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 Eusine Chronicles - Dimentios

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Eusine48
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MensagemAssunto: Eusine Chronicles - Dimentios   Dom 11 Maio - 16:51

Para os que estão acompanhando o fórum nas últimas semanas, sabe que eu estive preparando minha Eusinauguração, um evento em comemoração a uma nova história minha. Uma história que promete ser a minha melhor.

Tive que estudar bastante as últimas semanas e meu horário pra escrever ficou bem apertado. Mas é claro que não podia parar (até mesmo porque nem comecei a postar f6) e aqui estão os resultados do meu esforço durante algo pensado por anos...

Eusine Chronicles
Dimentios


Como eu disse antes, Eusine Chronicles vai ser dividido em sete sagas. A primeira vai se chamar Dimentios, e obviamente vai ser o começo de tudo. Eu já tenho planejado até o Capítulo 18 e acho que ainda vai ter mais alguns, então talvez chegue aos 30. Isso porque essa é a menor saga theNewF6. Se ficar grande assim, a próxima saga vai ser um novo tópico.

Ah sim, vou tentar colocar trilha sonora vez ou outra, como outros Patherianos estão fazendo em suas histórias. Mas não aqui no prólogo, pois não vejo motivo.

Prólogo:
     Quando abriu a porta do apartamento, a primeira coisa que fez foi atirar a sua mochila para o lado, ali mesmo, no corredor de entrada. Depois, chutou aleatoriamente os tênis sem nem precisar desamarrar, habilidade que havia dominado poucos meses atrás.

     Uma mulher de vestido vermelho com flores amarelas, no final de seus trinta e poucos anos e tão loira quanto o garoto que adentrava sua casa, varria a sala de estar da moradia com o sorriso diário de saber que seus filhos estavam à salvo na segurança de casa. Os filhos podiam estudar naquele quarteirão e chegar em casa sem nem mesmo atravessar a rua uma única vez, mas um pouco de preocupação materna nunca é demais.

     - Chegou cedo hoje! – disse a mulher, se virando para a porta de entrada. Seu sorriso vacilou. – Onde está sua irmã?

     - Disse que iria ficar na casa de uma amiga e que ia dormir lá. Papai deixou.

     - Ah, tudo bem então. – Voltou a sorrir e a varrer. – Como foi a aula?

     “Foi horrível.” Ficou nos pensamentos do garoto. “Claro que não foi boa”, continuou a pensar “a senhora sabe que não me dou bem com os meus colegas e ficar trancado na sala de aula aprendendo coisas idiotas é algo que eu odeio.”. Mas ao invés de falar, apenas fechou o rosto e encarou, carrancudo, sua mãe nos olhos.

     - Ah, pare com isso! Eu sei que a escola pode parecer difícil para você, mas vai conseguir superá-la.

     - Mas mãe! Eu já falei, não quero superar a escola! Não quero gastar mais uns dez anos nela!

     - O tempo passa rápido, filhinho, acredite. E a escola é essencial para qualquer pessoa. Afinal, você precisa passar na faculdade para conseguir emprego. Todos precisam de emprego.

     - Mas papai diz que faculdade não é tudo. Ele diz que a senhora pensa assim porque cresceu numa cidade grande e vovó vivia dizendo para a senhora estudar.

     - Bom, ele fala isso porque ele veio do interior e vivia uma vida fácil antes de se mudar para cá. Além disso, ele fez faculdade e estudou muito no fim das contas para ter o emprego que tem. E por que você acredita nele e não em mim?

      - Porque ele me entende? E ele disse que existem em pregos que não precisam estudar...

     - Esses são ruins.

     - ... e gente que nem trabalha. Como a senhora.

     - Escuta aqui, eu parei de trabalhar para ficar mais tempo com você e sua irmã. Além disso, eu estou tentando conseguir emprego e...

     Parou de falar. Estava começando a se irritar e não queria acabar brigando com seu filho. No fim ele tinha razão, o pai era quem realmente o entendia.

     Dália suspirou.

     - Quando seu pai chegar pedirei para que ele converse contigo, ok?

     Ainda emburrado, mas satisfeito por não precisar mais falar daquilo com a mãe naquele momento, foi em direção ao seu quarto.

     - E leva esse tênis jogado no meio do corredor.

     Ele falou normalmente, como se aquela pequena discussão nunca houvesse acontecido. Mecanicamente, o garoto juntou os dois tênis e então continuou para o quarto. Era uma pena, ele tinha certeza de que com aquela distração ela nem ia ligar para os calçados jogados por ai.

----------------------------------------

     Algumas horas depois, o silêncio no quarto de duas crianças de nove anos é quebrado por batidas preocupadas na porta de madeira. Quatro batidas rápidas, uma pausa e então mais 3 batidas.

     - Frango com batatas! – disse uma voz grossa masculina do lado de fora do quarto.

     - Errou a senha! – respondeu outra voz masculina, mas que nem de longe era grossa como a primeira voz. Esta veio de dentro do quarto, e o seu dono tinha certeza de que a pessoa do outro lado da porta era seu pai. Seria muito azar se logo naquele dia um ninja copiador estivesse ali para o atacar.

     - Não é a senha, é o jantar que sua mãe acabou de preparar! A senha é Portal Dimensional!

     Dizendo isso, abriu a porta e se deparou com seu filho sentado sozinho em sua cama, com a cabeça entre os joelhos. Parecia ter chorado a tarde inteira e mantinha um olhar triste em seu rosto. A cama ao lado estava vazia e estranhamente mais arrumada que o normal.

     - Onde está sua irmã?

     - Ela foi dormir na casa de uma amiga... A mamãe deixou...

     - Por mim tudo bem então.

     Sentando na cama vazia de forma a ficar de frente para o filho, começou a buscar palavras para o que ia dizer. Enquanto fazia isso, não pode deixar de notar o quanto seu filho parecia com ele, principalmente de forma física. Seus traços eram praticamente os mesmos. Mesma boca, mesmo nariz, mesmos olhos... Mas o cabelo loiro do filho era levemente mais claro que o do pai, puxando mais para a cor do da mãe.

     Os olhos do garoto subiram e encontraram os do pai, que logo percebeu que aquela era hora de começar a falar.

     - Então, qual o problema?

     - Não gosto da escola. Mamãe não me entende.

     - É isso de novo, então. Você não gosta de ficar aprendendo coisas que acha inútil e não suporta ficar trancado. Nós conversamos sobre isso, é assim que as coisas funcionam em cidades como essa.

     - Eu tava pensando em ir morar com o vovô.

     - Meu pai?

     - Sim! O senhor sempre diz que adorava viver no interior!

     - Sim, mas... meu pai percebia o quanto era perigoso a vida no interior e por isso me fez estudar bastante. Por isso que conheci sua mãe, tenho o emprego que tenho e esse apartamento bonito.

     - Mas o vovô não continua vivendo na fazenda dele? Ele não quis vir para cá porque dizia que essa vida não era pra ele. Ele também não gosta de ficar o tempo todo trancado como eu!

     - Filho, você não imagina como isso iria afetar sua mãe. Ela pensa no seu bem e não iria aguentar ver você crescer longe dela em um lugar tão diferente de onde ela está acostumada.

     - Papai...

     - Diga?

     - Então vamos todos morar com o vovô!

     - Filho... – estava olhando nos olhos do filho havia vários minutos, e agora que eles se enchiam de lágrimas, sentia os próprios olhos ficando cada vez mais úmidos. O garotinho à sua frente parecia um pequeno filhote canino preso em uma jaula dentro do canil esperando apenas por uma chance de ser livre. – Não me sinto bem vendo você cada dia mais triste. Vou falar com a sua mãe. Mas você tem que lembrar que posso demorar um pouco. Ela é meio cabeça-dura e nunca saiu dessa cidade antes então... pode dar trabalho.

     O garoto se jogou nos braços do pai, que abriu um sorriso surpreso.

     - Diga para ela que eu vou embora morar numa casa na árvore se ela não aceitar!

     - Isso é uma chantagem interessante! – disse o pai, rindo. O filho saiu do abraço apertado de seu pai e também riu. Realmente, aquilo tinha sido uma ideia interessante.

     Ambos saíram juntos do quarto e foram para a cozinha, onde se sentaram à mesa e começaram a se servir do frango com batatas, já frio. Dália deu um pequeno sorriso ao notar sua família vindo feliz para o jantar.

     - Parece que a conversa foi produtiva!

     O pequeno Eusine sorriu para sua mãe que, por sua vez, tirou o sorriso do próprio rosto. Virou-se imediatamente para o marido.

     - O que você disse para ele?

     - Er... Algo que não planejava lhe contar agora.

     - Minha Deusa... você disse para ele que iriamos sair da cidade não é? Que iriamos para um lugar não civilizado, não é?

     - Só porque não é uma grande cidade cheia de carros e prédios não quer dizer que não seja civilizado.

     - Ah, você sabe tão bem quanto eu que a maioria das outras “cidades”, se é que podemos chama-las assim, do país inteiro mal conhecem energia elétrica!

     - Não é bem assim...

     - Não estamos vivendo mais a era medieval aqui! Não quero meus filhos crescendo numa pequena vila de fazendeiros que vivem sendo atacados por monstros e hordas de bandidos.

     - A situação não é tão ruim quanto parece para nós que moramos aqui.

     - Não! Eu não vou sair da cidade e ponto final!

     - Por que não? – disse o mais jovem na mesa. Não é preciso dizer que seu sorriso havia sumido um tempo atrás.

     - Eu já me expliquei e não irei repetir!

     - Mas a senhora sabe o quanto eu não aguento a escola e a vida por aqui!

     - E não me importo! Sou sua mãe e sei o que é melhor para você!

     O garoto se levantou e foi para o seu quarto, onde novamente se trancou.

     - Por que faz isso?! Sabe o quanto ele anda infeliz! – disse o homem da casa.

     - Você também sabe que esse é o certo a se fazer! Até seu pai sabia disso.

     - Pelo menos ele me incentivava a estudar duro mas deu o livre arbítrio pra que eu decidisse meu rumo!

     - Ele é muito jovem ainda!

     - Não significa que ele não saiba de nada.
     Com raiva, o marido deixou a esposa sozinha na mesa de jantar. Ninguém havia comido coisa alguma, e todos foram deitar com o estômago vazio e a cabeça repleta de pensamentos. Ninguém dormiu.

----------------------------------------

     No dia posterior, os pais foram os primeiros a se levantar e sair do quarto, como sempre. A mãe foi até o corredor do apartamento e bateu na porta ao lado, mandando o filho sair logo para tomar o café da manhã. Nenhuma resposta.

     Ela havia passado horas remoendo o que havia dito na noite anterior. Tinha sido precipitada e havia agido antes de realmente pensar a respeito do assunto, como sempre. Detestava essa característica sua desde jovem e, mesmo com três décadas e meia de vida, continuava a detestar. Havia enfim decidido que o que era bom para si mesma não necessariamente seria bom para todos, e resolveu que iria logo cedo conversar sobre o assunto.

     Ouviu uma descarga no banheiro, significando que o marido já iria vir para a cozinha. Mas a porta do quarto do filho continuava imóvel. Decidiu ir lá e bater mais uma vez. Como não obteve resposta, abriu de uma vez.

     - Eusine!!

     Rápido como um raio, um homem de pijamas, cabelos loiros despenteados e barba feita pela metade correu até o quarto de seu filho, com creme de barbear pingando do lardo direito da face. Parou na porta aberta do único outro quarto da casa que não era o próprio e foi até a esposa, que estava inclinada na janela.

     - Oh, minha Deusa... o corpo dele não está lá embaixo...

     - Do que está falando?

     - Eusine sumiu! Abri a porta do quarto e a única coisa que encontro é essa janela aberta!

     - Ele não seria tão tolo de pular no quarto andar. O que quer que ele tenha feito pra descer por ai, tenho certeza de que ele está vivo.

     - Não importa como, o que importa é que ele está por ai, sozinho! Nosso pobre filho de apenas nove anos sozinho nessa cidade!

     - Foi por causa da discussão de ontem! Se tivesse sido mais compreensivo, ele...

     - Não ponha a culpa em mim! – gritou Dália, enquanto chorava com todas as forças – Eu só falei o que achava que era certo! Nunca iria imaginar que ele fugiria dessa forma! É culpa do seu lado da família!

     - O quê?

     - É isso mesmo! Bando de animais! Se ele fosse normal, nunca teria fugido de casa!

     - Querida, escute... Podemos ainda encontra-lo! O porteiro do prédio provavelmente o viu sair, ainda há tempo de acha-lo por ai.

