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 Eusine Chronicles - Dimentios

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Eusine48
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MensagemAssunto: Capítulo 05 - Para onde?   Qui 18 Set - 17:11

Hey, pessoal! Antes do rotineiro capítulo, vou responder o Sr.Mr.Galleom:

Sr.Mr.Galleom escreveu:
Só acho que você poderia ter especificado mais o motivo do Alex ter se acalmado, no começo (foi o Eusine, mas o que dele exatamente? As palavras do último episódio? A presença? O charme?

Bem, nenhumas das coisas. Não exatamente. Dois capítulos atrás, quando eles entravam no templo/pirâmide, Eusine o fez ver que não adiantava nada ficar com nervosismo ou medo. Só atrapalharia. Lembra? Acho que Alex gostou do conselho.

Sr.Mr.Galleom escreveu:
E ter um flashback pro Alex foi um tanto... estranho?

É o seguinte, eu penso que a história não é necessariamente do Eusine, e sim de todos os dimentios. Claro, ele vai ser o foco, como se fosse um personagem principal, mas isso de nada impede de que outro(s) tome(m) seu lugar como protagonista por um capítulo, ou parte de capítulo, ou saga...

E eu sei que a luta foi pequena, no futuro elas vão aumentar f6.

Dito isso, hora do update!

Capítulo 05 – Para onde?

     O templo não terminou de desabar. Não tinha como saber exatamente, mas provavelmente os esforços desesperados das criaturas de pedra para salvar o seu lar ajudou em algo. Visto de fora, vários buracos haviam surgido em locais que um andar caiu para dentro do andar diretamente inferior a este. Como estavam as coisas do lado de dentro era um mistério que nenhum dos humanos ali perto iriam desvendar.

     Eusine, Alex e Daniel não fizeram nada além de se deitar na grama da clareira durante a hora que se passou logo após a pequena fuga apressada.

     Alex ainda estava esgotado do uso exagerado do seu recém-adquirido Pincel Mágico. Passou a dormir praticamente no instante que deitou no chão, abraçando seu grande pincel.

     Já Daniel e Eusine deitaram para descansar dos impactos físicos que haviam sofrido. Principalmente Daniel, que havia sido golpeado forte o bastante para desmaiar na grande sala inferior do templo. Ele também cochilou logo depois de deitar-se na grama. Eusine foi o único que ficou acordado.

     Não conseguia parar de pensar nos acontecimentos do dia e, mesmo que quisesse, seu braço direito não deixava. Continuava ardendo bastante, mas não tanto quanto no momento em que havia sido golpeado. Sentia que não tinha nenhum osso quebrado, então ficaria bem após descansar o suficiente.

     Mas nem era no seu braço que Eusine refletia. Não parava de pensar nas sensações que teve ao longo das últimas horas. Ele havia invadido o lar de monstros que julgava invencíveis, testemunhado magia, salvo Daniel e derrotado o mais forte dos Golens.

     Então isso era o que sentia quando se... O que haviam sido aquilo? Uma aventura. Era isso, aquilo havia sido uma aventura. Eusine sorriu enquanto olhava para o céu, vendo as primeiras estrelas surgirem.

----------------------------------------

     Quando eles saíram do templo o Sol já estava se pondo. Em uma hora, o céu já estava coberto de infinitas estrelas. Por mais que fosse bela aquela visão noturna, uma floresta não é um local muito amigável durante a noite. Eusine acordou seus colegas e os levou até sua árvore.

     Acenderam uma fogueira no chão e Eusine pode finalmente assar o coelho que havia pego no almoço. Apesar de ser pouco para três pessoas, eles complementaram o jantar com dois cachos de bananas que Eusine tinha estocado na casa. Tiveram sorte, dessa vez o macaco vizinho não as havia encontrado.

     Depois da refeição, o braço do jovem morador da floresta já estava melhor. Mas, mesmo assim, subiu apenas com o braço esquerdo e as pernas, protegendo o braço direito. Alex e Daniel tiveram suas dificuldades, mas logo também estavam esparramados nos galhos daquela pequena moradia improvisada. Era apertado, mas todos dormiram rapidamente, ignorando o desconforto. A fogueira ficou acesa, assustando os animais noturnos.

----------------------------------------

     -Tchau, Alex!

     Uma noite de descanso e um leve café da manhã depois, os irmãos Kirbo já estavam prontos para voltar para casa, levando nada mais que um pincel e um martelo.

     - Obrigado por tudo! Sem você eu não teria resgatado meu irmão. – disse Alex.

     - Eu servi mais como um guia.

     - E derrotou o monstro chefe.

     Eusine sorriu.

     - Você ajudou bastante com esse pincel!

     - É... falando nele, eu espero algum dia descobrir o que isso realmente é e como ele foi parar lá na vila.

     - Você vai descobrir. Sinto isso.

     Agora foi a vez de Alex sorrir.

     - Sério? De alguma forma, eu também sinto.

     - Vou te ajudar, Alex! – gritou Daniel, que até então estivera tirando meleca do nariz, coisa que necessitava completamente sua concentração.

      - Não vai não! – retrucou seu irmão mais velho – Você vai ficar quietinho e seguro em casa. Tudo relacionado a esse pincel foi perigoso até agora. E, mesmo assim, eu não conseguiria me livrar dele... Tem algo que me faz querer ter sempre ele por perto... e... – Alex se calou, se perdendo por completo em pensamentos.

     - Aaaah! Mas eu-

     - Daniel! – chamou Eusine, interrompendo o que quer que fosse que ele estava para dizer – Se cuida, okay?

     - Okay! Valeu pelas comidas!

     - Não foi nada. Até a próxima!

     - Tchau! Vamo, Alex!

     - E-ei, mas já? Para de me puxar! T-tchau, Eusine!

     - Tchau!

     E assim, Eusine estava sozinho de novo. Tinha deixado os irmãos na estrada para a vila deles, então teria de entrar na floresta e andar até sua casa. Mas antes que fizesse isso, um pensamento invadiu sua cabeça.

     O que havia no final daquela estrada? De um lado ela seguia para a vila de Alex, mas para o outro... Podia levar para qualquer lugar. Um lugar novo, no qual Eusine nunca ouvira falar. Ir para lá seria... uma aventura.

     Ele não tinha parado de pensar na sensação do dia anterior. Queria definitivamente sentir aquilo novamente. Sorriu, respirou fundo e deu o primeiro passo em direção de sua jornada.

----------------------------------------

     Depois de meia hora, Eusine percebeu que não estava com todas as suas coisas e voltou para sua casa para buscá-las.
----------------------------------------
Comentários finais:
Fim do primeiro arco da primeira saga! Teve 5 capítulo... O próximo vai ter levemente menos.

O que vai acontecer a seguir?:
Eusine vai encontrar uma pequena vila e conhecer um mercenário enigmático.

« siggy »

É isso que o Eusine pensa de mim.
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Firealex
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Ter 23 Set - 19:46

Acredito que a próxima pessoa quem você vai encontrar é o Denas, certo? Caso contrário, tem algo a ver com aquele cara preto que apareceu em Eusine Chronicles, certo?

Se ele for interessante, espero que ele apareça em Hey, Alex! ou o Fire emblem, mas mesmo assim, tente fazer ele parecer interessante, Eusine!

E que pena, você não vai para os lugares que sugeri, seria interessante e engraçado ver o grupo fugindo dos lasers! Mas boa sorte tentar criar algo mais interessante!

« siggy »


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Mr.Galleom
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Ter 23 Set - 21:41

Eusine48 escreveu:
Bem, nenhumas das coisas. Não exatamente. Dois capítulos atrás, quando eles entravam no templo/pirâmide, Eusine o fez ver que não adiantava nada ficar com nervosismo ou medo. Só atrapalharia. Lembra? Acho que Alex gostou do conselho.
Acho que o flashback poderia ser sobre isso ao invés do que aconteceu durante o dia. Assim seria mais relevante =/ (e acho que era isso que eu queria dizer com "estranho"...?)

Enfim, sobre o episódio em si, achei um ep bem calmo, achei... reconfortante(?). Fazer uma imagem dos 3 deitados numa clareira da floresta parece uma cena bem bonita pra se fazer fanart xp

Tem alguns poucos erros que achei distrativos ("O que haviam sido aquilo?", lol), mas nada de demais.

Uma pena que Eusine está viajando sozinho agora, mas imagino o que acontece agora.

Mas achei interessante que Eusine está desenvolvendo víciogosto por aventuras.

« siggy »
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Eusine48
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Ter 3 Fev - 15:29

Bom, primeiro de tudo peço desculpas pela demora. O capítulo já estava praticamente feito  em setembro e estava salvo no meu computador, mas ele deu defeito. Felizmente, consegui recuperar meus arquivos! Imagine como seria ruim perder todas as minhas histórias? Fora ter que refazer esse capítulo aqui...

Antes de tudo, finalmente responder os comentários:

Firealex escreveu:
Acredito que a próxima pessoa quem você vai encontrar é o Denas, certo? Caso contrário, tem algo a ver com aquele cara preto que apareceu em Eusine Chronicles, certo?

Se ele for interessante, espero que ele apareça em Hey, Alex! ou o Fire emblem, mas mesmo assim, tente fazer ele parecer interessante, Eusine!

Será que já veremos Denas?

Bom... eu acho ele um personagem legal. Talvez não tanto quanto os outros dimentios, mas dá uma diferenciada boa ao grupo. Se você vai achar interessante... espero que sim.

Mr.Galleom escreveu:
Acho que o flashback poderia ser sobre isso ao invés do que aconteceu durante o dia. Assim seria mais relevante =/ (e acho que era isso que eu queria dizer com "estranho"...?)

Entendo... Foi mal. f6

Agora hora do update! Espero que gostem!

Capítulo 06 - Confie em estranhos

     Com a certeza que alguma hora encontraria algo no fim da estrada de terra, Eusine seguiu em uma caminhada praticamente ininterrupta. Exceto pelas paradas para “ir ao banheiro”, um momento que parou para encher sua garrafa de água mineral (que guardava consigo desde que havia fugido de casa) e a pausa do almoço, nada impediu o sorridente garoto de chegar cada vez mais próximo de seu objetivo misterioso.

