveria pedir bênçãos aos deuses antes de ir.- Disse Punho de Ferro.

- Você sabe que eu não acredito em deuses. Mas enfim, adeus à vocês.

- Esteja preparado quando voltar, Wolf, irei ganhar de você em uma luta.

- É o que veremos.

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- Ora, ora... se não é a famosa Matilha. E agora tem o Silêncio Mortal junto à vocês, o que esse grupo faz perante ao Duque Earl?

- Senhor, tenho um pedido a fazer, preciso de apoio do exército, temos planos para destruir Obsidine, sem o exército não será possível, nem que o apoio seja indireto.

- HAHAHA! Vocês acham mesmo que irei dar apoio militar a um grupo de três caçadores de recompensas de moral duvidosa? Você realmente acha que só vocês três conseguiriam derrotar Obsidine?

- Imaginava que o senhor não aceitaria nos apoiar tão facilmente, mas tenho uma proposição a fazer, o senhor está ciente de que há três postos avançados muito próximos da fronteira, certo?

- Sim, os batedores já os avistaram há três semanas, estamos preparando um ataque.

- Poupe seus soldados então, mande seus batedores na manhã de daqui a três dias, todas os postos estarão queimados com seus soldados mortos e eventuais desertores. Se os três postos estiverem no chão, o senhor aceitaria nos apoiar militarmente?

- HAHAHA! Garoto, você é insano, pretende mesmo fazer isso? É suicídio! Estou de acordo com seus termos, se você sair dessa vivo, você é definitivamente um guerreiro nato, e merece meu apoio. Mas depois não me culpe por sua morte.

- Agradeço, Duque Earl, não irei desapontá-lo.

O grupo de Wolf sai da sala de reunião do Duque, era meio humilde para os padrões de um duque, mas atendia todas as necessidades, a residência do duque era inusitadamente uma casa comum, muito bem fortificada e protegida, ele parecia não gastar dinheiro desnecessário.
Eles saíram da casa, estavam no centro de uma das maiores cidades do reino, Aureos, uma cidade famosa por ser muito desenvolvida e rica, com um sistema de educação avançado e respeitado, muitos alquimistas, pesquisadores e magos médicos.
Era muito mais movimentada que Ethern, graças à mina de ouro, centenas e centenas de toneladas jaziam naquela mina, a mina já havia sido muito explorada, mas ainda garantia prosperidade para muitas décadas.
Muito eventualmente, algumas pessoas olhavam para eles e comentavam sobre quem eles eram com outras pessoas.
Ao saírem da cidade, eles vão falar com o dono da carruagem que estava os transportando em uma estalagem próxima.

- Você pode nos levar até aonde?- Pergunta Wolf.

- Até um pouco mais da linha da fronteira. Qualquer coisa além disso é tentativa de suicídio. Eu ainda acho que vocês são loucos.

- Já fomos chamados disso incontáveis vezes, não me importo nem um pouco. Loucos seríamos se nos conformássemos com o que fizeram conosco.- Disse Farah

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Última edição por arrout em Dom 23 Dez - 16:43, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Alpharien   Sex 21 Dez - 21:40

No geral, episódio relativamente bom. Mas...

Mr.Galleom escreveu:
"Bulter" me faz lembrar de mordomos f6 (butler)

Me faz lembrar um cara azul das forças especiais Ginyu. Até pq os dois tem azul e tem o mesmo nome. (Foi nele que você se baseou, Arrout? f6)

Infelizmente, o Gah roubou as coisas que também queria criticar. Por que alojamentos para os que perderam as casas? Eles parecem... bonzinhos demais fazendo isso. Mas nada contra... (Apesar de que aposto que tem algo maligno por trás disso The Evil Smile)

E outra coisa é a descrição do minério. Mais do que ser uma descrição perfeita demais, ela foi feita por um militar aleatório. e pior, nem se quer estava no contexto. Tudo bem ele falar da cidade, já que havia sido a pergunta do Wolf, mas pq falar tanto e tão especificamente sobre o minério?

(Pena que você editou para que essa descrição não ficasse na fala do mordomo Bulter)

Agora, ao Ep 3!

Desse ep eu gostei! Apesar de que eu gostaria de ter visto o que aconteceu com os personagens durante esse tempo...

Mas concordo com o Wolf, o Haussen não pareceu muito confiável só com essa história ai... Digo, ele simplesmente falou, sem se quer pensar demais ou fazer alguma objeção...