     - Ma-mas... onde será que ele foi? Pode estar em qualquer lugar... – seu choro, que aparentemente havia se controlado devido a última frase do marido, voltava ainda mais forte.

     - Temos de usar a cabeça. Eusine não só não gostava da vida na escola, como não gostava de...

     - O quê?

     - ... ele queria sair da cidade grande.

     - Definitivamente isso é culpa da sua família! Deusa, por quê eu fui me apaixonar por um...

     - Por favor, deixe disso. Vamos atrás dele, provavelmente ainda o encontraremos.

     - C-certo. Vamos!

     Correndo, os dois abriram a porta e correram as escadas ao invés de esperar o elevador chegar. A porta ficou escancarada de qualquer jeito.

----------------------------------------

     Saindo de baixo da cama, Eusine colocou a mochila nas costas e enfim fugiu de casa.

----------------------------------------
Comentários Finais:
Eu me arrependo desse começo. Não sei se combina com o Eusine e nem sequer com o universo da série. Na verdade, tirando comentários sobre monstros e a suposta vida perigosa longe das cidades grandes, parece o início de uma história clichê de não-aventura. De qualquer forma, não consigo pensar em nenhum outro começo possível, e a história foi toda desenvolvida a partir daí, aliás. Então não tem volta, decidi que vai ser assim mesmo.

Não, eu nunca quis fugir de casa. theNewF6 

O que vai acontecer a seguir?
Próxima história vai envolver o primeiro e melhor amigo de Eusine, Alex Kirbo. Mas, antes, vai ver um Prólogo especial só para ele! Não percam!

« siggy »

É isso que o Eusine pensa de mim.


Última edição por Eusine48 em Sex 22 Abr - 11:38, editado 18 vez(es)
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Firealex
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Dom 11 Maio - 17:26

Pobre família de Eusine... Eusine se jogou, oh espere! Eusine está dentro da cama! Você enganou eles direitinho!

Parece que esta história tem um bom potencial! Mas não espere eu ler muito a não ser que você me avise. Se bem que um comic seria bom, afinal eu já estou ficando cansado de ler livros, como se os livros de escola não forem tão cansativos...

Eu também tenho alguns problemas na prova, mas eu vou superar de um jeito ou outro! Não desista!

« siggy »


"Prefiro o desenho podre de natal que isso!"
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arrout
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Dom 11 Maio - 17:48

Eusine48 escreveu:
Eu me arrependo desse começo. Não sei se combina com o Eusine e nem sequer com o universo da série. Na verdade, tirando comentários sobre monstros e a suposta vida perigosa longe das cidades grandes, parece o início de uma história clichê de não-aventura. De qualquer forma, não consigo pensar em nenhum outro começo possível, e a história foi toda desenvolvida a partir daí, aliás. Então não tem volta, decidi que vai ser assim mesmo.

Você disse tudo que eu estava pensando em comentar enquanto lia o post.

« siggy »
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Mr.Galleom
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Dom 11 Maio - 18:04

AAaaah... e então uma nova fic nasce!

Realmente provas é um grande problema, especialmente nessa época do ano, mas enfim.

Saber da família dele foi bem interessante! Definidos mãe, pai, avô e irmã? Parece bom pra mim.

Porém, uma fala que achei um tanto estranha foi "- Oh, minha Deusa... o corpo dele não está lá embaixo...", ele parece achar que o filho é bem louco, e é bem recipitado em pensar que ele morreu, lol

Apesar de que achei um pouco estranha a forma de se apresentar os nomes, em particular acho que poderia ter mostrado é a numeração dos Eusines. Acho que você tinha dito que era o 48, mas isso não foi mostrado na fic...?

Esse prólogo é bem... dramático, o que não é um problema, conhecer os personagens e seus sentimentos é até que interessante. NA verdade é perfeitamente possível ter uma história séria... sem perder a hilariedade, como mostrado em Mother 3.

Na verdade, um dos poucos momentos que não é mostrado como Eusine se sentia, quando coloca a mochila e foge de casa, parece até um pouco... vazio, quando em relação aos momentos anteriores.

Agora, um ponto que acho notavelmente bom, é o uso das palavras em negrito. Depois de ler algumas comics, notei que alguns autores tem uma mania de deixar em negrito palavras aleatórias, o que é um tanto distrativo às vezes.

Mas sim, concordo com Alex. Acho que tem um ótimo potencial! Não desista!

« siggy »
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Seg 12 Maio - 8:40

Não foi nem um pouco de como eu pensei que seria... E sinceramente eu esperava mais de algo que foi pensado por anos...

E esse é o Eusine 1? Estranho... Pensei que o Eusine 1 viveria em um tempo onde nem haveria luz elétrica...
E esse começo não foi nem um pouco "Eusinástico"... O que por um lado é bom, você tá tentando criar algo novo...
E como eu odeio essas falas pro travessão... Acho que seria bem melhor colocar o nome do personagem + dois pontos...
E eu achava que o dino ia fazer parte dessa história...
E eu esperava que essa sua história fosse mais fantasiosa, mas esse começo foi meio que realista...
E mais um "E" só para completar 6 "E"s que ser o número de letras de E-U-S-I-N-E
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Eusine48
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Qui 22 Maio - 22:23

Primeiramente, obrigado a todos os elogios e incentivos! Espero realmente que continuem me acompanhando sem se arrepender. Antes de comentar, vou responder alguns dos comentários:

arrout escreveu:
Você disse tudo que eu estava pensando em comentar enquanto lia o post.

Como sempre, Arrout arranjando desculpas para não pensar em um comentário. theNewF6

Mr.Galleom escreveu:
Agora, um ponto que acho notavelmente bom, é o uso das palavras em negrito. Depois de ler algumas comics, notei que alguns autores tem uma mania de deixar em negrito palavras aleatórias, o que é um tanto distrativo às vezes.

Okay, esse não é o tipo de comentário que esperava encontrar aqui. Lol.

Realmente, também sinto isso as vezes ao ler comics. O que é uma pena, pois em geral é um bom recurso a se utilizar em certas cenas.

Mr.Galleom escreveu:
Na verdade, um dos poucos momentos que não é mostrado como Eusine se sentia, quando coloca a mochila e foge de casa, parece até um pouco... vazio, quando em relação aos momentos anteriores.
Forasteiro Solitario escreveu:
Não foi nem um pouco de como eu pensei que seria... E sinceramente eu esperava mais de algo que foi pensado por anos...
Forasteiro Solitario escreveu:
E eu esperava que essa sua história fosse mais fantasiosa, mas esse começo foi meio que realista...

Certo, vou responder os dois ao mesmo tempo. Esse prólogo que postei é apenas metade. O Eusine ainda tem um Prólogo 2, mas no fim decidi não postar tudo de uma vez. Vou dar um pouco de suspense antes de revelar o que aconteceu desse instante em diante. É aqui que enfim vai entrar a "fantasia" que FS esperava.

Forasteiro Solitario escreveu:
E esse é o Eusine 1? Estranho... Pensei que o Eusine 1 viveria em um tempo onde nem haveria luz elétrica...

Se você tivesse lido o que eu escrevo antes de postar, saberia que não. Esse é o Eusine 48. Mas acho que Gah estava certo ao dizer que eu deveria ter numerado logo. Foi mal.

Forasteiro Solitário escreveu:
E eu achava que o dino ia fazer parte dessa história...

E você realmente achou que colocaria Dino desde o prólogo? Essa história vai explicar como Eusine conhece todos os outros Dimentios, e isso inclui o próprio Dino. Te acalma, rapaz.

Enfim, hora de outro Prólogo! Como disse semana passada, esse aqui é um Prólogo para Alex Kirbo. O primeiro capítulo Eusine vai encontrá-lo e eu poderia fazer com que ele explicasse sua história... Mas acho que um personagem tão importante quanto Alex merecia ter seu próprio Prólogo.

Prólogo:
     Alex abriu os olhos e rapidamente se sentou em sua cama. Pensou um pouco e não soube dizer se estivera dormindo alguns instantes atrás, de tão desperto que estava. Mas por outro lado não se lembrava de ter estado com insônia. Olhou pela janela. Parecia ser cerca de duas horas da manhã.

     Não tinha tempo para pensar no assunto. Seu coração batia forte e ele sabia que tinha de agir. Saltou da cama e passou pelo quarto com passadas rápidas e firmes, mas leves o bastante para não acordar o irmão adormecido. Desceu as escadas para o andar de baixo e rapidamente abriu a porta, saindo de casa sem trancar a entrada principal, que se fechou pela força do frio vento noturno.

     De pijamas, olhou ao redor. De onde havia vindo aquele chamado? Não havia ninguém na rua da vila, e as luzes de todas as casas estavam apagadas completamente. Uma parte da sua mente se lembrou de que o vizinho tinha um filho com medo de escuro e que sempre dormia com luz acesa, mas o pensamento se perdeu no mesmo instante. A mente do garoto estava inteiramente focada naquela voz que havia escutado minutos atrás. Ela precisava de ajuda. Não tinha entendido o que ela dizia, mas sabia que era um pedido de ajuda.

     Seu corpo se paralisou no instante em que ouviu novamente. Apenas um som semelhante a uma nota musical tocada por um instrumento de corda. Uma única e harmoniosa nota. Ela era extremamente alta e fez um calafrio percorrer o corpo de Alex, assim como na primeira vez, a que o fez acordar. Ou simplesmente abrir os olhos. Aquilo realmente não importava no momento.

     Tinha certeza de que era a voz de uma pessoa. Não sabia como, mas sabia que era. E chamava por alguém que a pudesse ajudar. Vinha do ponto mais alto da vila, no topo de um grande monte. Alex correu para lá.

     Normalmente levaria algum tempo para subir tudo, mas o garoto não se lembraria do caminho de ida. Preocupado com o que encontraria no final, o tempo voou muito mais rápido do que ele esperava, enquanto avançava em sua velocidade máxima. Sem nem sequer ficar ofegante, logo saiu do pequeno bosque aberto e chegou ao topo do monte, onde havia uma grande árvore frutífera. E, em sua base, algo brilhava...

----------------------------------------

     Alex acordou com a luz do inicio de manhã em seu rosto, enquanto ela passava por baixo da uma cortina de seda que cobria a única janela do quarto. Lembrou-se que tinha de mudar a cama de posição e que ser acordado todo dia daquela forma já estava começando a irritar. Mas sabia que no instante seguinte iria esquecer o assunto e só se lembraria de novo no amanhecer seguinte.

     Tentou lembrar-se do sonho que havia tido na noite passada, mas não conseguiu. Após alguns poucos minutos forçando a mente, decidiu se levantar de uma vez.

     Algo caiu no chão. Algo que estava no colo dele e ele não havia nem percebido. E então ele lembrou.

     Havia se levantado de madrugada. Não havia ninguém acordado. Algo o chamava. Estava frio. Estava ventando. Havia alcançado a árvore no topo do monte, onde havia então encontrado...

     Um pincel do tamanho de seu braço. Ele estava brilhando e o chamando com todas as forças, com aquela estranha única nota musical.

     Mas ele não se lembrava de ter voltado para cama e dormir. Pensando bem, havia se comportado de uma maneira que não era normal. E desde quando pinceis chamam pessoas? E brilham? E tem aquele tamanho? Mas não podia ter sido um sonho, afinal o pincel estava ali.

     Levantou-se e começou a andar lentamente, não queria fazer barulho e acordar Daniel. Na metade do caminho até a escada, decidiu voltar e pegar o pincel. Ele era incrivelmente leve para aquele tamanho, e pôde segurar com apenas uma das mãos, ao invés de duas, como imaginava.

     Desceu as escadas coçando a cabeça, ainda tentando entender de onde havia vindo aquele pincel, e por que não havia conseguido deixá-lo lá em cima. Seus pensamentos foram interrompidos quando começou a escutar sons estranhos vindos do lado de fora. Primeiro um assustado grito feminino conhecido, que Alex não conseguiu identificar na hora. E então, vários gritos de homens que ele não reconhecia. Sentia que do lado de fora não estava acontecendo coisa boa.

     Começou a andar cautelosamente até a porta da frente. Quando estava prestes a tocá-la, ela se abriu para dentro e o fez saltar com o susto.

     Era o seu vizinho de nove anos, Tobias. Chorando desesperado e abraçando o garoto três anos mais velho, disse:

     - A Lívia! Pegaram a Lívia!

     - Sua irmã? Pera, quem pegou ela?

     - Bandidos! Pegaram a Lívia!