     Como a estrada era sinuosa, tudo que o garoto via eram árvores e mais árvores. A cada curva seu coração batia mais forte enquanto ele ansiava por encontrar o fim do caminho, até que ele finalmente se cansou disso e subiu na árvore mais alta que encontrou. Lá de cima viu que a entrada seguia em direção de uma montanha rochosa. Assim, de tempos em tempos ele subia em alguma árvore e observava o quanto estava mais perto.

     Eventualmente encontrou pessoas no caminho. O primeiro foi um velho e seu jumento, que iam para a vila de Starter. O velho estava indo vender aquele jumento que, de acordo com ele, estava extremamente depressivo por causa disto. Por sua vez, o jumento disse discretamente à Eusine: “Estou imensamente feliz por me livrar desse animal” e que havia feito mal seu trabalho de burro de carga de propósito.

     De qualquer forma, o senhor o informou que vinha de uma vila encostada na base da montanha, e que era para lá que a estrada seguia. Isso fez Eusine procurar fervorosamente a vila todas as vezes que subia nas árvores para observar se estava mais perto da montanha.

     Além deste encontro aleatório, dois adolescentes, um garoto e uma garota, passaram por ele enquanto almoçava dois esquilos. Ofereceu um pedaço para eles, e o garoto aceitou, contando para onde estavam indo em troca. Eram irmãos que iam visitar os avós na cidade grande.

     Falou também com uma garota com aparentemente cerca de dezesseis anos nadando de biquíni num lago (sim, o mesmo que Eusine parou para buscar água). Ela não fez muita coisa além de apontar para uma cabana no outro lado do lago e chamar Eusine para passar um tempo lá, com um sorriso estranho. Ele recusou, dizendo estar com pressa, e ela disse que ele podia aparecer por ali quando quisesse.

     Apenas no fim da tarde avistou a tal vila, vários pontos de cores escuras agrupados na base da montanha com algumas com luzes já acesas. No topo da árvore, o garoto lembrou que aquela era a primeira montanha que havia visto na vida, e que ela era simplesmente enorme. Depois da pequena reflexão, desceu da árvore e acelerou o passo em sua caminhada.

     Quase uma hora depois, quando já tinha até mesmo anoitecido, Eusine chegou à tal vila. A montanha se erguia reta para cima, em um enorme paredão de rocha. Todas as casas eram feitas de pedra e madeira, várias encostavam-se ao muro de rocha, de forma que os moradores o usavam com quarta parede para as suas residências. Algumas pessoas caminhavam nas ruas, encerrando seus dias de trabalho e retornando para suas devidas casas. Ninguém ligou para o garoto esfarrapado que olhava boquiaberto aquela pequena vila comum e humilde como se fosse a coisa mais maravilhosa que já havia visto.

     Sua barriga roncou e como reflexo ele olhou para os lados, em busca de um lugar para comer. Notou que sentia falta de comer algo feito pelos outros de vez em quando. Logo avistou um local com uma placa de “Pousada do Repouso” e rumou para lá, sem ligar para o nome preguiçosamente inventado.

      Abriu a porta de madeira da casa de dois andares e adentrou numa sala grande com cerca de 10 mesas espalhadas. Quatro amigos conversavam animadamente em uma mesa próxima da entrada, com dezenas de garrafas de cerveja já vazias em cima da mesa e várias outras ao redor dela, no chão. Em outra mesa, um casal conversava em voz baixa. Além deles, havia apenas mais quatro pessoas no salão: três homens sentados em cadeiras altas de frente a um balcão no lado diretamente oposto ao da entrada e um homem atrás do balcão.

     Eusine andou com passos rápidos até o balcão e pulou em uma das cadeiras, ao lado dos homens. O homem atrás do balcão, um cara alto, magro e com um grande bigode castanho olhou para ele duvidando que aquele moleque tivesse muito dinheiro. A camisa listrada de cor laranja do homem estava molhada de cerveja e sabão de coco.

     - O que vai querer? – Disse ele, curto e grosso.

     - Quero jantar. – respondeu Eusine.

     - Minha mulher tá fazendo. Fica pronto em 15 minuto. Alguma coisa pra beber?

     - O que tem pra beber?

     - Cerveja, whisky, conhaque, cachaça, vin-

     - Eu queria um chocolate quente.

     - Vai custar 1 dinheiro. O almoço vai custar 8, vai poder pagar?

     - Deixa eu ver. – Eusine abriu o compartimento da frente de sua mochila e catou um punhado de moedas. Largou quase todas na mesa e ficou apenas com uma moeda de 1 dinheiro, que guardou de volta na mochila. – Tá ai.

     O homem contou as moedas lentamente, fez um sinal afirmativo com a cabeça e as guardou. Entrou na cozinha do estabelecimento por uma porta atrás de si e voltou um minuto depois trazendo uma caneca com o chocolate quente.

     Eusine deu um grande gole, arregalou os olhos e baixou rapidamente a caneca, batendo-a na mesa.

     - Minha língua! – gritou Eusine.

     - Você pediu quente. – Disse o homem, simplesmente.

     - Eu sei, foi burrice minha. Tá uma delícia!

     Voltou a tomar sua bebida, dessa vez mais lentamente.

     - Ei, garoto. – falou um dos que estavam sentados ao seu lado, que havia se levantado e ido até ele.

     Eusine olhou para cima e viu um rapaz que deveria ter cerca de 17 ou 18 anos. Tinha os cabelos negros ligeiramente compridos jogados sobre o rosto e penteados para a esquerda, de forma que o cabelo tapava totalmente o olho esquerdo. Seu outro olho estava descoberto e mostrava ser um castanho comum.

     Ele era branco como uma folha de papel e não muito alto, de forma que era apenas uma cabeça e meia mais alta que Eusine. Usava uma camisa vermelha e folgada e caças compridas negras rasgadas nos joelhos. Tinha um chapéu largo e preto com uma única pena branca a enfeitar a lateral sua lateral. Sua voz era calma e suave, e seu sorriso acolhedor.

     - Você não é daqui, é? – perguntou ele.

     - Não sou. Como sabe?

     - É pela sua mochila carregada e a forma como você olha para tudo como se não conhecesse nada.

     - Que cara observaor! – toma um gole de chocolate.

     - Na verdade não é nada demais. E então, o que faz aqui nesta vila no meio do nada?

     - Só dando uma explorada. Estou em uma aventura.

     - Oh. Uma aventura para...?

     - Não faço ideia. Só fui seguindo uma estrada.

     O rapaz deu uma gargalhada e, depois de se recuperar, voltou a fixar os olhos em Eusine, mas ainda com a boca meia aberta e um sorriso de quem poderia voltar a rir daquele jeito novamente a qualquer momento.

     - Você não tá falando sério!

     - Claro que estou!

     - Sozinho?

     - Sozinho.

     - E você não teve problemas com bandidos? Ou monstros por ai?

     - Na verdade não, a estrada pra cá é tranquila. Tive mais problemas quando vivia na floresta do que na estrada pra cá.

     - O que disse?

     - A estrada é tranquila. – bebeu mais um gole de chocolate.

     - Não, depois disso. Você disse que vivia na floresta?

     - Disse.

     O homem de pé voltou a rir.

     - E você vivia numa árvore e caçava para viver?

     - Como adivinhou?

     - Garoto, você é engraçado. De alguma forma eu acredito no que você diz, sabe? Me chamo Travis.

     - Sou Eusine. – tomou outro gole de chocolate. Já estava pela metade. - Você tem que acreditar mesmo, já que é verdade.

     - Claro. Escute cara, vou te dar uma dica: Você precisa de um objetivo. Se aventurar é legal e tudo mais, mas você tem um motivo além de “acho isso legal”? Você tem algum plano para o futuro?

     - Hum... Comer minha janta.

     - Eu quis dizer um futuro à longo prazo, entende?

     - Ah. Na verdade não.

     - Tente pensar mais no que você irá fazer em breve. Em seus objetivos. Como irá fazer, onde irá fazer, por que irá fazer. Entende? Encare isso como uma dica de amigo.

     - Somos amigos?

     - Podemos ser.

     - Obrigado pela dica. Nunca havia pensado nessas coisas... Mas então, quais são os seus objetivos?

     - Meus?

     - Sim! Pra fazer meus objetivos terei de me basear nos de alguém, certo?

     - Errado. Cada pessoa deve ter seu próprio.

     - Ah.

     - De qualquer forma, os meus objetivos não são nada demais. Pretendo continuar como mercenário pelo resto da vida.

     - O que um mercenário faz?

     - Bom, nós, er... fazemos qualquer coisa. Desde que paguem o bastante.

     - Qualquer coisa? – Deu um gole no chocolate, que já não estava quente. Pensou se o jantar já estaria chegando.

     - É. Eu e meus amigos viajamos por ai focando em parar na maior quantidade de cidades possível. Ai achamos alguém que precise de ajuda. Já somos meio conhecido por essas bandas, então assim que chegamos aqui nesta vila vieram nos contatar. Desta vez pediram pra resolver o caso de um bando de bandidos que se apoderou da mina desta cidade. Então amanhã vamos dar um jeito nos caras.

     - Que heroico! – finalizou o chocolate quente. Teve vontade de pedir outro, mas ficou com pena de gastar a última moeda.

     - Mais ou menos... Ei, que tal você nos ajudar nesse trabalho? Vai ter um pagamento bacana, e podemos te dar uma parte. Você deve saber lutar, se sobreviveu sozinho na floresta.

     - Sei lutar sim! Derrotei o mestre dos Golens ontem mesmo com meu amigo Alex...

     - Nisso eu não acredito. – disse, ignorando a pequena história que o garoto contou em seguida. Só voltou a ouvir quando ele estava terminando de falar.

     - ... e decidir que iria seguir por essa estrada. Mas então, ganhar dinheiro para derrotar caras maus? Eu to dentro! Não deve ser mais difícil que o lance dos Golens.

     O jantar de Eusine chegou e, pegando seu garfo e faca, começou a comer vorazmente o bife em sua frente. Fazia tempo que não comia carne de boi, e ela era mais gostosa do que ele lembrava.

     Travis percebeu que não tinha mais a atenção toda pra si e se virou para a saída do estabelecimento.

     - Muito bem, então nos encontre na frente da mina as sete da manhã. Fica na saída oeste da vila. Coma bem e esteja preparado para tudo.

     - Ok. – disse enquanto cortava mais um pedaço da carne.