Gostei do que Wolf disse ao Duque Earl e gostei da forma que o Earl reagiu, ele é um personagem legal!

Mas achei estranho o Wolf conseguir ser formal com o Duque após tantas características selvagens que ele demonstrou antes...

PS: Para mim, Haussen é nome de anão. (E do tipo que peida enquanto dorme)

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MensagemAssunto: Re: Alpharien   Dom 23 Dez - 18:16

Capítulo 4: O primeiro ataque.

- Meia-noite, começar o ataque.

Haussen atira no guarda do posto de observação da direita, que morre na hora com uma flecha na garganta, o guarda do posto de observação da esquerda estranha, e tenta investigar, mas Haussen o mata antes que coseguisse se mover.
Enquanto isso Farah se esgueirava na escuridão, contornando o acampamento, (posto avançado) matando os guardas que estavam no caminho silenciosamente.
Wolf, para distrair o resto dos guardas, vai em direção à entrada frontal, atacando todos os guardas que vinham em sua direção.
Haussen dava suporte à Wolf, atirando de uma distância segura. Enquanto isso Farah pegava as tochas que iluminavam o acampamento e começa a queimar as tendas, não houve resistência, todos os guardas acordados e vivos, mais ou menos 20, estavam atacando Wolf. Haviam vários soldados dormindo nas tendas, a maioria foi queimado vivo, os pouquíssimos que acordaram a tempo tentaram apagar o fogo de alguma forma, mas não havia nada que eles pudessem fazer, a não ser atacar Farah, os poucos soldados que sobraram foram pegar suas armas, mas Farah havia se preparado para isso, ela havia trancado o arsenal e ele já estava queimando, eles teriam que lutar com as adagas que tinham, uma decisão fatal. dois foram atacá-la de frente, dois flanquearam e um foi atacá-la por trás, ela virou-se e atirou uma faca de arremesso, acertando em cheio a testa, matando-o imediatamente, se virou novamente e por muito pouco desvia do ataque frontal, ela contra-ataca com a adaga da mão direita, mas é bloqueada, então corta a garganta do soldado que a atacava com a adaga da mão esquerda, devia novamente dos ataques, dessa vez da lateral, ela estendeu os braços para os lados, estocando os dois ao mesmo tempo, acertando os pulmões, os dois que sobraram tetaram atacá-la de frente novamente, ambos foram bloqueados, ela dá uma rasteira, fazendo com que um caia, aproveitando assim para usar uma de suas adagas como faca de arremesso, acertando o coração do soldado caído, o soldado restante tenta atacá-la novamente, ela o desarma.

- Você não é uma humana! É uma monstruosidade!

- Digo o mesmo sobre vocês, Obsidianos.

Farah o estoca, fazendo-o cair na escuridão.
Wolf estava lutando ferozmente contra os guardas, todos os 20 foram atacá-lo juntos, Haussen logo matou um, Wolf rosnava e partia para cima dos soldados, totalmente enraivecido, atacou diretamente, cortou a garganta de dois ao mesmo tempo,logo de início, enquanto Haussen matava mais um, eles atacaram de diversas direções, Wolf desvia facilmente, eles tentam cercá-lo, mas ele faz um ataque giratório, acertando a maioria, os que estavam fora do círculo tentaram atacá-lo novamente, ele foi em direção aos dois que vinham à frente, cortou horizontalmente ambos, criou uma abertura, e saiu do círculo, um guarda quase o acertou, mas Haussen foi mais rápido, Wolf se vira e por pouco desvia, mata um que veio para cima de frente, Haussen mata outro que tentou flanquear Wolf, Wolf vai em direção à eles, mais raivoso ainda, rosnando, mata logo um que estava à frente, outro tenta pular encima dele, ele o chuta e o faz cair, enquanto ele tentava levantar, mais três tentavam atacar Wolf, um Haussen matou, Wolf acertou o pescoço de um com o machado na mão esquerda e acertou a cara de outro com o machado da mão direita, quando voltou a se controlar, percebeu que ele e Haussen haviam matado ou incapacitado todos, ele foi em direção aos incapacitados, matando um por um, o último que sobrou falou.

- Monstro! Você não tem pena deles? Eles nem podem lutar mais!

Wolf riu.

- Eles não tiveram pena de mim, por que eu teria deles?

E o mata.
Eles foram se reagrupar na colina onde Haussen estava.