     Alex arregalou os olhos e ficou subitamente paralisado enquanto continuava abraçando desajeitadamente o pequeno vizinho. Sabia que não algo ruim estava acontecendo, mas não esperava que fosse um ataque de bandidos. Era uma vila pequena, poucos homens seriam o bastante para devastar tudo.

     Após alguns segundos de silêncio, percebeu que estava em uma posição completamente vulnerável. Tinha de trancar a porta e se esconder.

     - O-ok, fique aqui dentro de casa e vamos deixar que os homens da cidade tomem conta da situação.

     - E a Lívia?

     - Eles vão conseguir dar um jeito, tenha fé! – disse Alex, sem acreditar muito em si mesmo.

     Alex deu dois passos para frente planejando fechar e então trancar a porta de entrada. Mas, antes que sequer alcançasse seu objetivo, um dos bandidos apareceu na porta, com um estranho e enorme sorriso.

     - Olá, crianças. – disse, dando um pequeno riso. Sacou uma faca do bolso traseiro da calça.

     - P-para trás! – Agarrando fortemente Tobias com a mão esquerda, brandiu o pincel em um rápido movimento trêmulo em forma de arco com a mão direita.

     Uma súbita luz seguida de estrondo surgiu na cozinha da família Kirbo. Alex e Tobias sentiram um leve solavanco e foram sacudidos para trás quando um raio saiu da ponta macia do pincel e cruzou o curto espaço entre eles e o bandido. O homem voou metros para trás, deixando cair a faca no meio do caminho. Desmaiou no mesmo instante.

     Alex olhou assustado para o pincel. Ele havia acabado de criar um raio! Um raio! Aquilo era magia! Se não fosse pela situação tensa, com certeza teria dado um enorme sorriso ao ver aquilo. Magia sempre o fascinara, e saber que agora tinha em suas mãos um objeto com poderes era simplesmente espetacular.

     A vila inteira havia escutado aquele trovão. Os gritos e as ordens do lado de fora pararam imediatamente. Alex, tremendo, andou até a porta e colocou esticou a cabeça para fora de casa.

     O bandido que parecia ser o chefe havia largado a garotinha, Lívia, e, juntos com os outros do grupo, avançava em direção do garoto, olhando para o parceiro desmaiado em sua frente.

     - Alex?

     Ele se virou para trás. Daniel havia acordado e agora tinha descido as escadas. Olhava para o irmão mais velho enquanto bocejava e tentava entender a situação atual. Alex sabia que tinha de proteger os dois meninos de nove anos. Se os bandidos entrassem em casa, os dois iam acabar se machucando.

     - Dani, fique aqui. Tobias, você também. Fiquem o mais próximos possível da porta dos fundos, se os bandidos entrarem vocês correm. Entenderam?

     - Bandidos? – disse Daniel.

     Alex saiu de casa e trancou a porta atrás dele. Engoliu um pouco de saliva e se virou. Seis bandidos o cercavam (Eram sete no total, já que um deles havia sido derrotado pelo pincel mágico), com o suposto líder no meio. Todos eles eram enormes e pareciam burros, com exceção do líder. Tinha alguma coisa no olhar dele que dava para perceber que era mais esperto que os outros do bando.

     - Onde está o homem que derrotou o Gronch?

     - Não tem mais ninguém em casa. Fui eu.

     - Oh, foi você? – riu o líder, o que fez os seguidores darem pequenas risadinhas também. – E foi com esse bastão ai?

     - ...

     - O que foi? Você parece assustado. Só por causa de uma pergunta? Boyle, que tal você descobrir se esse garoto sabe lutar com esse bastão ou não? – disse para o bandido à sua esquerda, que sorriu e deu um passo à frente.

     - P-para trás! – gritou Alex, brandindo o pincel.

     Uma forte corrente de ar soprou do pincel e atingiu os bandidos, fazendo alguns caírem para trás com a força do vento. O que havia dado um passo à frente se levantou tremendo e começou a se distanciar do garoto. A maioria fez o mesmo, exceto o líder.

     Aqueles eram homens supersticiosos do interior, não era de se estranhar que todos estavam com aquele medo. Nunca haviam visto a magia e esperavam nunca conhecer, mas agora um mago aparecia na frente deles e tinha conhecimento o bastante de magia para derrota-los.

     - Um mago! Então acho que foi mesmo você que derrotou Gronch. – o sorriso dele aumentou ainda mais, contrariando como seus parceiros estavam. – Eu sempre quis testar minhas habilidades contra um mago. Alguém mais?

     Ninguém se manifestou.

     - Então é só você e eu, pequeno mago.

     Mandando os parceiros se afastarem, o líder colocou duas luvas com espinhos em cada uma das mãos e se preparou para atacar. Alex tremeu o braço na direção dele e um raio voou, mas passou raspando por ele.

     - Há! Você tem que melhorar essa mira se quiser sobreviver!

     O homem pulou para o garoto, rasgando o ar com um veloz soco com a mão direita. Alex se abaixou e conseguiu desviar, fazendo com que o punho do outro atravessasse a porta de madeira atrás dele.

     Tentou avançar para frente enquanto o bandido retirava o braço do rombo feito na porta, mas logo tropeçou e caiu de cara no chão. Girou o corpo rapidamente a ponto de ver o seu oponente o encarando de cima para baixo. Alex brandiu o pincel novamente, mas o líder dos bandidos se desviou para o lado, permitindo que o raio atingisse o buraco na porta e o aumentasse ainda mais.

     Enquanto o homem descia com um soco que atingiria o garoto no chão, Alex girou o corpo e saltou para o lado, se levantando. Fazendo isso, o pincel atingiu o rosto do bandido.

     - Argh! O que é isso que você colocou na minha cara?

     Alex olhou. Ele havia desenhado um enorme bigode no bandido.

     - Tire isso de mim, seu mago misé- Opa.

     Ele foi atingido por um raio e atirado ao chão, desmaiado. Alex sabia que não havia sido a coisa mais honrosa a se fazer em uma luta, mas ao mesmo tempo estava com medo demais para não fazer isso.

     Os bandidos agarraram seu chefe e o colega no chão e correram para longe, lembrando com total terror todas as histórias que escutavam desde pequenos sobre a misteriosa arte da magia. Definitivamente não queriam ser atingidos por raios. E que outras magias o garoto poderia saber? Melhor nem descobrir.

     Em segundos, todos haviam deixado a vila. Respirando aliviado, Alex olhou ao redor e notou que todas as pessoas daquele pequeno vilarejo saiam de suas casas e começavam a andar em sua direção. Daniel foi o primeiro a se aproximar, com um enorme sorriso.

     - Alex! Você tem poderes mágicos!

----------------------------------------
Comentários Finais:
Este prólogo foi baseado no falecido Comic que o Fire Alex escreveu (sim, o Hey, Alex! Orgins). Mas decidi deixar um pouco mais curto e sem colocar a participação do Daniel (ficar se metendo em apuros de forma aleatória) e mudando um pouco a batalha. Mas está bem parecido.

O que vai acontecer a seguir?
O primeiro capítulo irá mostrar o que aconteceu com Eusine três anos depois de sair de casa e o que aconteceu com Alex e Daniel após Alex encontrar o misterioso Pincel Mágico.

« siggy »

É isso que o Eusine pensa de mim.


Última edição por Eusine48 em Qua 3 Set - 21:06, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Sex 23 Maio - 21:13

Que bom que decidiu escrever! Parece bom eu basear um pouco a sua história no meu novo Hey, Alex. Espero que o Alex não precise enfrentar alguns ninja azuis malvados ou o seu próprio clone sombrio tão cedo, não é? Hahaha...

Espero que você consiga colocar o Denas na história, diferente de mim, mas isso depende bastante de você... Ah, e o Eddy e a Shinpi! (Ou Angelina, Linh ou alguma menina na sua mente, se quiser trocar de garotas, afinal a história é seu).

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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Ter 27 Maio - 14:19

Eusine48 escreveu:

Este prólogo foi baseado no falecido Comic que o Fire Alex escreveu (sim, o Hey, Alex! Orgins). Mas decidi deixar um pouco mais curto e sem colocar a participação do Daniel (ficar se metendo em apuros de forma aleatória) e mudando um pouco a batalha. Mas está bem parecido.

Praticamente, o que eu ia comentar... Já ia até procurar o link do comic...
Bem... Nada EXCEPCIONAL nesse prólogo, mas também... Ninguém nasce badass...
E não revelou nada do qual eu não sabia ainda...
Mas eu acho que seria melhor preservar a personalidade do Daniel...
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Ter 27 Maio - 22:33

Certo, sei que o prólogo do Alex já era algo que vocês conheciam, então não tenho por que cobrar comentários de vocês. Então, por isso, valeu por comentarem!

Disse na postagem anterior que o Eusine teve seu prólogo partido em dois. Esse aqui é o Capítulo 1, e não o Prólogo parte 2. Vou continuar com meu pequeno suspense e só mostrar depois.

Respondendo FireAlex: Planejo colocar Shinpi também, mas não tão cedo. Talvez a Linh também, mas isso ainda não defini. Quem eu gostaria mesmo de utilizar seriam Ranshi e Celtchar. Okay?

Respondendo Forasteiro Solitário: Não vou mudar as características do Daniel! Só quis focar os acontecimentos do prólogo no Alex. Fora que eu achei que faria mais sentido Daniel acordar mais tarde que Alex, sabe? f6

Capítulo 01 – O Loiro e o Verde

     Em uma mata fechada se pode escutar diversos sons. O piado e bater de asas dos pássaros voando pelos céus, o farfalhar dos galhos de uma árvore onde algum pequeno animal acaba de subir, o zumbido de mosquitos, passos leves dados por predadores e por presas...

     Um coelho sai correndo se sua toca, saltando agilmente por entre as raízes e os galhos baixos, de alguma forma mal fazendo algum barulho. Algo o seguia, e essa coisa fazia um leve zunido enquanto ia em sua direção. Em um momento, os sons se encontram e então desaparecem.

     Um novo som pôde ser escutado, mas apenas pelos ouvidos mais atentos e sensíveis. O dono tinha os pés leves e institivamente sabia onde pisar para fazer menos ou nenhum barulho. Quando chegou até o coelho estendido no chão, o som era quase impossível de se escutar...

     - Yeah, peguei mais um!

     ... pelo menos até que ele decidisse gritar.

     O garoto se abaixou e arrancou a flecha da parte de trás da cabeça do coelho, guardando-a na aljava improvisada que tinha, e o colocou dentro da mochila que levava nas costas. Ouviu um leve sussurro e se virou para a esquerda para ouvir melhor.

     - Não acredito, ele levou o Fred! – disse um coelho.

     - Que crueldade! Que terrível! – disse outro. – O que fazemos?

     - Temos de vingar a morte do nosso primo!

     - E ir brigar com esse gigante? Está louco?

     - Se eu fosse vocês, nem preocupava com isso. – disse o garoto, que agora estava levantado e olhando para aqueles pequenos animais. – Eu vi os seus tios agora pouco, eles estão fazendo mais primos para vocês.

     - Do que ele está falando? – disse um dos coelhos.

     - Eu sei lá. Vamos brincar de esconde-esconde?

     - Vamos!

     Os coelhos vão embora, fazendo o garoto que os observava sorrir. Era isso que mais gostava nos coelhos, a memória curtíssima.

     O garoto deu meia volta, caminhando de volta para sua casa. Esquecendo a postura de caçador silencioso, andava sem se preocupar se os animais o escutavam ou não. Ainda assim ele sabia bem onde pisava, nunca tropeçava em raízes ou se cortava nas plantas baixas como faria alguém que desconhecesse aquelas matas.

     Pouco antes de chegar a sua casa, escutou um som à sua direita. Alguma coisa tropeçando e espalhando plantas para longe. Pelo barulho das passadas, deveria ser algum animal grande. O problema é que não havia muitos animais grandes naquela floresta, ainda mais naquela região específica. O animal deveria então estar ferido. Provavelmente havia sido caçado, o que explicaria o motivo de estar machucado.

     O garoto começou a avançar cautelosamente, uma flecha pronta em seu arco. Por entre as plantas mais altas, conseguiu ver um tufo de pelos verdes. Que tipo de animal seria aquele?

     O garoto saltou em frente ao animal, que caiu sentado no chão, tremendo com o susto.

     - N-não! Não atira em mim!

     Não se tratava de um animal da floresta, e sim de um garoto de cabelos verdes! Os cabelos estavam repletos de folhas e de pequenos insetos, e as roupas rasgadas em diversos pontos. Ele usava um conjunto de camisa e calça verde listrada, além de sapatos felpudos parecendo o tipo de roupa que alguém estaria usando logo depois de acordar. Após ter notado que não havia sido perfurado por projétil, decidiu abrir os olhos.