     - Vamos embora.

     Os homens que estavam sentados com Travis anteriormente se levantaram e o seguiram sem olhar para nada e para ninguém.

----------------------------------------

    Do lado de fora a primeira coisa que Travis fez foi acender um cigarro.

     - Me diga, Travis... O que acabou de acontecer? - disse um dos companheiros do mercenário.

     - Nada demais. Fiz amizade. - soprou a fumaça que havia acabado de tragar do cigarro.

     - Com um garoto completamente desconhecido. - disse o mesmo homem, com uma voz calma que tentava não mostrar sentimento algum.

     - Gostei dele. Ele é como eu.

     - Como você?

     - Isso mesmo. - Travis virou de lado e continuou a fumar tranquilamente, encerrando o assunto.

     - Hum... - ele abaixa a cabeça, ajeitar os óculos em sua testa, fecha os olhos e suspira. - Entendo.

     O terceiro homem, que havia ficado quieto, olhou para os dois sem entender. Olhou para Travis e olhou para o outro. Travis e o outro. Ninguém se importou em perceber sua aflição. Com o sangue fervendo, resolver por fim dizer alguma coisa.

     - Como assim igual a você?! E isso lá é explicação?! Você acaba de oferecer parte da nossa recompensa para um estranho!

     Travis continuou onde estava, mas o colega que havia conversado com ele abriu os olhos e levantou o rosto, suspirando.

     - Se você tivesse prestado atenção, teria entendido perfeitamente.

     - Eu não sou desatento.

     - Então é burro.

     - Qual é, Uth? Dá pra simplesmente parar com esse mistério e explicar a situação?

     Mais um suspiro.

     - Travis?

     - Amanhã você irá descobrir. Pelo menos é isso que estou sentindo.

     - Você ouviu o chefe. - falou Uth.

     - Urgh, odeio quando vocês ficam com esse suspense.      

----------------------------------------

Por causa de toda essa demora, e também para acrescentar algo a mais, resolvi postar aqui dois desenhos que fiz. Não são nada demais, mas achei que seria no mínimo interessante de mostrar. Por algum motivo, quando eu escaneio algo essa coisa fica enorme. Por isso deixei em spoilers mesmo.

Come-Asfalto:
 

Mochila do Eusine:
 

Travis: (Era pra um dos olhos estar escondido como na descrição, mas finjam que a imagem é perfeita.)

Vou descrever os amigos de Travis no próximo capítulo. Lá também mostro as imagens deles.

« siggy »

É isso que o Eusine pensa de mim.
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Ter 3 Fev - 17:32

Que bom que vc está voltando a escrever coisas! Só demorou quase meio ano.

Certo, sobre o capítulo foi bem... calmo?

Estranhei o jumento não aparecer depois. Do jeito que ele falou pareceu que ele iria se juntar ao Eusine.

Também achei estranho toda essa história da água mineral. Achar água mineral de algum lugar não mencionado e depois mencionar que veio de um lago onde as pessoas nadam é definitivamente estranho.

Ah e o Travis deveria olhar pra ele mesmo, lol. Ele reclama do Eusine não ter planos à longo prazo, mas ele não planejou muito mais que o próprio Eusine. (apesar de que talvez seja o que ele queria dizer com igual ao Eusine, eu acho)

Em geral, foi um capítulo para apresentar um pouco do mundo e de Travis, então acho que fez bem esse trabalho.

E nossa, você fez desenhos. Ver a mochila do Eusine é bom e o come-asfalto é uma ideia interessante, apesar de não fazer ideia do que é porque não apareceu na própria história...

« siggy »
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Ter 3 Fev - 21:28

Então, a minha previsão está errado, ele se chama Travis, hmmm...

Mas acredito que o próximo episódio envolverá as missões de Eusine e Travis, acredito que Eusine terá mais aventuras com este cara chamado Travis e o seu clã? Eles parecem um pouco daquelas pessoas do clã do Denas.

Mas então, como será a primeira missão dele? Matar monstros? Capturar algum bandido especial? Estou só pensando como vai acontecer no próximo episódio que provavelmente vai ser lançado por vários meses depois.

Por isso que eu decidi ficar um pouquinho de silêncio, até eu aprender a programar certo e tudo estiver (99%) estável. Fora isso, você escreveu bem a fic, sem problemas.

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arrout
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Qua 4 Fev - 10:33

Eusine mercenário, que estranho f6.
Isso tem cara de que vai ser divertido f2. Ótima desculpa pra sair por aí viajando, talvez no final dessas viagens ele vá ficar em Dimentio Ville?

« siggy »
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Eusine48
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MensagemAssunto: Capítulo 07 - Minando Bandidos   Seg 23 Fev - 17:22

Mr.Galleom escreveu:
Estranhei o jumento não aparecer depois. Do jeito que ele falou pareceu que ele iria se juntar ao Eusine.

Boa ideia. Quem sabe ele não apareça?

Dia de update! Tive uns leves atrasos semana passada que me impediram de postar antes, mas nada que me impedisse de terminar ainda esse mês (Há! De volta aos updates regulares!)

Bom, antes de tudo vou responder os comentários:

Mr.Galleom escreveu:
Também achei estranho toda essa história da água mineral. Achar água mineral de algum lugar não mencionado e depois mencionar que veio de um lago onde as pessoas nadam é definitivamente estranho.

Não disse que ele encheu a garrafa de água mineral. Disse que era uma garrafa de água mineral. Entendeu? Acho que escrevendo fica um pouco confuso mesmo, lol.

Eu não mencionei o lago? Certo, isso foi um deslize meu. Foi mal.

Mr.Galleom escreveu:
E nossa, você fez desenhos. Ver a mochila do Eusine é bom e o come-asfalto é uma ideia interessante, apesar de não fazer ideia do que é porque não apareceu na própria história...

Ele é só uma criatura estranha. Ele provavelmente nem vai aparecer na história. f6

Firealex escreveu:
Eles parecem um pouco daquelas pessoas do clã do Denas.

Se parecem com Denas e Sozin? Não acho... Mas no capítulo de agora e nos próximos você vai conhecer mais da personalidade do Travis e vai dar pra entender melhor o temperamento dele, que é diferente dos outros.

Firealex escreveu:
Estou só pensando como vai acontecer no próximo episódio que provavelmente vai ser lançado por vários meses depois.

H-hey! Quem você pensa que eu sou? Um Forasteiro? Um Solitário? Um Solitário Forasteiro? O update está aqui para provar o contrário.

arrout escreveu:
Isso tem cara de que vai ser divertido f2. Ótima desculpa pra sair por aí viajando, talvez no final dessas viagens ele vá ficar em Dimentio Ville?

Quem sabe? Só digo que muita coisa ainda irá acontecer até a fundação de Dimentio Ville. bleah

Agora... Update Time!

Capítulo 07 - Minando Bandidos

     Depois de sua janta, Eusine quis dar uma volta pela vila enquanto ainda não sentia sono. Ainda que para ele todo aquele lugar fosse excitantemente novo, ficou um pouco decepcionado com a pouca quantidade de lugares interessantes.

     As casas comuns e praticamente iguais que estavam por todos os lados tornavam qualquer coisa diferente mais fácil de ser vista, e em poucos minutos ele já conhecia tudo da região. A taverna em que jantara, uma igreja, algumas lojinhas (já fechadas) e uma ferraria eram as coisas mais emocionantes por ali. Umas duas casas tinham um terreno maior do que as outras e nelas eram criados gados e ovelhas. A cidade tinha uma única praça, localizada de frente para a igreja, e no centro da praça havia um relógio no topo de um pedestal de 2 metros de altura com alguns bancos ao redor dele.

     Encontrou três saídas para a vila. A primeira, obviamente, era o caminho pelo qual ele havia percorrido até ali. A segunda dava diretamente na tal mina que Travis iria encontrá-lo no dia seguinte. A última era próxima à ferraria e seguia com a montanha de um lado e a floresta do outro. Eusine decidiu que iria seguir por esse caminho após esse tal trabalho de mercenário acabar.

     Agora que tinha conhecido tudo que tinha para conhecer, Eusine foi até uma árvore na praça do relógio e no topo dela estabeleceu sua moradia para a noite. O relógio era perfeito para ele, já que Travis tinha dito que eles deveriam se encontrar as sete da manhã e fazia alguns anos que o garoto não prestava atenção nas horas do dia.

     Ansioso, Eusine acordou as 05:30 da manhã. Suas maçãs haviam sido colhidas já fazia alguns dias e logo estariam começando a estragar, e ele ainda possuía nove em sua mochila. Comeu três já no café da manhã e guardou o resto, decidindo oferecer para os colegas mercenários. As frutas não o deixaram completamente satisfeito, então pegou um passarinho e o assou. Era bem crocante.

     Algumas pessoas abriram as janelas de casa ao sentir aquele cheiro de churrasquinho logo cedo. Um homem até olhou pra ele feio, mas sabia que ele era um estrangeiro e que não tinha como ir até a casa do garoto entregá-lo para a mãe, que certamente iria brigar com ele por fazer fogueira em praça pública.

     Cinco minutos antes do horário combinado Eusine já estava no local. Ninguém estava lá. Enquanto esperava, verificou suas flechas, afiou sua faca, brincou com pedrinhas, deu água para um esquilo, provou um cogumelo brilhante, cuspiu um cogumelo brilhante, coçou suas costas num tronco de árvore, cochilou, acordou e brincou com pedrinhas. Travis e seus colegas chegaram uma hora e meia depois.

     - Olá! Esperou muito? - disse Travis, jogando um cigarro já acabado no chão.

     - Sim! Cheguei na hora que você me mandou chegar e estou esperando até agora!

     - Adoro pessoas pontuais. Talvez porque eu não seja uma dessas.

     - Mas...

     - Eusine, não é? Esses aqui são meus companheiros: Uth e Thane.

     - ... - Uth apenas olhou sem emoção para o garoto em sua frente. Thane nem sequer olhou para Eusine.

     Uth tinha cabelo preto jogado no rosto, num "penteado" de quem não liga para pentear o cabelo. Usava óculos na frente de seus olhos sem expressão. Vestia um casaco amarelo e calças verdes. Eusine podia não saber exatamente o que é ser mercenário, mas achou que esse rapaz não se vestia como um, exceto pelo revólver que levava na cintura.