- Hahaha! Esses caras são mesmo soldados? Parece que eles nunca pegaram em uma arma na vida!- Zombou Wolf

- Nós éramos assim.- Disse Farah

- Há três meses, já estamos muito melhores, de qualquer forma, ótima pontaria Haussen, você não errou uma.

- Posso contar nos dedos quantas vezes eu errei.

- Vamos logo em direção ao acamapamento mais abaixo, mesmo estando distante, eles podem perceber um pouco o fogo

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
O batedor chegou no próximo dia, não acreditava no que via, os três acampamentos totalmente destruídos, e os três no meio do acamapmento mais ao Sul, com dezenas de soldados mortos ao lado deles, e machucados não mais que superficiais.

- Vocês... vocês conseguiram mesmo... vocês não são desse mundo! O que são vocês?!

- Somos pessoas sedentas de vingança.

O batedor simplesmente ficou chocado, não tinha mais um pingo de dúvida na Matilha.

- Tudo... tudo bem... vou comunicar ao Duque que vocês conseguiram, podem apareçam o mais rápido possível em Aureos.

O batedor saiu de lá, completamente amedrontado, pensando no que poderia acontecer se o Duque recusasse cumprir o trato.

- Estou completamente morto, não dormimos essa noite.- Disse Wolf.

- Esperava que eles fossem um desafio maior, já destruímos acampamentos de bandidos mais difíceis que esses.- Disse Farah.

- Não consigo parar de odiar Obsidine, mandando esses soldados incompetentes ao campo de batalha, eles são patéticos, foram derrotados por três pessoas.

- Você deveria se culpar pela morte deles, quem os matou foi você.

- Você sabe que se eu entro em uma batalha, não saio dela até sangue jorrar.

- Você tem que aprender a se controlar irmão.

- Ora! Isso vem de uma garota que nem se quer expressa emoção nenhuma.

- Prefiro não ter emoções que ser um selvagem como você.

- Ora sua! Grrr... eu preciso me controlar mesmo, se eu atacasse você provavelmente alguém iria morrer.

- Você.

- Será mesmo?

- Não importa, vamos logo dormir, temos que estar lá até amanhã.

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MensagemAssunto: Re: Alpharien   Seg 24 Dez - 12:19

Bem legal! Mas dessa vez não tem grandes coisas para comentar/criticar... Só que achei a luta meio chata de se ler, mas nenhum grande problema com relação a isso.

Achei interessante o Wolf só reclamar do sono, ao invés de mencionar algum machucado ou dor muscular.

Esperando um próximo capítulo.

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MensagemAssunto: Re: Alpharien   Seg 24 Dez - 12:57

Nada mau o episódio, mas eu realmente estou com problemas de decidir quem é quem, porque pode deixar o texto mais elegante, mas fica confuso e eu não sei se é o Worf ou outra pessoa falando... Eu recomendo fazer este tipo de texto em uns contos de só uma pessoa contando. Este é a minha crítica.

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MensagemAssunto: Re: Alpharien   Sex 28 Dez - 0:25

Capítulo 5: Deus Ex Machina.

- Capitão! Avistamos dois garotos humanos e um elfo, eles pareciam estar desmaiados, acabaram de levantar, um deles tem uma armadura com o brasão rúbrio!

- Vamos nos aproximar e questioná-los sobre o acontecido, fiquem à postos.

Enquanto isso.

- Ugh... estou um pouco dolorido, acho que eu deveria ter tirado a armadura antes de dormir.

- Você é mesmo um idiota.

- Ah, cala a boca! Eu estava muito cansado!

- Ei.

Haussen apontou para o topo de um monte, haviam militares obsidianos os obsevando.

- Droga, eles mandaram um grupo de reconhecimento! Se armem!

O que parecia ser o líder fez um sinal para abaixar as armas, obviamente Wolf não obedeceu, e ele desceu do cavalo e foi para onde eles estavam, junto do resto do grupo, umas dez pessoas.

- O que faz aqui rúbrio? Seu batalhão lhe deixou com dois bandidos aqui?

- Eu nao sou militar, nem somos bandidos, somos caçadores de recompensas.

- Então como você me explica sua armadura com o brasão rúbrio e todos esses soldados mortos?

- Eu ganhei de um amigo, e nós matamos todos, aviso que assim que acabarmos de conversar, você terá o mesmo destino que eles.

Todos do grupo riram.