     Do chão, ele se deparou com um garoto selvagem aparentemente da mesma idade. O cabelo louro era comprido e amarrado em um rabo de cavalo por vinhas. A roupa dele era rasgada em múltiplos pontos e várias cicatrizes podiam ser vistas no corpo do rapaz, claramente frutas de anos enfrentando os perigos da selva.

     O garoto selvagem usava uma camisa azul com algum desenho em dourado no centro. Era impossível ver o que o desenho era graças a um rasgo que tinha bem no meio. Tinha calças cinza e sandálias marrons. Levava uma mochila aberta nas costas e um arco de madeira em uma das mãos.

     - Oi! – disse o garoto selvagem – Eu sou Eusine!

     Eusine estende a mão para o garoto o qual por pouco não havia atirado. O garoto no chão estranhou primeiramente, mas resolveu confiar após ver o outro com um sorriso que ia de orelha à orelha.

     - Prazer. Sou Alex Kirbo.

     - Sobrenome legal! Espera, nem disse o meu! É Letur!

     - Legal...

     - Ei, o que você está fazendo aqui? Você tá perdido?

     - Não! Digo, eu estou perdido, mas não é o que vim fazer aqui.

     - Hahaha, você é engraçado! Ei, por que não levanta?

     Alex aceita a ajuda e se levanta com as costas doloridas. Curvado pela dor, colocou as mãos nas costas, massageando-as.

     - Urgh, eu tinha de cair em cima do meu pincel...

     Eusine olha para onde havia derrubado Alex e notou a presença de um enorme pincel. Tinha cerca de um metro de comprimento e a grossura de um bastão.

     - Uia, que pincel grande!

     O garoto se abaixou e tentou levantar o pincel de Alex, sem sucesso. Ergueu o arco da mão esquerda para ficar pendurado no ombro e então puxou o pincel com as duas mãos. Ainda assim, não conseguia o levantar e quanto mais força usava mais achava que o pincel ganhava peso.

     - Er, deixa que eu mesmo pego.

     Afastando delicadamente um ofegante Eusine para o lado, Alex se abaixou e pegou o seu pincel com uma das mãos apenas.

     - Uia, você é forte!

     - Nem tanto, é que o pincel só pode ser usado por mim, entende?

     - Ah, entendo. Que tecnologia incrível!

     - Não é exatamente tecnologia no caso...

     - Ei, você ainda não me disse o que veio fazer na floresta!

     Alex encarou o garoto da selva por alguns instantes, analisando se deveria confiar nele ou não. Era um garoto estranho, (em todos os sentidos) além de bobo e apressado, mas estava sempre com um grande sorriso no rosto e não parecia ter nenhuma maldade. Enquanto olhava o outro nos olhos, Alex recebeu em troca uma dedada com força em cada um dos olhos. Imediatamente levou a mão ao rosto.

     - Ai ai ai ai ai! Por que fez isso?!

     - Tinha algo verde em seus olhos, eu pensei que fosse alguma folha e tentei tirar!

     - Não tem nada, meus olhos é que são verdes!

     - Sério? Que estranho...

     - Nada de estranho, muita gente tem os olhos verdes! Estranho é você que... – lenta e dolorosamente, Alex foi abrindo os olhos – tem os olhos roxos! Isso sim é estranho, sabia?

     -Sério? Haha, depois de tanto tempo sem espelho eu tinha até esquecido! Pensando bem, meu pai tinha os olhos roxos também...

     Certo, o garoto era muito bobo.

     - Bem, respondendo agora sua pergunta... Eu vim aqui atrás de meu irmão.

     - E veio sem nada? Digo, nem se quer comida ou água?

     - É que eu não esperava por isso! Como eu poderia esperar que um bando de Golens iria sair do nada e levar ele?

     -Ah, agora entendo! Mas se você está procurando por Golens veio para a direção errada.

     - Droga! E você sabe para onde é o caminho certo?

     - Sim, eu sei bem onde fica o território deles. Mas...

     - O que?

     - É uma parte mais perigosa da floresta.

     - Pe-perigosa?!

     - Além dos Golens, podemos passar por territórios de outras criaturas mortíferas...

     - Mo-mortíferas?!

     - Na verdade os próprios Golens não são criaturas legais de se ir contra. Pelo que ouvi falar eles são até mesmo cruéis...

     - Crueis?!

     - Sim... Espera, você veio para a floresta sem saber de todos os perigos que tem aqui?

     - Er...

     - Há! Foi assim comigo também! E olha só como me dei bem nesse lugar cheio de criaturas! – falou Eusine, sem perceber que seu interlocutor não estaria convencido pela afirmação - Tudo bem, eu te levo até lá!

     - Obrigado. – disse Alex após engolir um pouco de saliva.

     - Mas espera ai, como você perdeu o rastro deles? Golens são grandes, pesados e feitos de pedra, são fáceis de ver!

     - É que eles eram vários e surgiram do nada. Não sei exatamente o que aconteceu... Quando me dei conta eu estava acordando depois de algumas horas, e o meu irmão não estava mais comigo...

     Onde vocês foram atacados?

     - Foi nos limites da minha pequena vila. Se chama Starter.

     - Acho que conheço... Mas isso fica longe do território deles! O que será que eles faziam tão distantes de casa?

     - Não faço ideia, eu só quero resgatar meu irmão e ir embora... Você acha que ele tá bem?

     - Não sei. Eu já ouvi falar de outras pessoas antes sendo raptadas pelos Golens. Pelo que eu sei eles levam para dentro da morada deles, que é um templo abandonado. Um passarinho me contou que eles levam para uma sala secreta e que demora várias horas antes que ele morra... Os detalhes eu não sei.

     - E... como eles... matam?

     - Ah, isso eu também não sei dizer... Escute, entendo como é ter um irmão correndo perigo de vida e você sendo o único que pode ajudar...

     - Sério?

     - Não. Mas consigo imaginar como é, e não é legal. O que estamos esperando? Vamos!

     - Vamos! Para onde, Eusine?

     - Para a minha casa!

     - Você não ia ajudar a resgatar meu irmão?

     - E vou! Mas preciso parar em casa para preparar um almoço e pegar mais algumas flechas. É apenas dois minutos até lá!

     - Não da para perder tempo comendo, temos de ir logo!

     O estômago de Alex ronca dramaticamente, provando que ele na verdade estava faminto.

     - Escuta aqui, Pedro, não poderemos fazer nada se estivermos fracos de fome, não acha?

     - Meu nome é Alex! E tudo bem, mas vamos rápido!

     Eusine se virou e voltou a andar de volta pelo caminho que apenas ele conhecia e que o iria levar até sua moradia, com Alex seguindo de perto. Enquanto conversava com o garoto de cabelo verde, Eusine nunca havia deixado seu sorriso de lado. Quando suas falas eram supostamente sérias, o sorriso diminuía apenas levemente, o que levava Alex a desconfiar. Ele era verdadeiramente feliz daquela forma ou era apenas louco?

     - Ei, quantos anos você tem? – disse Alex, apenas para puxar assunto.

     - Não sei. Quando cheguei aqui na floresta tinha nove. Pensando bem, acho que se passaram alguns anos e nem me toquei!

     - Ah, então você não vive aqui desde bebê! O que o fez morar aqui?

     - Fugi de casa. Não gostava da vida na cidade por vários motivos, e eu também briguei com minha mãe...

     - ...

     - Mas isso faz muito tempo, e nem ligo mais! Estou muito melhor aqui! Haha!

     - Sei... – Alex começava a achar que aquele garoto era levemente perturbador – Ah, e você parece ter minha idade. Aposto que você já tem doze anos.

Curiosidade 1:
 

     - Não sei, mas para mim tanto faz a idade. Veja, chegamos em casa!

     - Onde? Me desculpe, mas não vejo nenhuma casa...

     - Olhe para cima!

     - Er... galhos e folhas de uma árvore?

     - Isso mesmo! Moro aqui em cima, no primeiro andar. Lar doce árvore!

     - ...

     - Venha, vou te ajudar a subir!

     Com o arco e a mochila nas costas, Eusine inicia sua escalada com a agilidade de um macaco. Após subir mais de dois metros, se deitou em um galho e estendeu a mão para baixo. Alex agarrou a mão e, após alguns segundos de esforço, foi erguido para o lar do seu novo amigo.

     A casa havia sido feita entre os galhos da árvore. Existiam vários metros de madeira e folha acima deles, formando uma cobertura natural contra a chuva. Vários galhos foram retirados e colocados no “chão” da pequena área que Eusine utilizava, permitindo a eles ficar de pé com relativa segurança.

     O espaço que ele havia limitado a si próprio era mínimo. Havia um cobertor onde ele deitava e, ao lado, um espaço para guardar alguns poucos objetos. No caso, uma dúzia de maçãs recém colhidas, várias flechas, uma faca com a lâmina desgastada e algumas pedras afiadas.

     Eusine colocou sua mochila surrada no chão e só então Alex pôde ver que a aljava de flechas era apenas um dos bolsos laterais da mochila. Enquanto observava o outro guardar as flechas que estavam em casa no segundo bolso lateral, contou rapidamente que haviam vinte flechas ao todo.

     - Você quer almoçar? – Perguntou Eusine, sorrindo após ter recolhido todas as flechas que queria – Eu cacei um coelho agora pouco, ainda tá fresco e suculento!

     - Er... não, obrigado. Não gosto muito de coelhos.

     - Tudo bem, iria demorar para assar mesmo. Gosta de maçãs?

     - Sim.

     - Então vou levar elas, podemos comer no caminho.

     Alex desviou o olhar enquanto aceitava uma maçã. Ainda não confiava naquele sorriso. Por um instante pensou se Eusine era realmente louco, se o estava oferecendo comida envenenada ou o levando para um lugar distante para depois mata-lo e comer sua carne.

     Suando, decidiu morder a maçã. Relaxou ao perceber que não havia lógica nenhuma naquela maçã recém-colhida e pega aleatoriamente estar envenenada... Mas e se ela não fosse recém-colhida? E se não fosse pega aleatoriamente?

     Enquanto mastigava os pedaços de maçã e tentava parar de tremer de medo, observava Eusine retirar um coelho ensanguentado da parte principal da mochila e o trocar pelas maçãs. Ele também guardou sua faca no cinto antes de se preparar para sair.

     - Prontinho! Agora vou te levar até o templo dos Golens.

     Eusine saltou com agilidade e pousou com tanta leveza que parecia que ele nem sequer havia pisado no chão. Alex tentou imitar o feito, mas se desequilibrou e tombou para o lado, ralando o tornozelo. Levantou-se rápido e começou a seguir Eusine, que já havia iniciado a caminhada.

     Mesmo após Eusine pedir que tentasse andar o mais silenciosamente possível, o garoto de cabelo verde não conseguia evitar de tropeçar a cada dois passos e pisar na maior quantidade de galhos possível.

      Ele não conseguia compreender como que alguém podia se orientar tão bem em uma floresta daquelas. Para Alex, não havia nenhum ponto que pudesse usar para se guiar, nenhuma uniformidade nas árvores. Quanto mais avançavam mais o lugar parecia ficar misterioso e sinistro dentro da obscuridade dos pensamentos do garoto. Apesar disso, os animais não eram nada sinistros. Passaram por coelhos, esquilos e pássaros pequenos apenas. Porém, em determinado momento da caminhada, Alex teve certeza de ter visto um lobo passar rapidamente por um caminho à sua esquerda. Passou a andar mais colado com Eusine após isso.

     Depois de mais de meia hora de caminhada ininterrupta, os animais começaram a rarear, até sumirem completamente da paisagem. Felizmente, não avistaram nenhuma criatura de aparência perigosa também. Pararam ao chegar em uma enorme clareira com uma construção no meio. Alex tentou ver o que era, mas isso se tornou impossível com Eusine em sua frente, já que ele era mais alto.

     - Rápido, por aqui!

     Eusine e Alex abandonaram a suposta segurança das árvores ao adentrar na clareira. Esconderam-se atrás de um monte de rochas e só então puderam espiar o que era a construção no centro.

     Era um templo antigo, que deveria ter sido abandonado há séculos. Talvez mais de um milênio atrás. Com cerca de trinta metros de altura, tinha formato de pirâmide e escadas direcionadas aos quatro pontos cardeais. No topo e no centro, uma grande abertura levava ao interior da construção.

     E, nos últimos degraus superiores, três seres terminavam pesadamente de subir aquelas dezenas de degraus. Nos braços do ser que estava no meio era possível se observar uma grande cabeleira preta inerte.