     Thane era bem diferente de seus companheiros. Era negro e tinha o cabelo curto e azul claro. Seu rosto mostrava aborrecimento enquanto tentava não olhar para o garoto que iria tirar parte da recompensa do grupo. Usava uma armadura medieval quase completa (faltava o capacete) de cor cinza escura. Em seu peitoral de aço, um símbolo vermelho sangue podia ser visto, mas o arqueiro não conseguiu identificar o que era. Thane levava um machado grudado ao lado do corpo, sua lâmina tão limpa que reluzia na luz do Sol.

     - Prazer em conhecê-los! - disse Eusine, com um sorriso. Nenhuma resposta.

     - Bom, vamos logo com isso. - disse Travis, antes que um silêncio estranho surgisse - Eu vou entrar com Eusine e Thane. Uth, você fica vigiando as coisas aqui fora. Não deixe ninguém entrar.

     Uth sacudiu a cabeça, afirmando, e se apoiou de costas na entrada da caverna. Thane estalou a língua mas não disse nada, avançando para entrar. Eusine vasculhou sua mochila, procurando algo enquanto andava seguindo os mercenários para a mina.

     - Achei! Você aceita uma maçã?

     Uth olhou palidamente para a fruta que estava sendo oferecida para ele. Virou e viu seus companheiros já sumindo na escuridão da mina. Aceitou a maçã e deu uma boa mordida nela.

----------------------------------------

     Travis esperou Eusine os alcançar para começar a falar.

     - Escutem bem, vocês dois. Estamos numa vila humilde e os bandidos que iremos enfrentar supostamente não serão grande coisa. Afinal, se eles fossem, por que atacariam um local esquecido como este? De qualquer forma não deixe isso atrapalhar as ações de vocês. Entenderam?

     - Claro. - respondeu Thane, sem se virar.

     - Entendo. Quer uma maçã? - perguntou Eusine.

     - Maçã depois, missão primeiro.

     - Aaah...

     A caverna era estranhamente bem iluminada. Em vários trechos do chão, das paredes e de teto, estranhos cogumelos brilhosos enchiam a caverna de luz. Eusine os reconheceu como sendo iguais ao que ele experimentou do lado de fora. É claro que lá estava claro demais para ver os efeitos que teria na escuridão.

     Fora as paredes com fungos brilhantes, não havia muita coisa de impressionante ali. Os corredores eram de um tamanho agradável, com uma largura e altura boas o bastante para que os três andassem lado a lado. Vez ou outra passavam por itens deixados pelos mineiros, como luvas, picaretas, chapeis e até algumas marmitas inacabadas. Nada muito estranho.

     O grupo caminhou quieto por alguns minutos, até o silêncio ser quebrado por Thane.

     - Imagino se encontraremos alguns aleatórios no meio do caminho...

     - Ei, ouviu isso? - respondeu uma voz um pouco mais na frente, virando uma esquina.

     - Tsc, eu e minha boca grande. Deixe que eu resolvo.

     Ele sacou seu machado e, sozinho, foi em direção da voz. Eusine e Travis puderam claramente escutar o eco de algo cortando ar e carne, objetos de metal caindo no chão, dois gritos surpresos e algo grande batendo na rocha da parede da caverna.

     - Acho que já podemos ir. - falou Travis, sorrindo levemente.

     Dois homens estavam jogados no chão, olhando assustados para o homem de cabelo azul em pé, vitorioso. Um deles estava com o nariz sangrando e a manga da camisa rasgada, o outro tinha um "T" cortado em sua camisa, pintado do sangue de um corte superficial. Havia ainda outra pessoa ali, um bandido desmaiado sentado de costas para a parede, sua cabeça sangrando por trás. Um punhal, duas soqueiras e uma espada estavam no chão aos pés de Thane.

     - Caiam fora daqui antes que eu decida não poupar a vida de vocês. - rugiu Thane, com seu machado brilhando perigosamente perto do rosto de um dos bandidos. - E levem o amigo de vocês também.

     Os dois se levantaram rapidamente e um deles colocou o desacordado em suas costas. Em poucos instantes, o trio já estava longe.

     - Uau! Tio, você derrotou três caras facinho! - disse Eusine, com os olhos brilhantes.

     - Não me chame de tio. E eles não eram tão bons assim. - respondeu, virando o rosto.

     - Você não precisava ter atingido a cabeça do outro na parede. - falou Travis.

     - Eu não fiz nada. Ele se assustou tanto comigo aparecendo que tropeçou para trás e se bateu! - Thane deu o primeiro sorriso na frente de Eusine.

     - Tudo bem. - disse Travis, também sorrindo. - Não se esqueça do plano.

     - Claro. E o garoto sabe do plano?

     - Ah é, já ia me esquecendo. Não que eu ache que ele faria diferente, mas... ei, Eusine!

     - Maçã?

     - Não. Escute, a nossa missão aqui é apenas expulsar o pessoal que tomou posse da mina. Ou seja, faremos de tudo para lutar sem matar. Iremos assustá-los aqui e lá na saída serão assustados por Uth.

     - Ah, tudo bem. Eu não queria matar ninguém mesmo.

     - Eu imaginei.

     - Mas e se eles voltarem depois?

     - Duvido muito que irão. Os dois sustos vão servir para que eles entendam que a vila tem condições de pagar pessoas fortes o bastante para matá-las se preciso. O problema é que essas pessoas comumente seguem um líder, tanto por medo quanto pela maior facilidade de conseguirem efetuar suas bandidagens. O que o líder faz elas obedecem cegamente. E o líder é alguém geralmente mais inteligente e certamente mais forte do que o resto do grupo, caso contrário ele não teria essa posição num grupo desses. Esse cara ai pode ser um problema para derrotarmos. E assustar ele não adiantaria de nada, ele provavelmente arrumaria outro grupo e voltaria para cá quando já estivéssemos longe.

     - Quer dizer... - Eusine tentou seguir o raciocínio do que estava sendo dito - que talvez tenhamos que matar ele?

     - É bem possível que isso aconteça, na verdade. - Travis disse tudo olhando diretamente para Eusine. - O que você acha disso?

     - Bom... ele é um cara mal. Talvez essa seja o único jeito.

     - Isso mesmo. Boa resposta.

     - ...

     Os três continuaram sem dizer mais nada.

----------------------------------------

     Nos cinco minutos seguintes o silêncio permaneceu. O cenário continuou mais ou menos o mesmo conforme eles iam adentrando na minha, com a exceção da diminuição do número de marmitas jogadas por ai. Isso e a quantidade de bandidos que iam aparecendo no caminho. Nenhum deles foi problema para os golpes rápidos e precisos de Thane, que com um golpe tirava a arma do oponente e com outro golpe atingia apenas de forma superficial na maioria das vezes.

     Até que a equipe encontrou algo diferente. Após derrotarem um pequeno grupo de homens, uma criança surgiu de um vão entre duas rochas grandes. Chorando e com as roupas rasgadas, a garotinha se aproximou hesitantemente dos mercenários. Parecia ter cerca de 7 anos.

     - Uma garota? O que ela faz aqui? - disse Travis, piscando sem acreditar. Deu um passo para frente e a garota se encolheu. - Calma, não vamos machucá-la.

     - Será filha de algum dos mineiros? - Thane se meteu na frente do seu chefe, o impedindo de continuar, e sussurrou - O que ela faz aqui? Duvido que algum trabalhador traria a filha para um lugar perigoso como uma mina. E se trouxesse, não esqueceria dessa forma. Tem algo errado. Ei! - ele decide aumentar o tom da sua voz - Como você veio parar aqui?

     Thane avança para a garota, que arregala os olhos ao notar o machado do estranho manchado de sangue alheio. Ela corre para o interior da mina.

     Travis e seu companheiro de cabelo azul são empurrados para o lado quando Eusine passa correndo entre eles, sua mochila aberta sacudindo e derrubando uma maçã no chão sem que o garoto percebesse.

     - Ei! Volte aqui! É perigoso! - gritava Eusine, mas sem resposta por parte da menina.

     - Tsc, o que esse garoto está fazendo?! Vai por o grupo inteiro em risco! - Travis reclamou antes de disparar atrás de Eusine, que já estava bem distante.

     - ... esses dois vão acabar matando a todos nós... - falou Thane, que seguiu seus aliados sem tanta pressa quanto eles.

     Surpreendentemente, ninguém apareceu no caminho para interromper a corrida entre a garota e Eusine, que começava a alcançá-la. Logo atrás, Travis entendia o que estava para acontecer.

     - Eusine, isso é uma-

     Uma rede atinge Eusine e o joga para trás, batendo em Travis. Ambos são presos contra a parede, enrolados pela rede.

     - Argh! Garoto, rápido, tente alcançar uma das adagas na minha cintura! - gritou Travis, que tinha os dois pulsos presos.

     - Isso não será necessário. - disse uma voz profunda.

     Travis e Eusine perceberam que estavam em uma grande e redonda parte da mina, com vários pedaços de minério de ferro saltando das paredes e do teto. A voz veio do lado diretamente oposto ao que os mercenários estavam presos, e pertencia à um homem musculoso de mais de dois metros e um machado no lugar do braço direito. Com sua única mão, ele entrega meia dúzia de moedas para a garotinha.

     - Porque vocês não vão sair vivos daqui.

----------------------------------------
Comentários Finais: No plano original eu iria colocar mais cenas depois do final... Mas ai o capítulo iria ficar com o dobro de tamanho. Esse do jeito que está já tem o tamanho médio dos meus capítulos, então de outra forma teria ficado grande demais... No próximo, teremos, finalmente, ação! Wahoo!

O que vai acontecer a seguir?: Thane aparece e é a única salvação para o grupo! Será que ele é forte o bastante?

Uth:

Thane:

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É isso que o Eusine pensa de mim.
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Ter 24 Fev - 10:46

Thane parece-me badass o suficiente pra aguentar o tranco f2
Gostei bastante do ep, parece-me que vai demorar um pouco pra eles gostarem do Eusine ¬¬ =D

« siggy »
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Firealex
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Sab 28 Fev - 1:33

Parece bem legal o episódio.

Eusine, você fez uma besteira bonito... Aparentemente nunca deve se julgar um livro pela capa. Como saberia se a garota não seria quem atraísse você em uma armadilha? Oh, bem. Experiência sempre vai ensinar a pessoa a ser melhor.