- HAHAHA! Vocês sozinhos destruíram os três campos em uma noite?

- Exatamente, vamos lhe mostrar como o fizemos.

- Não somos iguais a esses camponeses que você matou, somos um esquadrão de elite, especializado em investigar e eliminar qualquer inimigo restante nesses locais.

- Vocês são farinha do mesmo saco.

- Não ouse me comparar a simples aldeões!

- Então prove que você é melhor que eles.

- Você irá se arrepender!

O líder desembainha sua espada e seu escudo, Wolf pega seus dois machados, eles partem um pra cima do outro. Enquanto isso os outros vão em direção à Farah e Haussen, nem se quer chegam perto, Haussen já mata um com uma flechada no pescoço, Farah joga uma faca de arremesso na testa de outro, enquanto outros dois vinham correndo para cima, tentaram acertar o pescoço dela, mas ela se agachou, pulou para se levantar, estocando os dois na barriga, fazendo-os ficarem incapacitados e sangrando. Haussen matava outro, Farah corta a garganta de outro e Haussen finaliza o último que vinha para cima com uma flechada na testa.
Eles vêem que há um homem e uma mulher escorados em uma pedra, só observando.

- Hihihi, os garotos mataram os novatos em teste, não gostava deles mesmo, preferia quando todos do esquadrão original estavam vivos, não é Kain?-Pergunta a mulher

- Esses camponeses patéticos, como eles tentaram entrar em um esquadrão de elite como o nosso, eles mal saíram do treinamento, não é Tarna?- Responde o homem.

-Sim, não me surpreende que tenham sido mortos, agora, esses garotos parecem ser mais fortes do que pensávamos, o garoto de armadura está conseguindo lutar muito bem com o Lorvar, só espero que ele entenda que isso é uma situação de risco, mesmo ele sendo um do Panteão da Guerra, esses garotos destruíram três acampamentos do exército sozinhos, não são qualquer um, mesmo aquele arqueiro sendo um ser inferior.

- Nem nós somos soldados ordinários, somos do esquadrão especial Deus Ex Machina orginal!

- Se vocês são tão especiais, venham, se acham superiores à elfos, mas aposto que o Haussen os mataria facilmente se estivesse bem escondido.

- Hahaha! Elfos e orcs são seres inferiores a nós, humanos, por isso não há nenhum orc ou elfo no nosso exército, vocês ainda não ganharam a guerra por permitirem raças inferiores no exército.

- É o que veremos.

Enquanto isso.

- HAHAHA! Você é forte, definitivamente poderia ter destruído esse acampamento fácil, com aqueles camponeses patéticos, mas eles não se comparam à mim, poderia ter matado 200 daqueles como se fosse passar manteiga no pão!

Ele defendia os ataques selvagens de Wolf com certa dificuldade, pois eram meio imprevisíveis, mas não dava sinais de que iria ceder, também não conseguia acertar Wolf diretamente, na maioria das vezes acertava nas placas ou no elmo, apesar de estar com o elmo fechado, como sempre está quando em batalhas, era possível ouvir o rosnado característico.

- Você é patético, despreza seu próprio exército, como acha que vai ganhar a guerra se não acredita no próprio exército que tem.

- Eu acredito nos militares de verdade, nos que se juntaram por vontade própria, aqueles que pelo menos sabem lutar, esses são camponeses inúteis!

- Você chega a ser mais patético que eles, pode ser muito mais poderoso, mas pelo menos alguns deles tem ideais melhores que os seus! Elitista imbecil!

- Elitista? Eu diria realista, eu só reconheço nossa superioridade! Você não sabe com quem está lutando! Eu sou membro do Panteão da Guerra! Sou o líder do esquadrão Deus Ex Machina! EU SOU LORVAR, A INTERVENÇÃO DIVINA!

- Eu irei fazer você reconhecer a sua arrogância com a morte!

Wolf começa a atacar com ainda mais força e velocidade, sendo mais imprevisível, consegue acertar e fazer um corte muito superficial na cara de Lorvar, que arrogantemente lutava sem capacete, por se julgar invencível e abençoado.

- Ora! Como ousa cortar acara de um abençoado! Machucar alguém do Panteão da Guerra é pecado e crime!

- Não estou sujeito à suas leis ou sua moral.

- O DEUS-MOR E O SACRO-IMPERADOR SÃO DONOS DE TODO O MUNDO!