     - O meu irmão! Daniel!

     - Shh! Quer que algum deles perceba nossa presença?
     Mas já era tarde demais. Infelizmente, só puderam notar isso após o monte de pedra em que estavam escondidos se erguer e se preparar para o ataque.

----------------------------------------
Eusine Letur:
Alex Kirbo:
O que vai acontecer a seguir?
Eusine e Alex vão fazer de tudo para tentar chegar no irmão de Alex, Daniel.

« siggy »

É isso que o Eusine pensa de mim.


Última edição por Eusine48 em Qua 3 Set - 21:09, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Ter 27 Maio - 23:12

Está muito melhor que o prólogo, eu te garanto f6.
Gostei bastante do cap . E me deixou interessado na história de todos os Dimentios, isso vai ser divertido f2

« siggy »
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Qua 28 Maio - 17:27

Eusine48 escreveu:
Enquanto mastigava os pedaços de maçã e tentava parar de tremer de medo, observava Eusine retirar um coelho ensanguentado da parte principal da mochila e o trocar pelas maçãs. Ele também guardou sua faca no cinto antes de se preparar para sair.

Então ele nem sequer limpou a mochila? Ela estava suja com o sangue do coelho e ele ainda coloca maçãs lá dentro sem sequer limpar antes? Sei que maçãs tem casca, mas mesmo assim sangue é um negócio viscoso e difícil de tirar, mesmo quando você pensa que tirou tudo, ainda ficam uns resquícios... Mas isso é secundário...

Eusine48 escreveu:
E, nos últimos degraus superiores, três seres terminavam pesadamente de subir aquelas dezenas de degraus. Nos braços do ser que estava no meio era possível se observar uma grande cabeleira preta inerte.

Pensei que o Daniel Kirbo tinha cabelo ruivo/vermelho...

Enfim... Esse ep lembrou muito o Comic do Alex, sendo que lá não teve essa conversa toda entre eles... Só faltou uns macacos correndo atrás do Eusine achando que o cabelo dele é uma banana... Haha... Mas agora falando sério, apesar desse ep ter sido uma referência ao comic, você soube colocar a sua originalidade nele, o que por um lado é bom e por outro é ruim, antes que você me pergunte por que seria ruim, vou logo responder: O único ruim disto é aquele velho problema de "cruzamento de roteiros", digo Alex fez de um jeito semelhante, porém diferente em algumas coisas... E ele pretende reescrever o Origens certo? Então talvez ele precise alterar um pouco o roteiro dele para não conflitar com a sua história... Por isso também que o Denas meio-elfo, só existe mesmo para vocês inserirem eles nas histórias de vocês, porque os outros personagens seriam quase impossíveis...

Agora quanto a sua história em si... Não está ruim... Mas eu esperava mais... Mas eu sinto que você está guardando os seus trunfos para a hora certa... Neste caso vou esperar esses trunfos... Mas saiba que maioria das pessoas não teria paciência de acompanhar até a hora em que a história fica BOA e ÚNICA, porém, os poucos que tem paciência, divulgam quando o negócio fica BOM MESMO... Portanto, faça do jeito que você acha melhor... Sim, isso inclui esses malditos travessões, apesar de eu odiar eles, se você achar que consegue se expressar melhor com eles, então fique com eles...

Uma nota a parte: LOL, faz MUITO tempo que não faço um comentário desse tipo...
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Seg 2 Jun - 19:58

Aaaah! Eu odeio Provas! f5 

Esta história até que foi fiel do que eu fiz até agora!

Mas a minha ideia original não era dar os olhos verdes para o Alex, era para ser olhos castanhos escuros, pois isso é a coisa do Galleom, sobre serem verdes. Acho que era para indicar quais personagens são exclusivamente meus, não sei.

Ah, e eu não dei o nome do vilarejo, porque eu não achei tão interessante quanto a aventura. A história passa mais em lugares diferentes e a casa do Alex que o vilarejo normal. Mas acho que se eu fizer uma aventura nova, eu vou dar um nome melhor ou mais temático que "starter" ou "um vilarejo de onde você começa".

(Aliás, quando será que o Galleom ou Eddy vão aparecer na história?)

Mas acredito que o Daniel deve estar odiando a sua estória até agora, ele não fez tanta coisa interessante até agora, apesar de ser a outra estrela de Hey, Alex...

Mas se for colocar mesmo Ranshi ou Celtchar, sugiro que faça eles parecerem menos "Elibianos" e mais originais, claro que classe rica não combinaria nada com estes dois, mas parecerem mais aventureiros, estudantes ou fazendeiros. (No caso do Celtchar, mais o fazendeiro!) Mas você quem decide.

Espero que eu consiga uma diploma de artes gráficas antes de eu voltar a escrever e melhorar a relação com o Galleom...

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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Sex 6 Jun - 20:17

Bem, achei o alex bastante desconfiado... Apesar de que até combinar por causa da situação e tudo mais, mas mesmo assim... pelo menos ele quase adivinha a idade do eusine xp

Essa situação da Casa na Árvore lembrou bastante a de Deltora Quest /f6não tenho certeza, mas acho que a situação por ali foi até parecida? Menos talvez um deles ser filho do rei >_>

Ah, e esse início lembra ligeiramente o começo de Dragon Ball... não que seja um problema, só dizendo que me fez lembrar...

E, ah. Cabelo preto f6

De qualquer forma, não acho um problema o cruzamento entre roteiros, escrever as coisas da sua própria forma é bom.

Mas é interessante ver o quanto Eusine evoluiu nesse meio tempo. Acho que o pai estaria orgulhoso dele ou talvez comendo a carne de coelho

A história não andou muito nesse episódio, mas serviu para apresentar as personalidades dos dois, então acho que está bom para um episódio...

« siggy »
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MensagemAssunto: Capítulo 02 – Walking Stones   Qua 18 Jun - 0:09

Primeiramente, obrigado pelos incentivos! Daqui pra frente a história só vai melhorar... Pelo menos do meu ponto de vista. theNewF6

Antes do Capítulo 02, responderei os comentários:

Forasteiro Solitario escreveu:
Então ele nem sequer limpou a mochila? Ela estava suja com o sangue do coelho e ele ainda coloca maçãs lá dentro sem sequer limpar antes? Sei que maçãs tem casca, mas mesmo assim sangue é um negócio viscoso e difícil de tirar, mesmo quando você pensa que tirou tudo, ainda ficam uns resquícios... Mas isso é secundário...

A verdade é que Eusine lava sua mochila num córrego ali perto de sua casa quase todo dia, depois do almoço. Ele raramente faz o que fez no capítulo 1, que é guardar maçãs pra comer mais tarde (se ele quisesse levar maçãs ele levaria uma ou duas, coisa que pode levar na mão mesmo). Como ele é um pouco distraído, não é de se estranhar que ele nem se tocasse que estava cheia de sangue a mochila...

Forasteiro Solitario escreveu:
Pensei que o Daniel Kirbo tinha cabelo ruivo/vermelho...

Mr.Galleom escreveu:
E, ah. Cabelo preto f6

Que bom que notaram. Er, ele ainda vai ter o cabelo vermelho de sempre... Mas não desde o começo, isso decidi fazer uma pequena alteração, que vocês vão ver aqui neste capítulo. Relaxem.

Firealex escreveu:
Aaaah! Eu odeio Provas! f5

Eu também. É por causa disso (e trabalhos) que não postei semana passada. Só avisando. f6

Firealex escreveu:
Ah, e eu não dei o nome do vilarejo, porque eu não achei tão interessante quanto a aventura. A história passa mais em lugares diferentes e a casa do Alex que o vilarejo normal. Mas acho que se eu fizer uma aventura nova, eu vou dar um nome melhor ou mais temático que "starter" ou "um vilarejo de onde você começa".

Ei! Eu achei Starter legal para a vila do Alex! Eu não sou tão bom pra nomes... Alguma ideia?

FireAlex escreveu:
Aliás, quando será que o Galleom ou Eddy vão aparecer na história?

Er, faltam uns 6 capítulos para Eddy e uns 20 para Galleom.

FireAlex escreveu:
Mas acredito que o Daniel deve estar odiando a sua estória até agora, ele não fez tanta coisa interessante até agora, apesar de ser a outra estrela de Hey, Alex...

Todo mundo notou que ele não está fazendo nada. Desculpe não dar participação pra ele desde o começo, mas o bom e velho Daniel vai aparecer com tudo logo, logo.

”FireAlex” escreveu:
Mas se for colocar mesmo Ranshi ou Celtchar, sugiro que faça eles parecerem menos "Elibianos" e mais originais, claro que classe rica não combinaria nada com estes dois, mas parecerem mais aventureiros, estudantes ou fazendeiros. (No caso do Celtchar, mais o fazendeiro!) Mas você quem decide.

Você tem razão, não seria bom eles serem Elibianos. Vou fazer o possível para as origens deles ficarem parecidas, e as características farei o mais igual possível! Mas eles não irão aparecer tão cedo.

Mr.Galleom escreveu:
Bem, achei o alex bastante desconfiado... Apesar de que até combinar por causa da situação e tudo mais, mas mesmo assim... pelo menos ele quase adivinha a idade do eusine xp

Acho que seria estranho ele não desconfiar. Alex sempre foi meio medroso, e ele nunca conheceu nada além de sua vila e das pessoas que lá vivem. Não é de se admirar que ele fique um pouco desconfiado de Eusine, que é diferente de tudo que ele conhece.

E interessante você comparar o começo com Deltora Quest e Dragon Ball. f6

Mr.Galleom escreveu:
Mas é interessante ver o quanto Eusine evoluiu nesse meio tempo. Acho que o pai estaria orgulhoso dele ou talvez comendo a carne de coelho

Obrigado por reparar. Acho que você vai gostar de ver o resto das coisinhas que Eusine aprendeu nesse tempo. E o pai dele adoraria o coelho.

Capítulo 02 – Walking Stones

     Ambos agiram puramente pelos reflexos ao saltarem cada um para um lado diferente quando avistaram o punho rochoso descer pronto para esmagar os seus crânios desavisados. A pedra cravou-se pesadamente no chão, causando um leve tremor de terra.

     Diferente de Alex, que demorou para se levantar após ter caído de qualquer jeito no chão, no instante seguinte Eusine não só estava de pé como já atirava contra o monstro. Duas flechas se cravaram cada uma em rachaduras diferentes no rosto de pedra, em buracos que assustadoramente se assemelhavam aos olhos humanos em tamanho e localização.

     As rachaduras tendo alguma função ótica ou não, as flechas não serviram para nada além de chamar a atenção do Golem e fazê-lo se virar para o jovem da floresta. Retirou o punho da terra e avançou, com a coluna ereta e passos pesados e firmes.

     Outra flecha voou, visando agora a testa da criatura, apenas para se partir em pedaços e não retardar o alvo em sequer milésimos de segundos. Uma pedra foi lançada apenas para ter o mesmo destino infeliz do projétil anterior.

     O que poderia Eusine fazer? Suas flechas de nada serviriam, e muito menos a pequena faca que mantinha no cinto. Lutar com os punhos, nem pensar. A única alternativa era fugir, seja de volta para a floresta ou para dentro do templo.

     O Golem finalmente chegou em Eusine, levantando o punho para esmagar o garoto que não chegava nem à metade de seu tamanho. Por sua vez, o loiro pularia casualmente para o lado no momento antes do impacto, para depois puxar o companheiro de cabelo verde e...

     - Desenho Mágico!

     E o Golem explodiu em várias rochas de tamanhos variados após ser atingido nas costas por um golpe inesperado.

     Suado e segurando o pincel de forma ameaçadora enquanto o mantinha apontado para o monte de pedras, Alex estava de pé, apesar de parecer estar fazendo muito esforço.

     - Uia, o que foi isso? – dizia Eusine no instante em que subia no que antes eram os membros superiores de um monstro aparentemente invencível. Retirou as flechas das rachaduras, guardando-as na aljava/mochila. Estavam com a ponta amassada, mas não o bastante para torna-las inutilizáveis.

     - Foi um desenho mágico... Quer dizer, é magia, eu acho. Não tenho certeza.

     - O nome é “mágico” e ainda pergunta? E como assim não tem certeza? Por que você não me contou que era mago? Esse pincel é uma varinha?

     - Calma, calma! Uma pergunta de cada vez, ok? Olha, eu não sei se isto que eu faço é magia porque nunca vi mágica antes. Isso responde também que eu não sou um mago, certo? Não sei o que o pincel é, mas se tem magia envolvida nisso que fiz, vem de dentro dele.