O próximo capítulo vai involver Eusine se libertar em uma armadilha e ser forçado a lutar depois, não é?

E sobre o clã do Denas, eu quis dizer o clã "Einheijar", ou o clã Ares, que aparentemente é um clã inimigo dos ninjas.

Agora parece que Eusine e Travis estão em uma encrenca enorme...

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Mr.Galleom
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Seg 2 Mar - 20:40

Demorar a gostar dele? Depois de fazer eles caírem em uma armadilha? Por que será.

Aaaah cliffhanger, evil.

De qualquer forma, sobre os parceiros novos, não sei muito sobre eles, até porque não apareceu muito deles, mas uma fala do Thane me soou um pouco fora de personagem?

Thane escreveu:
Imagino se encontraremos alguns aleatórios no meio do caminho...

O que o silêncio faz com as pessoas...

Por outro lado, ele consegue cortas as pessoas através das roupas! ... bem útil pra roubá-las depois?

« siggy »
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Eusine48
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MensagemAssunto: Capítulo 08 - Minando a Mina de Ferro   Qua 18 Mar - 17:05

Certo, desculpem o atraso. Começo das aulas dá nisso, infelizmente.

Hoje não temos nada muito específico para usar de quote, exceto talvez isso:

Mr.Galleom escreveu:
De qualquer forma, sobre os parceiros novos, não sei muito sobre eles, até porque não apareceu muito deles, mas uma fala do Thane me soou um pouco fora de personagem?

Thane escreveu:
Imagino se encontraremos alguns aleatórios no meio do caminho...

O que o silêncio faz com as pessoas...

Hum... certo, vocês não tem muito conteúdo para Thane para poder saber como ele agiria ou não, então vou explicar. Estou tentando mudar coisas nele que o façam deixar de ser apenas o "cara forte e calado".

Primeiro de tudo, ele não é cabeça quente como a maioria dos guerreiros seriam em histórias desse tipo. Ele era um soldado, então foi treinado para ser calmo em situações críticas. O que mais posso dizer é que ele não é do tipo que fala muito, mas também não gosta de silêncio. O seu treinamento no exército o ensinou a manter a mente ativa e pensando em algo sempre, ao mesmo tempo que se deve estar atento à tudo ao seu redor. Se os arredores estiverem silenciosos, não tem com o que ele prestar atenção, e isso o distrai.

Mr.Galleom escreveu:
Por outro lado, ele consegue cortas as pessoas através das roupas! ... bem útil pra roubá-las depois?

What? Não! Ele corta as roupas também! Mas o sangue escorre, então o resto da camisa também fica manchada... Acho que era isso que o narrador queria falar?

Ah, e não sabia o que era Cliffhanger, tive que pesquisar. Bom, mais uma palavra para o meu dicionário.

Capítulo 08 - Minando a Mina de Ferro

     A garota pegou as moedas do enorme homem com braço de machado e correu por um caminho atrás dele. Nem se quer olhou para as pessoas que havia acabado de ajudar a aprisionar.

     - Eu acho que vocês acabaram de entrar na minha mina por engano. - falou o homem.

     Ele era enorme. Além de passar dos dois metros de altura facilmente, possuía enormes músculos nas pernas e braço, o que o tornava ainda maior. Andava curvado e quase encostando no teto. Eusine não conseguia parar de pensar que esse cara tinha o corpo de um Golem.

     Os cabelos dele eram pretos e oleosos, penteados para trás. As sobrancelhas eram tão grossas que quase se encontravam, e a barba negra era expeça e bifurcada na ponta. Na rosto havia uma grande cicatriz que ia de baixo do olho esquerdo até a bochecha, onde se camuflava na barba Vestia um casaco de couro marrom com as mangas arrancadas e por dentro do casaco podia se notar uma camiseta branca desbotada. Usava ainda uma calça comprida preta e botas também pretas.

     Seu braço esquerdo era musculoso e peludo em toda sua extensão, e a sua mão estava coberta por uma grande luva de couro. Já o lado direito era visivelmente assimétrico graças ao membro perdido, apesar de um ombro metálico esta lá prendendo um enorme machado como se fosse outro braço. Isso seria estranho por si só, mas ficava mais esquisito pelo fato do machado ser excessivamente grande. O cabo de madeira era maior que o braço esquerdo e a lâmina de aço tinha mais que um metro de comprimento, fazendo com que ele encostasse no chão. Fora que a lâmina era tão grossa que deveria ter o triplo da grossura de um machado normal, como o de Thane.

     - Sua mina? Desde quando? - respondeu Travis, aparentemente calmo. O bandido não se importou com a implicação.

     - Ora, se eu me apoderei dela ela é minha, certo?

     Alguns passos ecoaram bem quando Travis se preparava para responder. Thane vinha na direção deles andando calmamente em plena semi-escuridão da caverna iluminada por cogumelos.

     - Finalmente alcancei vocês. - Thane começou a falar antes de chegar naquela parte redonda. Ao se aproximar, finalmente percebeu a situação que se encontrava. Olhou para os companheiros presos e depois para o homem enorme no outro lado da sala. - ... eu já devia imaginar.

     - Oh, tinha mais um no grupo? É uma pena, pensei que hoje a situação se resolveria bem rápido.

     - E eu pensava que meu chefe era mais esperto.

     - Ei! Foi o Eusine! - gritou Travis.

     - Foi a garotinha! - o rapaz respondeu.

     - ... e também pensava que ele não se comportava mais como criança. De qualquer forma, esse é o momento em que derroto você, salvo meus companheiros e vou buscar nossa recompensa.

     - Recompensa? E eu pensando que eram herois... - respondeu o homem enorme, cuspindo no chão. - Acho que ambos sabemos que não vou deixar isto acontecer.

     - Claro.

     - Mas não sou eu que farei isso. Tenho uma pequena surpresinha preparada para esse tipo de situação.

     - Quer dizer, além da garota?

     Travis viu algo brilhar nos cantos da sala e teve apenas uma fração de segundo para entender o que era e avisar Thane.

     - Se abaixa!

     Confiando cegamente no companheiro, o guerreiro se jogou no chão bem a tempo de evitar duas facas que voavam em sua direção. Elas se chocaram acima dele, bem onde estaria a sua cabeça. Thane levantou com um salto e olhou atento para os lados, procurando a fonte de onde as facas haviam sido atiradas. E então, saindo de suas camuflagens nas sombras, dois homens iguais apareceram.

     Eram gêmeos. Vestiam camisas de manga comprida pretas e calças e sapatos cinza escuros. Cada um possuía uma máscara preta que tampava do nariz até o queixo e o pescoço enrolado em cachecóis vermelhos. Ambos tinham o cabelo roxo amarrado da mesma forma em rabo de cavalo.

     - Vamos ver quanto tempo você aguenta contra assassinos profissionais. - falou o homem enorme, abrindo um largo sorriso. - Eles são os subordinados logo abaixo de mim, o Mão de Machado.

     - Que nome brilhante! - gritou Travis, do seu lugar. - Sua mãe devia ter uma imaginação e tanto!

     Nenhuma resposta.

     Thane observou com cautela cada um dos novos adversários. Eles não haviam se movimentado desde que haviam saltado de seus esconderijos. Agora que observava melhor, notou que eles não tiveram tanto esforço assim para se esconder. Um estivera atrás de uma pilha de minério e outro dentro de uma saliência na parede. Thane percebeu que assim que chegara naquele local tinha focado apenas em seus amigos presos e na enorme pessoa do outro lado da sala, e que isso tinha tirado a atenção dele dos detalhes, como locais que pudessem ser usados como esconderijo. Xingou-se várias vezes mentalmente.

     - Que tipo de vilão ainda grita seu nome para os inimigos! - tentou Travis, mais uma vez - Seu obsoleto!

     Mais uma vez, nenhuma reação veio do outro lado. O mercenário resolveu desistir. Normalmente ele era mais calmo, mas odiava quando os oponente tinham o controle da situação.


     Sem aviso, a batalha começou. Os gêmeos se moveram ao mesmo tempo, correndo em uma velocidade absurda em direção ao seu único alvo, que não teve tempo de se mexer. Chocado pelo incrivelmente rápido movimento em sua direção, Thane quase que não consegue erguer os braços e defender o rosto de dois chutes aéreos de igual potência.

     Ambos se jogaram para trás, onde ficaram novamente estáticos em suas posições iniciais.

     Apesar de Thane não ter conseguido contra-atacar, o movimento dos gêmeos serviu para que ele ao menos tivesse uma noção de como seriam os próximos ataques em questão de força e velocidade.

     Como antes, os dois se moveram ao mesmo tempo e com exatamente a mesma velocidade. Dessa vez foi bem mais fácil para o guerreiro ver o movimento em sua direção, e logo pôs seu machado em direção defensiva e avançou para um dos inimigos. Parou abruptamente ao ver na mão dele uma adaga, e mudou sua estratégia em frações de segundo. Antes ele iria defender do provável soco com a parte chata do machado, mas agora teve de se adaptar e fazer um arco com o braço, atingindo a adaga de lado e a atirando para longe.

     Girou completamente o corpo e conseguiu brandir o machado visando a cabeça do oponente que estava atrás de si, que se abaixou para desviar do golpe e ao mesmo tempo cravou uma adaga em baixo do braço de Thane.

     Os assassinos saltaram novamente para a posição inicial. Thane arrancou a adaga de seu braço tentando não gritar de dor ao mesmo tempo que Travis fazia careta e Mão de Machado sorria satisfeito.

     Ele atacou com uma precisão absurda. - pensava Thane, ao mesmo tempo surpreso e irritado. - Atingiu no ponto exato em que não estava protegido pela armadura ou pela cota de malha.

     - Ei, Eusine... Você não poderia se apressar mais ai? - falava Travis, com visível nervosismo na voz.

     - Não tá dando certo!

     Do outro lado da sala, o chefe dos bandidos havia percebido a movimentação de seus dois prisioneiros.

     - Não adianta tentar cortar estas cordas. -disse - Não sei se notaram, mas são feitas de aço. Na ponta de cada uma estão superímãs. Vocês estão numa mina de ferro, portanto os ímãs são atraídos para a parede em que estão. Isto faz desta a armadilha perfeita para onde estamos. Engenhoso, não?