Lorvar ataca diretamente Wolf, com cortes em lugares pouco protegidos pela armadura, Wolf consegue defender a maioria dos cortes, consegue cortar mais um pouco Lorvar, que fica com mais raiva ainda e ataca mais ainda Wolf, que tentava bloquear, mas falha uma vez, a espada passa por seu pulso ela vai e causa um corte superficial, e volta causando um corte um pouco mais profundo no pulso direto de Wolf, obviamente causou muita dor.

- HA! Como você vai lutar sem poder usar uma mão?

- Eu ainda tenho a outra, se esqueceu?

Wolf não estava acostumado a lutar com uma só mão, muito menos com a esquerda, mas lutava mesmo assim, não considerava a possibildade de perder para alguém tão arrogante quanto Lorvar, atacava com todas as forças possíveis, Lorvar defendia os ataques, agora muito mais fáceis de defender, já que não haviam dois machados. Wolf recua um pouco.

- O que foi, vai desistir?

- Nem pensar.

- Você já per-

Antes que pudesse acabar a frase, já via o machado de Wolf voando em sua direção, parando diretamente na sua testa.

- Mas... isso... é impossível... um membro do Panteão... foi derrotado.

Lorvar cai morto no chão, Wolf vai para um canto, descançar e tentar estancar seu sangramento, viu seus companheiros lutando contra os membros restantes da Deus Ex Machina.

- Hihihi! Vocês são fortes mesmo! Eu vou lutar contra esse elfo! Você luta contra a garotinha!

- Eu normalmente sou contra atacar mulheres, mas acho que isso é uma excessão.

Tarna faz uma bola de fogo e atira em direção à Haussen, que desvia por pouco, seguido de pilares de fogo vindos em sua direção, desviando novamente, vem uma lança de fogo diretamente nele, que desvia por muito pouco mesmo, queimando uma pequena parte de sua roupa.

- Hihihi! Não tem tempo pra mirar elfo? Não sabe quem eu sou mesmo né? Sou Tarna, a Combustão!

Enquanto falava, fazia uma linha de pilares de chama, impedindo que Haussen ficasse parado e conseguisse mirar. Ele recuou para atrás de uma colina.

- Fugir é fútil! Minhas chamas o seguem!

Ela não mentia, as chamas haviam o seguido até atrás da colina, ele fugiu denovo, desta vez, para ainda mais longe, entre alguns montes rochosos. Ele sabia que as chamas dela não chegariam tão longe, elas podem seguir, quanto mais longe as magias estão do seu conjurador, menos força elas têm, até o ponto em que desaparecem.
Ele ficou esperando Tarna aparecer por trás da colina, ele ouve a voz dela.

- Hihihi! Você é inteligente, elfo, sabe da limitação das magias, mas você nunca vai conseguir me acertar antes do meu pilar de fogo chegar aí!

Ela aparece no topo da colina, junto vem o pilar de fogo, extremamente rápido, vindo pela esquerda, mas Haussen já havia previsto que ela viria por lá, não precisou nem recalcular, só atirou, antes que a flecha houvesse chegado nela, o pilar de fogo queima o braço esquerdo dele, mas antes que ele pudesse queimar o resto do corpo, a flecha chega no coração dela.

- Não pode ser... um elfo pode derrotar... um membro da Deus Ex Machina...

Cai no chão morta, Haussen sentia muita dor, ele deita para se recuperar um pouco, esperando que os outros estejam bem.

Enquanto Haussen e Tarna lutavam, outra luta estava acontecendo.

- Não irei nem um pouco fácil, mesmo sendo contra machucar damas.

- Venha, não tenho medo de você.

- Como desejar.

Ele a ataca de frente, Farah fica esperando para defender, ele é inesperadamente rápido nos ataques, mesmo não usando escudo, ele é inesperadamente rápido para alguém que usa maças, mal Farah consegue defender.

- HAHAHA! Garotinha, não consegue acompanhar meus ataques? Não é à toa que me chamam de Maça do Som! Eu sou tão rápido quanto o som!

- Desgraçado!

Farah recua um pouco, ela parte para cima dele, tentando acertá-lo, mas ele é muito rápido, mesmo com uma maça de uma só mão ele consegue bloquear ataques de duas adagas ao mesmo tempo, quando não eram bloqueados, seus ataques acertavam as manoplas de aço que ele usava, era o único par de peças que ele usava mais pesado que couro. Até que uma hora ele se cansa de defender os ataques, e contra-ataca, acertando diretamente a barriga de Farah.