     - Mas como foi que-

     - Eu consegui o pincel? Hoje fui acordado por um pedido de socorro distante. Andei na direção até que, respondendo sua pergunta não feita, achei este pincel. E as palavras “desenho” e “mágico” acabaram escapulindo da minha boca sem querer agora pouco. Mais alguma pergunta?

     O tempo que Alex usou para recuperar o fôlego foi utilizado por Eusine para pensar profunda e filosoficamente sobre assuntos diversos envolvendo a necessidade humana.

     - E comida, dá pra fazer?

     - Ah, dá sim. Mas fica com gosto de tinta guache.

     - Que pena... Bom, é melhor não ficarmos aqui. Precisamos ir o mais rápido possível.

     - Para onde?

     - Para o templo, ora! Não quer resgatar seu irmão?

     - Quero, mas... por quê?

     - Você tá me confundindo. Quer resgatar ele ou não?

     - Eu quero, sim! Mas e você? Por que vai me ajudar?

     - Você pediu.

     - Argh, não é isso. É que você mal me conhece, mas decidiu ajudar a mim e a meu irmão sem pestanejar. E continua com isso, mesmo agora sabendo que é inútil contra os Golens. De onde vem tanto empenho em me ajudar?

     - Ah, porque você parecia alguém legal.

     -... só isso?

     - Sim. Eu pensei que pela primeira vez na vida eu poderia ter um amigo que não me rejeitasse por eu ser supostamente estranho.

     - ...

     Alex olhou para o garoto selvagem em sua frente, finalmente percebendo o quanto sua vida deveria ser solitária. Percebeu também que a vida deveria ter sido ainda mais solitária antes, já que ele afirmara que detestava a vida na cidade. A pior solidão é a que se tem ao estar sozinho em um mundo repleto de gente, Alex percebeu.

     - Além disso, você parecia mais estranho que eu, quando apareceu do nada com esse pincel gigante e cabelo verde!

    “Argh, me xingou na minha cara e nem notou...”

     - Agora vamos!

     - Espere, só uma coisa antes. Você deve ter notado o quanto fiquei cansado agora pouco. Percebi hoje de manhã que quanto mais uso a magia, mais cansado fico. Mas também que ficar um tempo sem usar o pincel me recupera aos poucos.

     - Maneiro. Vamos!

     - Pare de gritar! Como eu ia dizendo, não vou poder usar o pincel o tempo todo, caso use não sei o que irá acontecer comigo.

     - Ah...

     - Então faça o maior silêncio possível! Vamos tentar chegar em Daniel sem sermos percebidos, okay?

     - Okay!

----------------------------------------

     Subiram as escadas o mais rápido e silenciosamente que podiam. Eusine usava aquela capacidade que havia adquirido na selva, de andar rápido com passos leves, mas era atrasado por Alex, que estava tão nervoso que acabava várias vezes tropeçando nos degraus ou até mesmo nos próprios pés. Fora que a cada passo dado não conseguia evitar olhar para os lados, para cima e para baixo, tentando encontrar alguém que os tivesse notado ali.

     Chegando ao topo da escadaria, Alex se agarra à camisa de Eusine e espiona a entrada do templo, que era apenas uma grande abertura quadrada no meio da rocha marrom que aparentemente cobria o templo inteiro, tanto por fora quanto por dentro.

     A primeira coisa com a qual se depararam foi uma bifurcação. Um caminho seguia para a esquerda, outro para a direita e outro para baixo.

     - E agora, para onde será que eles foram? – disse Alex, olhando nervosamente para os lados.

     - Bom, é só a gente-

     - Shh! Fale baixo!

     - Eu estou falando baixo. Você é que está gritando!

     - Urgh... Foi mal.

     - Acalme-se, Alex. Só estamos entrando furtivamente num lugar misterioso e cheio de monstros assassinos. Se você ficar tremendo vai ser bem pior quando um deles aparecer, então respire fundo e mantenha a calma.

     Foi o que Alex fez. Puxou a respiração bem calmamente enquanto fechava os olhos. Os abriu enquanto expirava e tentou parar de tremer, o que conseguiu um pouco. Fechou a mão direita no pincel e largou a camisa de Eusine, que segurava com a mão esquerda.

     - Certo, obrigado. Mas então, o que você ia falar?

     - Que é só a gente escutar. Eles são enormes e feitos de pedra... Ou seja, lentos e pesados. Dá pra escutar som de passos se você prestar atenção.

     - Hum... verdade. Mas eles estão longe.

     - Exatamente. E isso quer dizer que eles devem ter descido as escadas. Pronto para segui-los?

     Alex engoliu um pouco de saliva e pensou em Daniel. Sua mão apertou ainda mais o pincel.

     - Vamos.

----------------------------------------
     
     Dentro da construção era estranhamente mais bem iluminado que ambos os garotos haviam pensado. Várias tochas pendiam nas paredes em intervalos regulares, fazendo com que não fosse difícil enxergar em um local em que a luz do Sol já havia deixado de alcançar faz tempo. Alex se assustava com a ideia de que os Golens eram inteligentes o bastante para saber fazer fogo, mas tentava manter a calma, como Eusine havia aconselhado. Acabou chegando à conclusão de que eles provavelmente acendiam o fogo chocando suas mãos e gerando faíscas em cima de algo inflamável.

     Vez ou outra eles chegavam a outro andar do templo, onde tinham de fazer uma pequena parada e andar até a próxima escada para baixo, que geralmente era logo ao lado da que tinham acabado de sair.

     Quando chegaram ao primeiro andar diretamente abaixo do primeiro, tiveram de se esconder rapidamente atrás de uma coluna enquanto um Golem passava num corredor adjacente e virava uma esquina. O tempo que os dois jovens ficaram parados ali atrás da coluna havia sido o bastante para perceberem que naquele andar havia mais do que apenas um Golem. Alex ficou preocupado, pensando se seria melhor parar naquele andar e procurar ao máximo por Daniel. Se ele estivesse num andar inferior, Alex talvez chegasse tarde demais para prevenir o que quer que fossem fazer com ele. Por fim, Eusine o convenceu a continuar descendo, seguindo a direção de onde vinha a maior quantidade de barulho.

     Por cada andar que passavam, aumentava a quantidade de Golens, apesar de que nenhum deles conseguia ver os dois garotos pré-adolescentes que se esgueiravam por sua moradia. Os passos pesados eram mais barulhentos que qualquer tropeço que Alex pudesse fazer, o que tornava o trabalho de andar silenciosamente ser muito mais fácil.

     Chegando ao quarto andar para baixo, Eusine notou três coisas. A primeira ele já havia notado ao chegar ao segundo andar, mas agora tinha a certeza: a quantidade de Golens ia ficando cada vez maior. A audição mais sensível de Eusine sabia que a quantidade de seres dando aquelas passadas monstruosas ia ficando cada vez maior.

     A segunda coisa que havia notado era o barulho que os Golens faziam. Isso ele havia percebido no terceiro andar, quando um Golem passara por um caminho poucos metros de distância deles, resmungando. Aquilo não parecera estranho no momento, mas no quarto andar os garotos puderam ver ao longe dois Golens parados em frente um do outro e resmungando entre si. Eusine se concentrou ao máximo e de alguma forma achou que os resmungos eram diferentes do que ele ouvira anteriormente.

     A terceira também foi notada quando chegaram no quarto andar. Eusine tinha certeza que já haviam descido o bastante para estarem ao nível da floresta lá fora, mas ainda assim havia outra escada para baixo, indicando que havia no mínimo mais um andar inferior. Alex recomeçava a tremer de leve, dando a impressão de que ele também havia percebido algo. Talvez todas as coisas.

     O quinto andar estava assustadoramente vazio. De lá, conseguiram escutar várias vozes vindas do andar inferior. Eusine e Alex torceram com todas as forças para que estivessem enfim perto de Daniel Kirbo.

     Ambos pararam no meio das escadas. Alguns degraus abaixo, dois Golens caminhavam lado a lado e paravam para abrir uma grande porta de pedra onde antes ficaria a entrada do labirinto de corredores que era cada andar. Puderam ver por sobre os ombros das criaturas que a porta dava para uma sala cheia de outros Golens, todos olhando para frente em direção de um palco distante.

     Os Golens terminaram de entrar pela porta e a largaram. A porta começou a se fechar e, agindo por impulso, os garotos correram os últimos degraus e praticamente se jogaram para dentro da sala. Haviam 16 Golens, contou Eusine, rapidamente. Nennhum os notou, já que estavam todos com as cabeças travadas para a frente, para o grande palco. Lá em cima estavam os dois Golens que carregavam um Daniel Kirbo que, além de ter acordado, não parava de se sacudir e berrar. Outro Golem também ocupava o palco, falando palavras em uma língua estranha e gesticulando com uma das mãos enquanto segurava um martelo preto com detalhes em vermelho.

     - Temos que dar um jeito de tirar ele daqui agora. – disse Alex, sussurrando. Sua vos parecia mais firme, aparentando que a vontade de salvar o irmão era bem mais forte que o medo. – Não estou gostando da aparência daquele martelo.

     - Espere, vamos ver o que ele vai fazer.

     Subitamente, todos os Golens da sala ergueram um dos punhos para cima. No palco, o Golem que estava no centro estendeu seu braço e tocou a cabeça de Daniel com o martelo. Chamas surgiram e engoliram Daniel e o martelo.

----------------------------------------
Comentários Finais:
Podem reclamar que falta alguma ação... Mas eu gosto de detalhar as coisas e contar tudo bem calmamente. Mas no próximo Capítulo vai ter mais acontecimentos rápidos. Tudo depende do momento em que a história está passando, é claro.

O que vai acontecer a seguir?
Daniel Kirbo vai despertar seu poder oculto... O que será?

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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Qui 19 Jun - 12:11

Walking stones? Queria fazer referência com Beatles?

Meu deus, apesar das trapalhadas, queimar o Daniel e o martelo foi bastante... Brutal!

Acredito que depois, Alex e Eusine explodem os Golens para vingar a (Suposta) morte do Daniel, certo?

E acho que o update vai vir depois, certo?

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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Qui 19 Jun - 21:56

Eu não vim trazer um update, eu só queria responder logo a esse comentário...

Firealex escreveu:
Meu deus, apesar das trapalhadas, queimar o Daniel e o martelo foi bastante... Brutal!

Não! Pelo amor da Deusa, meu objetivo não foi deixar esse momento brutal! Os poderes do Daniel Kirbo sempre envolveram usar o martelo e usar eventuais golpes de fogo... Esse momento de agora foi apenas uma introdução para ele! Eu falei que ele ainda teria uma boa participação, e que seria em breve.

PS: Beatles? Não quis dizer Rolling Stones? Bem, a referência exata é meio que cruzando os nomes de Rolling Stones e The Walking Dead. theNewF6

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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Ter 24 Jun - 11:24

Walking Stones pode ser ref a Rolling Stones mas ainda é um título estranho pra uma hist em pt >_>

Enfim.

Achei bem interessante como Eusine tem uma luta altamente descritiva no comecinho contra o golem, e então Alex detona o troço em poucas linhas f6

Hm, a pergunta do eusine sobre comida foi na verdade até que boa, é bom saber de comida.

Mas, er. Admito que desta vez me perdi em meio das falas. às vezes não conseguia identificar rapidamente quem falou o troço, tive de reler e ver se a fala era par ou ímpar >_>

Em especial "“Argh, me xingou na minha cara e nem notou...”" quebrou a minha linhagem de pensamento e daí pra frente quase não soube quem falou o quê. Um pouco mais de uso de coisas como " disse Alex, olhando nervosamente para os lados." ajudaria um pouco nisso. Ou vocativos.

Por outro lado, "Acalme-se, Alex. Só estamos entrando furtivamente num lugar misterioso e cheio de monstros assassinos" foi hilário, vou colocar essa nas falas aleatórias!

Golens conseguirem resmungar é uma coisa bem bizarra, e parece que eles estão fazendo algum ritual satânico... viva?

Bem, sei que não tenho problemas quanto ao passo, por mim está bom.

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MensagemAssunto: Capítulo 03 - Magia, pedra e cabelo vermelho   Seg 7 Jul - 16:06

O brigado pelos comentários. Respondendo:

Mr.Galleom escreveu:
Mas, er. Admito que desta vez me perdi em meio das falas. às vezes não conseguia identificar rapidamente quem falou o troço, tive de reler e ver se a fala era par ou ímpar >_>

Sorry! Vou ter mais cuidado em relação a isto.

Mr.Galleom escreveu:
Golens conseguirem resmungar é uma coisa bem bizarra, e parece que eles estão fazendo algum ritual satânico... viva?