     - Heh... Acho que você vai ter que desistir disso. - Travis falou para Eusine - Vamos ter que contar com Thane.

     - Não! Eu vim aqui para ajudar e estou sendo tão inútil aqui quanto no templo dos Golens, com Alex e Daniel!

     - Hãn?

     Eusine continuou a, inutilmente, tentar cortar as cordas. Enquanto se sacudia, acabou derrubando uma maçã de sua mochila aberta.

     Enquanto isso, apesar de ter acabado de ser atingido, Thane sorria.

     - Essa tática de atacar da mesma forma pelos dois lados é muito fácil de prever. Não tem nada diferente não?

     Os dois fizeram um simultâneo sinal afirmativo com a cabeça e desapareceram. O homem de cabelo azul arregalou os olhos ao perceber que eles deveriam estar mais rápidos do que o olho podia acompanhar. Mas ainda assim deveria ter uma pista sobre como seria o próximo ataque, mesmo que ainda não soubesse de onde ele viria.

     Até que Thane olhou para baixo bem a tempo de defender, com a lateral do machado, de um punho que subia visando sua cabeça. Um dos gêmeos estava neutralizado por hora, mas onde estaria o out-

     Vindo de cima, um punho atingiu o guerreiro no rosto, fazendo-o desfazer a defesa que tinha do golpe por baixo. Seguiu-se então uma sequência em que Thane foi atingido quatro vezes seguidas por socos e chutes de seus oponentes idênticos. Caiu de joelhos, seu nariz e sua boca sangrando.

     - Droga! -  disse Travis.

     Apressado, Eusine continuou a forçar as cordas de aço com ainda mais vigor. A lâmina da adaga se partiu.

     - Minha adaga!

     - Foi mal, foi mal! - respondeu Eusine. - ... me empresta a outra?

     - Não!

     Mais rápidos do que nunca, os gêmeos se moveram. Mas, quando Thane estava para ser atingido, ele levanta e atinge o queixo de um dos assassinos com um poderoso soco no peito que atira seu oponente contra a parede de rocha. Enquanto isso, o outro irmão estava longe da cena... comendo a maçã que caira da mochila de Eusine.

[#Stop Music#]

     O gêmeo atingido se levanta em meio à poeira e pedras, sem entender o que havia acontecido. Ao ver o irmão comendo a maçã, abaixou a mascara e gritou:

     - Ô seu animal!! Perdeu o juízo?!

     Todos ficaram tão chocados com a quebra do silêncio que não puderam fazer nada além de encarar o assassino que perdia a sua postura. Nem o chefe de ambos parecia estar acreditando no que via.

     O outro irmão, calmamente, se vira para responder:

     - Ora, é claro que não. Só fiz uma pausa para o lanche.

     - No meio da luta?

     - Ah, se fosse uma pera você faria o mesmo!

     - I-isso não vem ao caso!

     - Vem sim! Você sempre faz isso, age como se tudo que eu fizesse fosse um desrespeito a esse lance de matar pessoas!

     - Mas é!

     - Seu mandão! Não esquece quem é o mais velho aqui!

     - Você só nasceu primeiro por questão de segundos!

     - Você é um mal perdedor.

     - Não sou! E pare com essa calma falsa, você sabe que detesto não ser levado à sério!

     - Não, esse sou eu. Você não se importa.

     - Mas é claro que... espera, você tem razão.

     - Eu sei que tenho.

     - Vocês dois não vão calar a boca? - falou Thane, antes de atacar.

     O gêmeo da mação recebeu uma cotovelada no nariz que o mandou alguns metros para trás, batendo e quicando no chão. Logo em seguida, o outro levou uma joelhada no peito e cambaleou para trás.

     - Vamos, levantem-se. - Thane disse, sorrindo. - Já sei como derrotar vocês.
     Ambos os irmãos se ergueram e levantaram suas mascaras novamente (um deles mordeu a mação antes) e saltaram para seus lugares iniciais, onde novamente ficaram estáticos encarando Thane.

     - Vocês perceberam que nesse momento de distração eu poderia ter acabado com a vida dos dois? Um golpe de machado e adeus. Mas prefiro mostrar como vencer seus movimentos.

     - Então não precisava bater na gente! - falou um deles.

     - Isso eu fiz porque estavam me irritando.

     - Seu...

     Sumiram novamente, tão rápidos quanto possível. Thane, ao invés de buscar os inimigos e preparar uma defesa, fechou os olhos e largou seu machado no chão. Sem defesa nenhuma, foi atingido no rosto por dois punhos idênticos.

     E foi ai que ele agiu. Abrindo os olhos, o guerreiro segurou o punho dos dois oponente e, com uma força absurda, ergueu os dois e os fez chocar um contra o outro na sua frente. Depois, girou e os mandou para longe, onde colidiram com a parede e não levantaram mais.

     - Hehe, finalmente...

     Thane caiu sobre um dos joelhos. Todos os golpes que havia levado já tinham o deixado esgotado, e o golpe de agora havia piorado ainda mais a situação. Fora que sangue ainda escorria do perimento no braço.

     Enquanto isso, Mão de Machado erguia as sobrancelhas e dava um passo, arrastando o seu enorme machado no chão e deixando um rastro na rocha.

     - Você é mais forte do que pensava.

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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Sex 20 Mar - 23:33

Ah, update!

Eusine48 escreveu:
Hum... certo, vocês não tem muito conteúdo para Thane para poder saber como ele agiria ou não, então vou explicar. Estou tentando mudar coisas nele que o façam deixar de ser apenas o "cara forte e calado".

Primeiro de tudo, ele não é cabeça quente como a maioria dos guerreiros seriam em histórias desse tipo. Ele era um soldado, então foi treinado para ser calmo em situações críticas. O que mais posso dizer é que ele não é do tipo que fala muito, mas também não gosta de silêncio. O seu treinamento no exército o ensinou a manter a mente ativa e pensando em algo sempre, ao mesmo tempo que se deve estar atento à tudo ao seu redor. Se os arredores estiverem silenciosos, não tem com o que ele prestar atenção, e isso o distrai.

Hmm, acho que daria pra colocar essa explicação na própria história, mas ok.

Sobre o capítulo em si... um capítulo inteiro de lutas com... gêmeos ninjas que vieram do nada? Err, certo.

Eusine48 escreveu:
- Minha adaga!
Essa fala me deixou um pouquinho confuso, sem a indicação de quem falou, pareceu que Travis quem falou isso, já que ele tinha acabado de falar aquilo...

Sobre a luta em si, ela foi interessante, com alguma caracterização sendo feita mesmo com os dois aparentarem ser one-shot...

A música combinou até que bem com a luta, apesar de eu pensar que seria diferente considerando o nome...

O final foi especialmente épico, mas acho poderia ter descrito mais sobre o que aconteceu com Thane ao ser socado?

Sei que Travis parece uma boa combinação com Eusine... os comentários de luta dele são ótimos! (Travis bobo, provavelmente é um apelido... eu acho?)

Falando no Eusine, ele aparece bem pouco nesse episódio... Imagino se vai fazer mais parte das lutas depois.

... Ah, e mais outro cliffhanger... isso faz parecer o resto do episódio um tanto... filler?

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arrout
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Seg 30 Mar - 22:09

Hah! Eu sabia que o Thane ia se mostrar um badass de primeira.
Um ep lotado de « dança », ótimo! Nada a comentar exceto esse erro grotesco
Narrador escreveu:
expeça

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Firealex
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Sab 18 Abr - 0:19

Cachecol Rosa? É isso é muuuuito ameaçador... Cowroll

E acredito que isso serviria como um moral: Nunca, fale com os estranhos!

(Desculpe por não comentar por um bom tempo, trabalho e dor de cabeça.)

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Eusine48
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Sab 18 Abr - 17:43

Certo... Desculpem a demora. O uptade passado foi há (exatamente) um mês atrás. Era para eu ter postado o Capítulo 09 semana passada, mas eu fiquei doente. Só nesse fim de semana + feriado de agora tive tempo para realmente escrever algo. Vocês sabem, trabalhos para fazer, provas para estudar...

E... não, hoje não tem update. É que tinha várias coisas respondíveis aqui (principalmente do Gah), então resolvi pelo menos trazer as respostas para estas coisas logo. f6

Mr.Galleom escreveu:
Hmm, acho que daria pra colocar essa explicação na própria história, mas ok.

Certo, as informações que disse são meio que... como posso dizer... não definitivas. O passado de Thane não vai ser explorado tão cedo. Provavelmente apenas lá para a quarta ou quinta saga de Eusine Chronicles, e quase certo que como forma de flashback. Até lá, alguns detalhes do que contei devem ser alterados... fora que vocês provavelmente nem vão lembrar desses detalhes na hora. Vou apresentar eles novamente daqui a alguns anos.

O que contei foi apenas para que eu tivesse uma explicação contextualizada para o comportamento de Thane. Talvez isso não tenha sido necessário.

Mr.Galleom escreveu:
Eusine48 escreveu:
- Minha adaga!
Essa fala me deixou um pouquinho confuso, sem a indicação de quem falou, pareceu que Travis quem falou isso, já que ele tinha acabado de falar aquilo...

Considerando que a adaga era do Travis, não sei se te entendo.

Mr.Galleom escreveu:
A música combinou até que bem com a luta, apesar de eu pensar que seria diferente considerando o nome...

... Nunca julgue uma música pelo nome?

Mr.Galleom escreveu:
O final foi especialmente épico, mas acho poderia ter descrito mais sobre o que aconteceu com Thane ao ser socado?

Nada. Thane reagi exatamente no instante que foi atingido. O contra-golpe dele foi o que aconteceu.

Mr.Galleom escreveu:
Falando no Eusine, ele aparece bem pouco nesse episódio... Imagino se vai fazer mais parte das lutas depois.

... Ah, e mais outro cliffhanger... isso faz parecer o resto do episódio um tanto... filler?

Certo, peço desculpas por isso. Você tem razão. A verdade é que essa saga não ficou tão bem elaborada quanto deveria. Acho que o começo com Eusine indo até a vila e as conversas com Travis ficaram boas o bastante, mas dentro da mina de ferro pouca coisa acontece. Não foi explorado todo o potencial desse lugar, foi mal. Mas juro que o final é legal, e as próximas aventuras são mais bem desenvolvidas!