- HAHAHA! Não gosto de mulheres teimosas como você, elas não são damas!

- Eu sou outro tipo de dama, irei lhe mostrar.

Farah desaparece.

- Para onde você fugiu? Volte aqui!

Ele ouve passos atrás dele, e se vira, não vê nada, de repende aparece uma adaga, ele é acertado superficialmente na barriga.

- Ora ora... quem diria que uma mera gatuna saberia magia de ilusão, pena que você não tem experiência para fazer de nível dois. AGORA VOCÊ ME PAGA!

Ele vai em direção à Farah, mas de repente, ela se multiplica, formando um "U".

- HAHAHA! Patético! É óbvio que você é a central!

Ele ataca a Farah que está no centro, ele simplesmente passa por dentro dela.

- Mas o quê?

Farah enfia uma adaga em sua nuca, fazendo-o morrer na hora.

- Eu sou a Dama da Escuridão.

Ela se encosta em um canto e descança um pouco, se recuperando do golpe direto que recebeu.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

- Im... impossível! Vocês não só destruíram os três campos, como acabaram com a Deus Ex Machina e um membro do Panteão! O que são vocês?

- Somos pessoas muito raivosas, sedentas por vingança e justiça, somos a Matilha.

- Como prometido, irei conceder todo o apoio militar possível.

- Fico feliz que tenha mantido sua promessa, preciso de pelo menos dois batalhões no portão principal de Burr, no dia 26 de Secta.

- Um ataque frontal? Estás louco?

- Acalme-se, eles estarão sem nenhum comandante, cuidaremos deles.

- Não sei se poderia confiar em você, mas tratos são tratos, terei que cumpri-lo.

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MensagemAssunto: Re: Alpharien   Sex 28 Dez - 14:12

Capítulo legal! Obisidianos fracassados!

Achei que a luta do Haussem foi um pouco rápida demais e fácil. Tinha de escolher alguém mais forte para enfrentar um arqueiro.

Esses caras do Deus Ex Machina não parecem ser tão bons assim. Pareciam um pouco novatos. Pelo comportamento deles, nunca tiveram de enfrentar pessoas como as que estão na Matilha e os conhecimentos de batalha deles não parecia grande coisa também.

HAHAHA, o Duque não ta mais tão risonho! Espero que ele se arrependa de ter feito o trato. The Evil Smile

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MensagemAssunto: Re: Alpharien   Seg 7 Jan - 20:40

Capítulo 6:Invasão

- Exatamente como Haussen planejou, tivemos que parar uma vez apenas, não fomos abordados ou estranhados, e chegamos exatamente no dia 25.- Disse Wolf.

- Só espero que as coisas continuem assim-Disse Farah.

- Entramos na capital e logo iremos invadir o castelo, é claro que as coisas não continuarão assim.

- Já estou preparada para isso.

- E você, já pode voltar para Rubria.

- Obrigado senhor Wolf! Essa foi a viagem mais perigosa que já fiz, mas também a melhor remunerada!

- Não há de quê, eu que deveria agradecer, nenhum outro acietou nos trazer aqui, estavam morrendo de medo.

Eles descem da charrete, levando seus equipamentos em mochilas. Ao chegarem no portão da cidade, são barrados por guardas.

- O que levam nessas mochilas, e por que o senhor está carregando um arco nas costas?

- Somos mercadores, estamos levando algumas carnes que esse caçador nos conseguiu e mais alguns grãos da nossa plantação.- Disse Wolf.

- Vocês parecem suspeitos, mas precisamos de suprimentos para manternos durante a guerra.

Entrando mais facilmente do que pensavam, a Matilha começa a procurar uma taverna para esperar a noite, quando planejavam entrar no castelo.
A capital era uma cidade muito grande, e muito movimentada, pessoas indo pra lá e pra cá, parecia muito bem guardada, mas Wolf sabia que quase 8 em cada 10 soldados era totalmente inexperiente e fraco, transmitiam aquela imagem apenas porque estavam sendo comandados.
Era cheia de comerciantes e com bem mais pobres do que Rubria, a taxa de pobreza de Rubria era baixíssima para a média de Alpharien. A pobreza tinha contraste com a grandiosidade da cidade, cheia de estátuas representando os "santos" da religião, e uma enorme no centro representando o deus-mor. As paredes da cidade eram muito grandes, eram feitas de uma pedra muito resistente, eram pintadas de branco e tinham torres com pontas ornamentadas com ouro. O castelo enorme era o que se podia ver mais de longe, era feito de uma pedra que se assemelha ao mármore, ornamentado com jóias em diversos lugares, as pontas das torres eram douradas, hasteando bandeiras com o brasão obsdiano.