Não é exatamente satânico. Mas vocês vão saber mais sobre o ritual nesse capítulo e nos seguintes.

Mr.Galleom escreveu:
Walking Stones pode ser ref a Rolling Stones mas ainda é um título estranho pra uma hist em pt >_>

Eu sei. A verdade é que eu estava completamente sem ideia para o título. Enfim, fiquem com uma música de Rolling Stones pra começar bem o Capítulo 03!



Capítulo 03 - Magia, pedra e cabelo vermelho

     - Daniel!!!

     Alex não aguentou continuar em silêncio. Brandiu rapidamente seu pincel e explodiu o Golem mais próximo com um Raio desenhado. Tentou pular por entre os destroços daquele monstro de pedra, mas logo foi impedido pelos outros Golens do local, que se fecharam em um semicírculo ao seu redor.

     - Larga ele! – Alex dispara outro raio e destrói outro Golem – Daniel! – outro Golem é derrotado. – Dani... el...

     Sem forças para continuar golpeando, Alex cai de joelhos no chão. Tinha esquecido o quanto era grande o esforço de continuamente usar o Pincel Mágico, e o quanto ele não estava preparado para usar aquela arma mágica. Sua visão se tornou subitamente turva, suor escorria do seu rosto e sua respiração ficara ofegante. Usava suas energias restantes para tentar prevalecer sobre o desgaste físico e não desmaiar.

     Um Golem ergueu seu enorme braço de pedra e o desceu visando atingir o garoto de cabelo verde, mas, rapidamente, uma mão puxou o garoto para trás. O punho se chocou no chão e várias lascas de pedra voaram em todas as direções enquanto Eusine e Alex se mantinham novamente encostados com as costas na porta.

     - Alex! Aguente firme!

     - Cansado... urgh... preciso dormir um pouco...

     - Agora não, Alex! Temos que salvar o seu irmão, lembra?

     - Salvar meu... Daniel... urgh, Desenho Mágico: Barreira!

     Um círculo de luz verde cercou Eusine e Alex. Os Golens que haviam se movimentado lentamente para ataca-los pararam imediatamente após chegar naquela estranha luz, simplesmente sem conseguir passar além dela. Eles resmungaram por um instante e então decidiram começar a atacar com os punhos. A barreira continuava no lugar.

     - Valeu, Alex! Isso vai ganhar um tempo para que pensemos em algo.

     - ...

     - Ei, não durma! Eu sei que está cansado e tal, mas precisa se esforçar mais um pouquinho. Sabe, derrotar esses feiosos é difícil para mim e meu arco. Espere.

     Eusine tira sua mochila das costas e começa a remexer nela. Tira uma maçã levemente manchada de sangue de coelho, a esfrega na mochila para tentar limpá-la (o que acaba acrescentando uma pequena camada de poeira nela) e a põe na mão de Alex que não segurava o pincel.

     - Coma isso aqui, deve te fazer sentir melhor.

     Alex não disse uma palavra, mas sua mão se fechou em torno da maçã.

     - Veja se tem forças para comer. Enquanto isso eu penso num plano para... Epa, o garoto está bem!

     Alex abriu seus olhos levemente e viu que Eusine tinha razão, seu irmão parecia inteiramente intacto mesmo após ter pegado fogo. Tirando que havia algo diferente nele, mas que no momento não conseguia dizer o que era. Mexeu seu braço e levou a maçã para a boca, dando uma mordida de leve.

     Enquanto isso, no palco, Daniel Kirbo estranhava o fato de estar segurando um martelo. Isso e o fato de os dois Golens que o haviam trazido até ali subitamente decidiram larga-lo. Coçou a cabeça com a mão direita, que não segurava o martelo, e seu cabelo de alguma forma pareceu estranho ao toque.

     - Finalmente! – disse o Golem que estava no centro do palco. Sua voz era grave e extremamente rouca e áspera, dando a impressão de que arranhava a garganta da criatura (se é que pode dizer que os Golens possuem gargantas). Dava a impressão, provavelmente correta, de que não era costume da criatura usar aquela voz, ainda mais naquela língua. – Após todos os infortúnios passados, nosso mais longo período de espera acaba de termi-

     - Ei, aquele ali embaixo é o Alex?

     Do canto oposto da sala, o jovem de cabelo verde acenava com uma maçã.

     - Alex! Eu vou ai te ajudar!

     Os Golens que o cercavam voltaram a agarrar os braços do garoto, que dessa vez conseguiu revidar. Com dois rápidos movimentos do martelo, Daniel lançou pedaços de pedra das duas criaturas para longe, fazendo com que ambos se desequilibrassem e caíssem no chão, espalhando seus pedaços pelo palco.

     Daniel saltou do palco e, com apenas um movimento do braço antes mesmo que ele tocasse no piso de pedra, derrubou outro Golem com seu novo martelo. Três monstros o cercaram e se prepararam para atacar.

     - Golpe Giratório!

     Movimentando seu corpo com um rápido movimento em rotatória, o garoto atinge os três Golens na altura das pernas e com isso os derruba de uma única vez. Quando os outros monstros de pedra se viram para tentar agarrá-lo, Daniel salta alguns metros a mais do que imaginava ser capaz, passando por cima do que estava diretamente em sua frente. Daniel cai em cima de um Golem que continuava batendo na barreira de Alex, sem ligar muito para seus colegas derrubados ao chão. Com um golpe de martelo, esse Golem também é destroçado, o que faz com que Daniel caia na barreira mágica, a atravessando.

     - Que lugar legal essa bola brilhante aqui.

     - Pelo que eu entendi isso é uma barreira. – disse Eusine, assustando Daniel, que não havia ligado para aquele que estava ao lado de seu irmão.

     - Quem é você?

     - Sou Eusine, um cara que mora na floresta.

     - Deve ser bem legal morar numa floresta! Eu moro numa casa e não acontecem muitas coisas legais lá, hoje é uma exceção.

     - Não é tão excitante quanto parece. Quer dizer, no começo é sim, mas depois de uns anos uma rotina começa a aparecer.

     - O que é rotina?

     - É aquilo que você faz todo dia.

     - Ah tá. Ei, eu sou Daniel.

     - ... ei...

     - Ah, oi Alex! – disse Daniel, sorrindo. – Que hora estranha para tirar uma soneca!

     - ... – Alex aponta para frente com sua maçã, onde os cinco Golens restantes (sem contar com o do palco de pedra) se reuniam em torno da pequena barreira e voltava a golpeá-la com força.

     - O que esses caras de pedra querem? – falou Daniel.

     - Eu sei lá. Pensei que você saberia, já que está aqui a mais tempo. – respondeu Eusine.

     - Nenhum feioso me explicou nada. Me trouxeram até aqui e depois aquele grandão ali no meio me deu o martelo. Foi só isso.

     - Fora que você pegou fogo.

     - Do que está falando?

     Alex resmungou alguma coisa, com a maçã ainda apontando para frente. A barreira estava tremendo, começando a desaparecer.

     - Essa joça não vai durar muito tempo. – disse Eusine. – Você não tá afim de sair e explodir todos os Golens?

     - Eu? Por que eu?

     - Você tem um martelo poderoso enquanto eu tenho flechas de madeira.

     - Faz sentido. Tudo bem então.

     Daniel pula para fora da barreira golpeando o primeiro Golem e o derrubando facilmente. Em uma velocidade absurda, derruba outros três com um golpe giratório, salta no ombro do último restante e (sem esquecer de jogar a cabeça desse para longe) pula para cima do palco.

     Mas o garoto não esperava ser atingido em pleno ar por um enorme bloco de pedra que ele nem viu chegando. Daniel cai no chão e desmaia, largando o seu martelo. Alguns metros atrás, a barreira mágica de desfaz e Alex começa a tentar se erguer para salvar o irmão. Eusine largou a mochila no lugar, se levantou e preparou o arco.

     - Bom... Não sei se vai ajudar muito, mas acho que agora é minha hora de agir.

----------------------------------------
Daniel Kirbo (Antes de Depois):
Martelo:

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Última edição por Eusine48 em Qua 3 Set - 21:16, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Qui 10 Jul - 21:24

Belo trabalho! Fez a situação parecer bastante realista e o Alex ficar cansado depois de usar o pincel, mas continuar mesmo cansado é bastante heróico! Só quero imaginar se os três vão sair vivos ou algúem vai resgatar eles...

Preciso imaginar logo o que eu devo fazer enquanto as minhas férias duram... Eles não vão durar para sempre!

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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Ter 15 Jul - 16:37

Hm, realmente, alex se cansar fez as coisas parecerem bem realistas, ainda mais com essas descrições aí.

Episódio bem curto, mas aconteceram bastantes coisas!

Mas a música não exatamente combinou com o começo, hm. Apesar de combinar com a aparição do Daniel.

Falando nele, ele parece bem fortinho... Mas acho que você deveria dar algum sinal(escrito) de que o cabelo dele ficou vermelho (ficou?) o máximo que chegou foi ele coçar a cabeça e notar que algo ficou diferente. Dá para saber que o cabelo dele ficou diferente talvez pelo título e pela foto...

E é um pouco estranho ele não saber o que é "rotina".

Acho que Eusine poderia fazer um pouco mais do que dar uma mãozinha, mas considerando o final, acho que ele vai fazer coisas depois.

... e er, aquela maçã parece bem nojenta... eca


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MensagemAssunto: Capítulo 04 – Eusine faz alguma coisa   Qua 3 Set - 22:15

Primeiro de tudo: Obrigado pelos elogios e desculpe pela demora! Obrigado FireAlex e Mr.Galleom, especialmente pelos comentários do capítulo anterior! Não vou prometer nada, mas vou tentar ao máximo não demorar tanto no próximo update.

Mr.Galleom escreveu:
Falando nele, ele parece bem fortinho... Mas acho que você deveria dar algum sinal(escrito) de que o cabelo dele ficou vermelho (ficou?) o máximo que chegou foi ele coçar a cabeça e notar que algo ficou diferente. Dá para saber que o cabelo dele ficou diferente talvez pelo título e pela foto...

Não quis deixar isso bem claro porque... bem... ninguém notou. Eusine nem conhecia Daniel antes, Alex estava cansado demais quando seu irmão estava perto e Daniel estava sem espelho. Então tentei deixar difuso para o leitor e... acho que não ficou legal. Certo, ele ficou vermelho sim.

Mr.Galleom escreveu:
E é um pouco estranho ele não saber o que é "rotina".

É uma característica que resolvi incrementar para o Daniel (pelo menos enquanto ele tiver 9 anos), não saber o significado de algumas palavras.

Capítulo 04 – Eusine faz alguma coisa

Parecia não haver solução. Trancados em um salão dentro de um antigo templo, na parte mais afastada possível da saída, Eusine, Alex e Daniel enfrentavam a situação mais arriscada de suas vidas até aquele momento.

Alex havia passado os últimos minutos deitado no chão, pensando sobre a situação atual e tentando comer uma maçã com um gosto estranho que ele não conseguia identificar o que era. Havia entrado naquele local tremendo, mas graças à Eusine ele havia conseguido controlar parcialmente seu medo. O que foi uma coisa boa, caso contrário eles nunca teriam chegado naquela situação, com Daniel ao seu lado e quase todos os Golens derrotados. Quase. O mais forte e aparentemente líder havia ficado de pé, e o único com condições de lutar era Eusine. Uma fortaleza de pedra de mais de dois metros que parecia controlar as rochas de acordo com a própria vontade contra um garoto de um metro e meio cujas únicas armas eram flechas de madeira. Que coisa, não? No dia anterior a maior preocupação de Alex era que teria de comprar farinha no dia seguinte. Pensando bem, nem havia conseguido comprar a farinha. Droga.

A barreira piscou, lembrando Alex de se manter no presente. Mordeu a maçã, e ela estranhamente pareceu mais gostosa agora do que antes. Percebeu que Eusine havia se levantado. Não imaginava o que ele poderia fazer para derrotar aquele monstro. Tomara que ele não morra. Disse Alex. Ele é uma pessoa boa. Podemos ser bons amigos no futuro.

Percebeu que já estava pensando com mais clareza do que antes. Mordeu mais uma vez a maçã e começou a tentar fazer uma retrospectiva de tudo que havia acontecido desde que havia acordado naquele dia, imaginando que seria bem melhor pensar naquilo do que ficar com medo ao pensar no que lhe aconteceria em breve. Fechou os olhos e passou a se lembrar.

De madrugada, Alex havia acordado e ido para as ruas de sua vila, tendo certeza de que alguém o estava chamando. Depois de seguir a voz, encontrou um grande pincel. Era o pincel que o havia chamado, tinha certeza. Ele precisa de ajuda para alguma coisa.