De qualquer forma, as batalhas com Thane lutando são muito importantes para o que quero desenvolver a seguir.

arrout escreveu:
Um ep lotado de « dança », ótimo! Nada a comentar exceto esse erro grotesco
Narrador escreveu:
expeça

Foi mal f6 Não sei como meu Word não disse que estava errado

Firealex escreveu:
Cachecol Rosa? É isso é muuuuito ameaçador... Cowroll

Na verdade é uma moda na terra natal do ninja que treinou eles: O reino decadente de Tuopia.

É isso. Obrigado pelos comentários! Update virá no máximo na terça-feira, dia 21. f2

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É isso que o Eusine pensa de mim.
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MensagemAssunto: Capítulo 09 - Minando o Mão de Machado   Qua 22 Abr - 16:05

Doooooooouble post! Espero que ainda não tenhamos regras contra isso! f2

Não acredito que não consegui cumprir minha meta de postar o capítulo ontem... ai ai...

Capítulo 09 - Minando o Mão de Machado

Agora que os gêmeos estavam derrotados, a batalha se resumia em Thane contra o Mão de Machado. Considerando que o mercenário estava de joelhos, tinha sido atingido por diversos golpes físicos e ainda sangrava bastante de um dos braços, a luta não estava muito bem equilibrada.

Thane tateou pelo chão e conseguiu encontrar seu machado. Usou-o para se apoiar e, forçando um pouco, conseguiu se levantar. Enquanto suava com o esforço, xingou a si mesmo por ter deixado o equipamento de primeiros socorros na mochila de Uth.

Ergueu o rosto e encarou o seu oponente, que estava apenas dois metros em sua frente e muito desinteressado. Ele havia parado e agora se olhava no reflexo do enorme machado, enquanto usava uma unha da mão esquerda para tentar tirar um pedaço de carne dos dentes.

- Meu machado foi feito com um dos metais mais resistentes do mundo, por um dos ferreiros reais de Scandia. - Falou Thane - O aço de Scandia é resistente como um diamante e consegue cortar quase qualquer coisa. E o seu?

Mão de Machado conseguiu tirar o pedaço de carne. Jogou-o para longe e abaixou novamente seu braço/machado, fazendo com que a lâmina afundasse outra vez na rocha do chão da mina.

- Sei lá, de algum metal comum. Feito por um ferreiro que eu ameacei matar. E depois matei de qualquer forma. Vai ser interessante ganhar de uma arma tão boa quanto essa... - ele parou um pouco o que ia falar quando uma ideia brilhou em sua cabeça - Talvez eu a derreta e acrescente no meu braço.

Enquanto isso, Eusine e Travis, ainda presos, conversavam.

- Vê isso? - começou Travis - Ele está amedrontando o inimigo com os comentários. É como uma batalha psicológica. Para afetar o oponente antes mesmo da violência começar.

- Então na verdade ele está mentindo?

- ... Eu duvido que esteja. Ele parece ser bem mau mesmo.

- Então não entendi. Ele não está só se gabando?

- Sim, mas é um tipo de estratégia.

- Por quê?

- Porque afeta o inimigo.

- Por quê?

- Deixa ele amedrontado.

- Deixa?

- Esquece.

No centro da sala, a batalha estava prestes a começar.

Dando um passo para frente e girando o braço direito em um enorme arco, Mão de Machado golpeou lateralmente Thane, que conseguiu se defender. A força do golpe fez Thane tremer, mas ele usou todas suas energias para permanecer imóvel no lugar. Assim que conseguiu parar completamente a potência do golpe que o atingira, girou o machado e o desceu em um golpe vertical.

Ao invés de se defender, Mão de Machado rapidamente utilizou sua única mão, a esquerda, e atingiu o peito de Thane com um soco direto. O enorme punho atingiu a armadura e, surpreendentemente, a amassou. O mercenário de cabelo azul cuspiu o ar dos pulmões e cambaleou para trás, quase caindo. Um machado enorme veio em sua direção, mas com a sua própria arma ele se defendeu do golpe iminente.

O machado de Thane voou de sua mão e foi até um dos lados daquela sala, onde atravessou uma rede de aço e quase arrancou um pedaço de Eusine. Desprotegido, Thane é atingido por um segundo golpe desferido pelo oponente, e dessa vez não tinha como escapar. Seu tórax foi atingido de cima à baixo em um rápido corte obliquo e ele caiu no chão, sem enxergar mais nada.

Tirando o machado de aço Scandiano da frente e saindo pela abertura na rede, Eusine correu em direção à cena de combate.

- Ei, Eusine! - gritou Travis, que ainda estava preso em uma das mãos. Tentava alcançar o machado, que havia sido jogado no chão por Eusine. Conseguiu segurá-lo com os dois pés e agora fazia de tudo para levantá-lo e poder o segurar com a mão direita.

O jovem arqueiro rapidamente chegou perto do vilão com um cabo de madeira no lugar do braço e foi logo atacado por um golpe veloz. Eusine saltou e passou por cima do machado, emendado o movimento com um rápido soco no rosto de Mão de Machado. Seguiu com um chute no rosto e logo depois pôs os pés no peito do enorme homem, utilizando toda a força que tinha para se impulsionar para longe, onde pousou perto de Travis.

Ambos espectadores tiveram reações bem diferentes.

- Essa é toda sua força? Eu mal senti seus golpes. - disse Mão de Machado, e parecia verdade. Talvez a barba tenha ajudado na defesa facial.

- Uau, onde você aprendeu a lutar assim? - disse Travis, se distraindo e derrubando o machado de Thane.

Eusine se vira para o colega.

- Eu falei que fui criado numa floresta. - Ele abre um grande sorriso - E acabei de descobrir que detesto ficar preso. E descobri agora que detesto ficar sem poder fazer nada enquanto meus companheiros lutam. Então detesto esse cara ai por ter me feito passar por essas coisas.

- Somos dois.

Travis consegue por fim pegar o machado e corta as últimas amarras que prendiam seu braço esquerdo. Largando a arma de Thane no chão e acariciando o pulso que estivera preso, Travis anda até ficar ao lado de Eusine.

- Agora vai ser uma clássica luta dois contra um. Aah, a boa e velha justiça.

- Por mim tudo bem - falou Mão de Machado, chutando Thane para o canto. Ele caiu com o rosto virado para cima, seu olhar vidrado encarando o teto. Travis estalou a língua com essa visão, sacou sua adaga e correu para o seu oponente. Eusine seguiu logo atrás.

Mão de Machado pisou no chão e uma onda de choque se espalhou pelo chão na direção de seus ágeis oponentes. Travis saltou e girou no ar para desviar de um machado que por pouco não o atinge. Deu um golpe com sua adaga mirando o rosto do bandido, mas ele virou a face e a arma apenas arrancou um tufo de barba.

Mas virar o rosto não havia sido o melhor reflexo de todos. Graças a isso, o gigante com membro perdido recebeu dois pés em seu nariz quando Eusine o surpreendeu com um golpe surpresa.

Travis e Eusine pularam novamente para longe do inimigo, que dessa vez tinha sentido o golpe. Mão de Machado virou o rosto para seus adversários e dessa vez não estava nem um pouco satisfeito, ainda que a falta de um pedaço de barba o fizesse parecer ligeiramente menos intimidador.

O bandido percebeu um detalhe: Os dois mercenários haviam se colocado propositalmente em frente ao corpo inerte do guerreiro de cabelo azul. Sorriu. Aquela medida protetora seria a ruína deles.

Sem avisos, ergueu o braço-machado do chão com tanta força e velocidade que uma onda de energia afiada foi lançada para frente. Eusine e Travis se viraram para Thane uma fração de segundo após notar o golpe que se dirigia até eles. Travis empurrou o arqueiro para o lado e pegou o corpo do companheiro o mais rápido que pode. Tentou girar para longe, mas não teve tempo.

A energia golpeou a lateral da perna esquerda de Travis como se fosse um golpe direto do próprio machado. Sangue jorrou do ferimento e Travis fez força para não urrar de dor.

Enquanto isso, Eusine caiu de cara no chão. O mais rápido que pode, se levantou com um pulo bem a tempo de ver o novo companheiro ser atingido.

- T-Travis!

- Não se preocupe. - disse Travis, se controlando para sorrir. Incrivelmente, se esforçou e conseguiu se levantar. - O ferimento foi mais leve do que parece.

- Hãn, pois não parece nenhum pouco leve.

- Acredite. - Travis tombou para o lado e demorou um pouco para se equilibrar, o que tirou parte da credibilidade da sua afirmação.

- E Thane?

- Ele não for atingido... Mas não está nada bem. Precisamos derrotar esse cara rápido para podermos tratar de Thane.

- Derrotar rápido. Certo.

Eusine sacou seu arco e pegou três flechas de sua aljava improvisada. Colocou as três de uma vez e as puxou até o limite.

- Ah, tinha até esquecido que você estava armado o tempo todo. - disse Travis, se distraindo de sua dor. - Não acha que isso podia ter sido útil alguns minutos atrás?

- É que nunca me imaginei usando as flechas numa pessoa. Mas acho que pra salvar Thane isso é necessário.

- Bom garoto, gostei desse jeito de agir. Você aprende rápido.

As flechas voaram visando o rosto levemente barbeado de Mão de Machado. Ele colocou seu braço peludo na frente e elas se cravaram na pele. Porém, com um rápido movimento do braço as setas se desprenderam e caíram no chão. Apenas ferimentos superficiais haviam sido causados.

- Minha pele é bem resistente, se não percebeu ainda.

- ... certo, isso não foi muito útil. - disse Travis, sem nenhum tom de humor na voz.

- Por essa eu não esperava. - falou Eusine, sacando outras flechas.

- Que tal guardar isso e tentar outra coisa? Talvez atirar algo mais afiado que essas flechas de madeira.

Dizendo isso, Travis correu e se jogou no oponente, que simplesmente o atingiu com um movimento do braço. Travis foi jogado contra a parede.

Eusine não via essa cena. Estava mais preocupado pensando em algo que Travis acabara de falar.

" Talvez atirar algo mais afiado que essas flechas de madeira." Algo mais afiado que flecha! O machado de Thane!