- Que patético, a pobreza daqui se contrasta com a grandeza que eles querem passar com as muralhas e o castelo, eles não são bons líderes, bons líderes não precisam parecer grandiosos, eles são de verdade. Esses fracassados escondem o lixo através de toda essa aparente riqueza. Ficarei ainda mais feliz de destruí-los.

Após andarem um pouco, acharam uma taverna para ficar até a noite. Não era nada de mais, uma taverna bem comum, aparentemente. Entraram e não foram se quer notados, algo que eles não estavam acostumados, sempre que entravam no Recanto do Bardo eles eram cumprimentados ou as pessoas prestavam atenção neles, tanto por respeito quanto por medo.
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

- Está na hora, preparados?

- Sim, você irá ir na frente, irmã.

- Eu irei, verei qual será o caminho melhor para entrar.

Eles vestiram seus equipamentos, e estavam preparados para sair, antes que pudessem sair, alguém abriu a porta trancada de alguma forma, e apareceram seis pessoas armadas, e um ficou à frente.

- O que vocês irão fazer, responda ou morra.

- Não devemos satisfações a vocês, não temos medo nenhum de sua ameaça.

- Minha intenção não é matá-los, não somos pessoas do governo.

- Não acredito.

Ele faz um sinal, dois homens saíram do quarto e trouxeram quatro corpos de soldados obsidianos.

- Você pode muito bem ser do governo e ter matado esses soldados.

- Realmente, pelo que esse governo faz, até isso eu acho que eles fariam, mas acredite, eu não estou do lado do governo.

- E o que você sabe sobre nós?

- Suspeitei assim que entraram aqui, consegui distinguir que o que vocês levavam aí era equipamento para matar gente, e mesmo caçadores com arcos sendo comuns, eu suspeitei desse elfo com o arco também.

- Eu não revelarei nada até saber quem vocês são.

- Eu sei que vocês não são obsidianos, então acho que poderei revelar que esta taverna é um ponto encontro para revoltosos, estamos muito insatisfeitos com o governo obsidiano atual, pretendemos reformulá-lo, queremos apenas saber quais são suas intenções.

- Destruir esse país, deixá-lo sem líderes.

- Isso é... extremo demais, mas acho precisamos do maior número de aliados possível, conosco você irá conseguir isso mais facilmente.

- Não irei, já planejamos tudo, iremos destruí-lo hoje mesmo, amanhã este país estará completamente devastado.

- Mas... como? Você pretende fazer o quê? Invadir o castelo e matar todos lá dentro?

- Exatamente.

O homem ri.

- Vocês acham mesmo que irão conseguir matar todos os seis membros do Panteão da Guerra e toda a guarda real sozinhos?

- Sim, já destruímos três campos avançados cheios de soldados sozinhos, o esquadrão Deus Ex Machina e um membro do Panteão da Guerra, não foi tão difícil.

- Espere... não me diga que foram vocês que fizeram aquilo? Mesmo ele não sendo mais um membro do Panteão da Guerra, isso é impressionante...

- Exatamente.

O homem ficou de queixo caído, não acreditava que apenas aquelas três pessoas fizeram tamanha destruição.

- Não acredito... esse é o poder necessário para sobrepor obsidine... nunca coseguiremos, mal temos pessoas e a maioria não tem muita habilidade em combate...

- Jamais! Quando o povo deixa a covardia de lado e se junta contra um governo que eles não concordam o povo é imparável, o mais difícil é mantê-lo unido e fazê-lo lutar, isso já é um ato impressionante, se você consegue fazer tamanha façanha sobrepor o governo será a parte mais fácil. Revoluções grandes são atos impressionantes, capazes de mudar destinos de mundos inteiros, uma idéia pode mudar uma nação inteira, atos podem mudar ainda mais. Não me juntarei à você não porque repudio seu ato, e sim porque tenho meus próprios motivos.- Surpreendentemente, Haussen fala.

- Ouça-o, ele sabe o que fala.- Disse Wolf.