Talvez tenha sido apenas um sonho, ele ainda não sabia.

De qualquer forma, o pincel era real. De manhã, Alex novamente acordou (ou acordou pela primeira vez naquele dia), mas dessa vez com o barulho de gritos. Bandidos atacavam a cidade. Com um milagre, Alex conseguira derrotar o líder do grupo e assim salvar as pessoas daquela humilde localidade em que morava. Ah sim, o pincel era mágico e fazia tudo que ele desenhava se tornar real.

Vindos do meio da floresta, criaturas enormes de pedra surgiram na vila e atacaram Alex e seu irmão, Daniel. Alex desmaiou por um momento após ser golpeado e Daniel foi raptado. O irmão mais velho correu atrás do mais novo, levando apenas o seu Pincel Mágico, tendo a total noção de que o nome do pincel não era nada impressionante. De qualquer forma, Alex se perdeu na floresta e encontrou Eusine, que lhe deu comida e o guiou para o templo dos Golens, onde Daniel havia sido levado. Logo na entrada passaram por um sufoco ao encontrar um dos monstros, mas logo perceberam que um raio desenhado era o bastante para derrotar uma criatura daquelas.

Não havia sido difícil chegar ao andar mais baixo, pra falar a verdade. Os Golens eram criaturas incrivelmente burras, e nenhum notou a existência de dois humanos a mais na morada deles. O problema foi no salão da parte inferior do templo, onde Alex fez barulho o bastante para ser notado. Não que tenha sido culpa dele, foi uma reação normal para alguém que teve seu irmão coberto de chamas.

Alex então havia começado a golpear raios para todo lado. No fim, quase foi esmagado por um Golem, mas foi salvo por Eusine. E então criou uma barreira pra se proteger antes que acabassem suas forças. No fim, todos aqueles monstros de pedra haviam sido derrotados, mas ele não havia visto como, já que estava mais desmaiado que acordado. Só sabia do final da luta: Daniel havia pulado em direção do Rei Golem, que fez uma pedra sair voando e atingir o garoto. Coitado.

E esse havia sido o dia de Alex até agora. Pior quinta-feira de todas. Tentou mexer seu corpo e conseguiu se sentar, mas apenas isso. Só restava para ele assistir o que Eusine iria fazer naquele momento.

- Er... Oi, tio Golem. Foi mal a gente der destruído seus amigos aqui. – o Golem levantou um dos braços lentamente. – A verdade é que a gente nem sabe direito o que tá acontecendo aqui.

Ele terminou de levantar o braço, deixando-o perpendicular ao seu corpo. Girou o corpo em sentido horário, fazendo com que o braço apontasse para a parede diretamente atrás dele. E então virou a cabeça para olhar novamente o garoto loiro

Havia uma ilustração atrás dele, riscada e coberta de poeira. Por estar quase apagada, Eusine demorou um tempo até conseguir entender perfeitamente o que era.

Parecia mostrar a sala em que estavam. Era um grande quarto fechado quadrado, com um palco na parte mais distante da porta. Estava cheio de Golens, com apenas um Golem em cima do palco. Havia um homem no topo do palco, segurando um martelo flamejante, e todos os Golens estavam ajoelhados e olhando em sua direção.

- Esse cara com o martelo... ele era algo importante para vocês, não é?

O Golem afirmou com a cabeça e girou o corpo novamente, dessa vez fazendo com que seu braço apontasse para Daniel Kirbo, jogado no lado oposto da sala e nos braços de seu irmão.

- E... você acha que Daniel é o seu conhecido? Líder? Mestre? Sei lá o que? – Perguntou Eusine, incertamente. A criatura assentiu novamente com a cabeça. – Mas isso é loucura! O cara da pintura deve ter uns 1000 anos a mais do que esse garotinho aqui. – Eusine aponta para o desenho na parede. - Ele tem até barba!

Com uma pisada forte no chão, pedregulhos caíram do teto daquela sala. Alguns fragmentos de rocha atingiram os garotos que lá estavam.

- Tá legal, então é ele sim! Mas, hãn... Não podemos deixar ele aqui. Vamos levar ele embora e ele vai voltar para sua casa com o Alex, ok?

Outra pisada forte no chão. Dessa vez, os olhos do Golem brilharam e várias pedras que caiam do teto pararam sua trajetória e começaram a flutuar no ar. A criatura em cima do palco aponta para Eusine, no centro da sala.

- Acho que acabou a conversa aqui. Bom, eu tentei.

Eusine pula para cima, e todas as pedras atingem o espaço diretamente embaixo dele. Ele pousa no amontoado de pedras e tenta pensar em uma maneira de derrotar aquele monstro. Sem ideias.

Outra pedra voou em sua direção, o fazendo se deitar para desviar. As pedras abaixo de si vacilaram e ele caiu rolando no chão. Logo se levantou com um pulo da maneira mais rápida que conseguiu, apenas para ser atingido por um bloco voador que não havia reparado.

O garoto foi ao chão, segurando com força o braço direito, que fora diretamente golpeado. Por alguns instantes havia sentido nada além de uma dor agoniante, mas a percepção de que estava em uma situação de vida ou morte acabou fazendo Eusine iniciar esforços para se levantar.

No fim ele estava em pé de frente ao Golem. Alguns metros de distância e alguns de altura, por causa do palco, o afastavam da criatura que o havia atingido. Percebeu então poderia ter sido esmagado enquanto estava no chão, mas isso não acontecera. E o golpe no braço, por mais doloroso que tivesse sido, havia sido apenas isso. Ele continuava vivo. Mas o Golem não queria matá-lo?

O olhar do monstro voltou a brilhar, e várias pedras se ergueram no ar, acabando com o momento de reflexão do jovem arqueiro. Agora ele não poderia usar mais o arco para atacar nem se quisesse. A chance que tinha para vencer era apenas uma. Eusine suspirou fundo e largou o braço direito. Deu um passo à frente e as pedras voltaram a voar em sua direção novamente.

Agachou-se para desviar da primeira que vinha em sua direção. Pulou para desviar da próxima e virou o corpo em 90° para que uma rocha passasse sem que o atingisse. Deu mais um passo e estava quase tocando na parede do palco, que deveria ter cerca de dois metros de altura. Dois blocos de pedra voaram do teto vindo de direções opostas e, quando os dois estavam para atingir Eusine, este se jogou para trás, ficando deitado no chão, logo se levantando com um pulo após ver o impacto em sua frente.

- Isso tá bem mais fácil do que eu esperava. – Disse Eusine, sorrindo com o canto da boca.

Os olhos do Golem brilharam novamente e ele deu uma nova pisada furiosa no chão. Havia mordido a isca.

Um bloco de pedra vindo da base do palco se soltou e voou para Eusine, que já esperava algo assim. Saltou e seu pé direito tocou no bloco e o usou como impulso para cima, onde o pé esquerdo tocou no palco e, com toda a força daquele membro, impulsionou novamente o garoto para cima.

Pousou no peito do Golem, se segurando apenas com os pés encaixados nas rachaduras de pedra no peito do monstro e com o braço esquerdo que agarrava a cabeça rochosa. Vendo de perto, Eusine descobriu que a criatura não tinha mesmo olhos, mas sim cristais vermelhos que agora piscavam furiosamente.

- Se ferrou!

Eusine saltou para trás, alto o bastante para que ele passasse por cima de uma rocha que voava em sua direção, que pode ter vindo de qualquer lado. Girou no ar e pousou de pé, mas a força do impacto o fez dobrar o joelhos e bater sua perna esquerda no chão, mas não era nada demais. No palco, o Golem caia para trás e fazia o templo inteiro tremer com o impacto.

O único probleminha é que os tremores não pararam. Pedras começaram a cair do teto e Eusine se virou para Alex e Daniel, descobrindo que os dois já estavam de pé, um apoiando o outro.

- Vamos logo! – falou Alex, chamando-o com gestos das mãos. E então apontou o pincel para cima. – Guarda-Chuva Mágico!

Um guarda-chuva verde surgiu em cima da cabeça dos irmãos Kirbo e os protegeu das pedras que caiam, ainda que Alex tivesse voltado a parecer que iria desmaiar novamente. Eusine correu, agarrou a mochila que estava no chão e correu para a proteção de Alex. O grupo se dirigiu para cima e se deparou com quatro Golens. Nenhum deles foi problema algum, todos estavam com as mãos levantadas tentando segurar o teto do templo.

Na verdade, todos os Golens de lá estavam daquele jeito. E, se não fosse por isso e a proteção verde de Alex, os três teriam morrido soterrados junto dos monstros.

Lenta e progressivamente, o grupo conseguiu sair da pirâmide e descer as escadas externas em segurança. Cansados, caíram na grama da enorme clareira que cercava o Templo dos Golens.

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Comentários Finais:
Desculpem mesmo pela demora. Tentei dar o máximo de profundidade possível para os momentos de Eusine x Golem. Eu sei que a luta poderia ter sido maior, mas haverão lutas maiores no futuro, com certeza.

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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Qui 4 Set - 10:23

O cap ficou maneiroso f2
Daniel parece que vai pegar alguns levels em badass, isso vai ser divertido.
A luta ficou boa anyways.

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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Qui 4 Set - 11:06

Parabéns! Esse episódio foi muito bom. Agora o que o trio vai fazer depois? Vão para o lago que tem lasers mortais? Explorar uma montanha que possui poderes místicos como parar o tempo? Ir para um lanchonete comprarem tortas?

Eu vou deixar você decidir isso depois, Eusine, não tenho palavras para dizer quanto foi bom.

- "Enquanto eu, Ranshi? Esse trio pode ter uma aventura legal, mas é melhor não esquecer de mim!"

- "Espera sua vez, garota! Eles ainda nem passaram do primeiro portal!"

- "Ah, cala a sua boca, sua estranha com cabelo de velha!"

- "Não vai quer que eu, Shinpi Tekina cortar o seu cérebro infantil na sua cabeça fora, vai?"

- "Ah, você não me dá medo não! Eu também sei lu..."

- Bonk! "Espera a sua vez, eu detesto crianças mimadas."

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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Sab 13 Set - 11:46

Olá pessoal! Vim dar uma passada aqui para postar algo especial... Mas, já que estou aqui, acho que não custa nada já ir respondendo os comentários! f2

arrout escreveu:
Daniel parece que vai pegar alguns levels em badass, isso vai ser divertido.

Sim, ele vai! Mas é claro que não só ele, todos os personagens vão ter uma progressão no decorrer da história... alguns mais vezes que outros e alguns bem lentamente.

Firealex escreveu:
Parabéns! Esse episódio foi muito bom. Agora o que o trio vai fazer depois? Vão para o lago que tem lasers mortais? Explorar uma montanha que possui poderes místicos como parar o tempo? Ir para um lanchonete comprarem tortas?

Por que alguém colocaria lasers em um lago? E como uma montanha teria poderes de parar o tempo?

Wow, quantas ideias! E todas mais complexas do que o que estou planejando para o próximo... ( Oooooooopa...) Vai ser mais algo como um "Capítulo Transitório", marcando o final de uma aventura e o comecinho da próxima. Já vou dizendo que não vai ser um capítulo muito grande, então essa semana devo estar postando ele! (provavelmente terça ou quinta).

E eu tive a felicidade de ter Ranshi e Shinpi comentando minha história! Me sinto honrado!

... é uma pena que elas não irão aparecer tão cedo. Garanto que elas fazem parte do universo, mas nessa primeira saga, Dimentios, elas não vão ter importância ainda.

Ah, já ia esquecendo que esse é um post especial! Graças ao Mr.Galleom, temos agora um logo maneiro!


Obrigado, Gah! E obrigado a todos que apoiam Eusine Chronicles!

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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Sab 13 Set - 14:47

Logo novo! ♪YEAH♪

Pessoalmente, foi até... divertido fazer esse troço. Apesar de que fazer as linhas diagonais foi mais complicado do que esperava.

Enfim, sobre o update em si,

Achei sim um bom episódio! Com um bom equilíbrio entre drama e comédia. O episódio em si achei um tanto curto, mas para uma luta, achei que o comprimento foi até bom, considerando tudo.

Só acho que você poderia ter especificado mais o motivo do Alex ter se acalmado, no começo (foi o Eusine, mas o que dele exatamente? As palavras do último episódio? A presença? O charme?)

E ter um flashback pro Alex foi um tanto... estranho?

Also, argh, dat maçã sangrenta.

Mas achei a luta em si até que bem interessante, sendo uma versão de velocidade/esperteza Vs força...

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