- Você tem razão... mesmo tendo poucas pessoas, temos que convencê-las que o lado correto é o nosso!

- Boa sorte reconstruindo o reino depois de nós o destruirmos.

- Espere! Quem são vocês?

- Somos um grupo de mercenários bastante conhecidos em uma provícia de Rubria, se você for para Issidia algum dia, pergunte à alguém sobre a Matilha, sou Lobo Selvagem, essa é a Dama da Escuridão e esse é o Silêncio Mortal, é mais seguro que nos conheçam sob nossos apelidos.

- Entendo... boa sorte com sua missão sucida. Estranho foi as coisas começarem com ameaças de morte e terminarem assim.

- É difícil entender o que se passa na mente das pessoas.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

- Foi mais fácil do que pensávamos.

Haviam achado uma saída de emergência acidentalmente, quando Farah foi se esconder atrás de um arbusto, havia um alçapão que era uma saída secreta, ela estava quase sem guardas, foi bem fácil entrar, o castelo por dentro era tão ou até mais extravagante que seu exterior, com paredes brancas decoradas de ouro e prata, jóias nos pilares, pinturas nos tetos, entre outras coisas desnecessárias. O castelo estava bem guardado, mas nada que Farah não pudesse resolver.

- Precisamos saber onde eles estão agora.

- Eu tenho certeza que estão se reunindo agora no subterrâneo, lá é um ótimo lugar para se reunir à noite, de manhã na sala de reuniões é muito óbvio, no subterrâneo não há a possibilidade de serem ouvidos por trás das paredes, não haverá guardas provavelmente, todos os membros do panteão são poderosos, são assassinos, guerreiros e magos de classe X.- Disse Haussen.

Wolf ri.

- Hahaha! Esses caras não são de nada, já matamos vários criminosos classe X!

- Isso porque classe X é o maior nível possível, duas pessoas em classe X podem ser completamente diferentes em habilidade.

- Eles são tão patéticos quanto bandidos na maneira de pensar e agir, provavelmente são tão patéticos quanto a habilidade de luta. Aquele Lorvar não era de nada.

- Foi o que disse, ele poderia estar na classe X, mas poderia ser o mais fraco de todos também.

- Não me importo com a classe deles, irei enfrentá-los e matá-los sem dó nem medo.- Disse Farah.

- Não estou com medo, digo isso para formularmos uma estratégia, apesar de não conhecer os poderes deles, teremos que trocar os alvos sempre, de preferência pegando-os desprevenidos, mesmo sendo muito fortes, nós não poderemos nos arriscar em um 2 contra 1, terá que ser 3 contra 6 mesmo.

- Foi o que eu pensei, matar todo mundo.

- Exatamente.

- Você fala pouco, mas quando você fala sai algo de bom daí!

Haussen deu um leve sorriso.
Eles se locomoveram pelo castelo com certa facilidade, Farah ia na frente matando os guardas que impediam a passagem, e Haussen dava cobertura à ela de longe. Não tardou a chegarem no subterrâneo, estavam diante da porta dupla que levava à sala.

- Preparados?

- Sim

- Mais do que nunca.

Wolf chuta a porta.

- É HORA DE MORREREM!- Gritou Wolf.

« siggy »
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Eusine48
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MensagemAssunto: Re: Alpharien   Ter 15 Jan - 9:16

Ep interessante, apesar de que achar que ele aconteceu um pouco rápido, ao mesmo tempo em que nada de mais aconteceu...

Ah, que guarda fracassado no início! Além de n ter capacidade de inventar uma desculpa melhor para os estranhos entrarem, ainda contou para eles que estavam em falta de alimentos, dando assim uma informação valiosa...

E pq a matilha estava colocando a armadura dentro do bar? Mesmo que fosse em um quarto deles, eles teriam que sair e andar até o castelo de forma a atrair muito mais atenção do que se fossem levando as mochilas com os equipamentos. Afinal, eles se esconderam e usaram uma entrada secreta, tinha tempo para eles se trocarem enquanto se escondiam...

Ficou muito obvio que eles iriam se reunir "secretamente" no subterrâneo, se Haussen percebeu sem nem pensar. Assim, se eles usassem a sala de reuniões seria mais seguro, já que quem invade secretamente o castelo vai pro subterrâneo... The Evil Smile

« siggy »

É isso que o Eusine pensa de mim.
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MensagemAssunto: Re: Alpharien   

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Alpharien
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