Ele correu até o machado, que ficara jogado no chão todo esse tempo, o ergue com mais facilidade do que esperava e o coloca em seu arco. Estica a corda até o máximo que pode. Mira com precisão a cabeça do oponente. Calcula o peso do machado e o desvio que ele vai fazer no ar. Se prepara lentamente para soltar a corda...

E a corda se rompe. Com o susto, Eusine deixa o arco e o machado caírem no chão. O machado cai em cima do arco, partindo-o no meio.

- ... droga.

O jeito era ele mesmo jogar o machado. O garoto se abaixou, segurou firmemente com as duas mãos e já estava prestes para lançá-lo, quando se surpreendeu com a cena que estava acontecendo e novamente permitiu que o machado caísse.

Um falcão atacava Mão de Machado. Voava em círculos por cima do gigante barbado e depois descia rapidamente, espetando partes do corpo com seu bico e unhas das patas afiadas. Não havia nem sinal de Travis.

Eusine, que não entendia nada, decidiu que nunca mais iria ficar sem prestar atenção à alguma luta.

Mão de machado parecia estar levando a pior até o instante que, por sorte ou habilidade, conseguiu por fim atingir o falcão vermelho que o atacava. Lançou-o com a mão esquerda para um corredor da mina, no lado oposto ao qual Eusine e Travis haviam entrado ali.

Eusine percebeu que Mão de Machado estava tão distraído com essa história do falcão quanto ele e usou dessa distração ao seu favor.

-Ei! Bandidão! - gritou Eusine.

Aproveitando que o inimigo aparentemente tinha esquecido dele, o arqueiro lançou com toda a força que tinha o machado feito com metal que supostamente cortava qualquer coisa.

A arma Scandiana acertou a cabeça do bandido com a parte de trás, onde o cabo se conectava com o aço. Mão de Machado, resistente do jeito que era, cambaleou para trás e não caiu.

Uma voz veio do corredor atrás do chefe dos bandidos, onde o falcão tinha caído.

- Quem jogou um pássaro na minha cara?! - falou Travis, que já veio correndo, saltando e dando um golpe que mirava o rosto do oponente.

O chefe dos bandidos pôs seu braço-machado na frente e impediu o golpe, ao mesmo tempo que lançava Travis para o teto com a parte chata do machado. Cambaleou para trás com o esforço, mostrando que o golpe que havia levado na cabeça o afetara.

O mercenário girou no ar e, com uma agilidade incrível, "pousou" no teto com os dois pés e se lançou para o oponente enquanto fazia uma careta de dor. Seu golpe na perna ainda latejando.

Dessa vez o soco direto no rosto de Mão de Machado foi certeiro, e ele deu dois passos para trás e se chocou de costas com a parede da mina. Travis, por sua vez, caiu no chão, rolou e pegou o machado de Thane. Então, aproveitando uma oportunidade que talvez não aparecesse novamente, pulou e deu dois golpes cruzados no peito de Mão de Machado, abrindo um enorme X em seu tórax. Para finalizar, virou o machado e atingiu o inimigo com a parte de trás do machado, o segundo golpe do tipo na cabeça.

Apesar de todos os golpes, o gigantesco bandido ainda tinha energia. Com um golpe com a mão aberta, Travis foi atingido no peito e lançado para longe, largando o machado de Thane e caindo perto de Eusine. E, apenas então, o autodenominado Mão de Machado escorregou na parede para o chão.

O golpe que Travis recebeu não foi muito forte, mas quando ele tocou o chão acabou fazendo-o acidentalmente com a perna machucada primeiro. Sem conseguir se sustentar, apenas teve tempo de erguer o braço para proteger o rosto de cair diretamente no chão.

Mão de Machado e Travis tentavam simultaneamente se levantar. Enquanto Travis conseguia lentamente se erguer apoiado em Eusine, o seu inimigo tremia e segurava sua cabeça dormente em qualquer esforço realizado. Percebeu que teria de utilizar uma estratégia que não se orgulhava, mas que era a única que restava.

Com um rugido de raiva, o braço/machado do bandido se ergueu e foi movimentado numa velocidade absurda, gerando uma onda de energia. Ele voltou à repetir o golpe, dessa vez na direção oposta.

Os disparos voaram no ar e atingiram partes diferentes da parede da mina, fazendo com que o local tremesse e várias pedras começassem imediatamente a desabar em toda aquela sala.

Travis e Eusine se encolheram e deram passos para trás como reflexo, mas nenhuma pedra os atingiu. Quando tudo parecia ter acabado de cair, ambos levantaram os rostos e deram de cara com uma parede de rocha separando-os de Mão de Machado.

Eles ficaram alguns instantes em silêncio, absorvendo o que tinha repentinamente acontecido. Havia sido uma enorme surpresa, considerando que eles não esperavam nenhuma ação do inimigo aparentemente derrotado. Travis foi o primeiro a se recuperar do susto.

- ... Acho que nossa batalha acaba aqui. Tinha um corredor atrás dele, provavelmente alguma outra saída da mina.

- Mas e Thane! Ele deve estar embaixo dessas pedras!

Eusine corre em direção das rochas, deixando Travis, que estava se apoiando nele, cair sentado no chão.

- E-ei!

Logo chegou na parede de rocha e logo começou a furiosamente agarrar as pedras e as jogar para longe. Algumas vezes tinha de fazer bastante força para retirar pedras maiores, e em outras não conseguia e precisava passar para outra.

- ... Eusine.

- Acho que ele está por aqui!

- Eusine!

- Só mais um pouco!

- Eusine, ele morreu!

Parando bruscamente seus esforços, o jovem arqueiro se vira perplexo para Travis.

- Como pode dizer isso? Ele pode estar bem!

- Ele... ele não está bem! Na hora que eu pulei para salvá-lo de um ataque... na hora em que eu fui atingido na perna... eu não sentir nenhum batimento cardíaco. Nenhuma respiração! Ele se foi.

Travis abaixou a cabeça. Eusine parecia não aceitar o que lhe havia sido dito.

- Mas por que você não falou isso na hora?

- Eu não queria atrapalhar a luta. Mas o que estou dizendo agora é a verdade...

Eusine não podia acreditar. O homem que poucos minutos atrás estivera lutando em sua frente estava agora morto. Algo tão simples, tão complicado de entender.

Uma lágrima escorreu no rosto do garoto. Travis levantou a cabeça e observou a cena. Ele próprio não chorava, mas parecia verdadeiramente triste.

- Escuta, todo dia que eu e meu grupo saímos em missão, sabemos da possibilidade de morrermos. Thane sabia muito bem disso, mas quis continuar. É uma linha de trabalho bem louca, como pode reparar.

- Eu poderia ter ajudado. - respondeu Eusine - Se eu não tivesse perdido tanto tempo preso ou se eu tivesse algo mais útil do que essas estúpidas flechas de madeira.

Travis suspirou.

- Não há nada que você pudesse fazer além do que já fez. Você deu o seu melhor.

Ele não se sentiu muito consolado com isso.

----------------------------------------
Okay, esse capítulo foi um pouco mais obscuro que o normal. Vocês sabem que a história não é focada em momentos assim, mas coloquei um desses relativamente perto do começo da história para alertar que dessa vez as coisas podem tomar esse rumo mais vezes na história. Mas apenas quando necessários.

De qualquer maneira, desculpem de novo pela demora de mais de um mês para postar. Não pretendo demorar tanto para o capítulo 10.

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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Qui 28 Maio - 23:44

Uau, parece que a história está ficando bem sério...

Eu também teria medo de enfrentar um gigante que tem um potencial de destruição com poucos golpes.

Mas parabéns, pelo menos não teve erro de escrita, pelo que eu li.

Só to imaginando quanto o Eusine vai aguentar a sua personalidade atual... Será que ele vai se finalmente quebrar?

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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Sex 29 Maio - 18:56

"O mais rápido que pode"
pôde*
anyways, episódio bem massa f2
Achei triste o Thane ter morrido, acho que você matou ele por ele ser badass demais, de qualquer forma ele daria um excelente personagem

« siggy »
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MensagemAssunto: Capítulo 10 - A escolha   Ter 23 Jun - 16:36

arrout escreveu:
Achei triste o Thane ter morrido, acho que você matou ele por ele ser badass demais, de qualquer forma ele daria um excelente personagem

The Evil Smile

Ainda bem que não dei data pra postar esse capítulo, por que eu estaria bem atrasado! Hehe. maple awesome face~

Bom, aqui vai o capítulo 10. Espero que gostem!

Capítulo 10 - A escolha

A volta pelos túneis apertados da mina fora dolorosa e silenciosa. O trajeto por entre armas jogadas ao chão, picaretas, pedras, cogumelos luminosos, sangue e eventuais marmitas (os homens que Thane derrotara provavelmente já haviam corrido para bem longe) parecia nunca acabar.

Travis ainda mancava por causa dos ferimentos, em especial por causa do corte aberto na perna. Ele se sentia ligeiramente melhor, conseguira até andar a metade final do caminho sem o apoio de Eusine. A dor não os atrasava mais que seus próprios pensamentos, que os empurravam para uma corrente constante de culpa e tristeza.

O jovem arqueiro era o que se sentia pior. Travis se tocou que o garoto ainda era uma criança, que esse provavelmente havia sido uma das piores coisas que ele já havia testemunhado, se não a pior. De repente ele próprio estava lembrando acontecimentos tristes em sua vida e sentindo que tinha bem mais que dezessete anos.

Quando alcançaram a saída da mina e deram de cara com um Uth sem expressão (como de costume), as sombras quase que exatamente embaixo das árvores e do mercenário de cabelo preto mostravam que deveria ser próximo de meio dia. Poucas horas haviam se passado, mas a sensação que tinham era de que já seria pelo menos fim do dia do lado de fora.

Uth percebeu imediatamente a ausência de Thane. Olhou de forma interrogativa para seu chefe, que fez um leve movimento negativo com a cabeça.

- Aquele idiota. - falou Uth, logo depois estalando a língua e virando o rosto. - Vocês têm algum ferimento que precise de cuidados?

Com um esboço de sorriso, Travis girou de forma que sua perna ferida ficasse apontada para frente. O corte que ia de cima à baixo no membro inferior esquerdo estava assustadoramente amostra agora que estava sob a luz do dia. A calça empapada de sangue apenas tornava a situação mais desagradável ainda, mas Uth não se impressionou nem um pouco com a situação.

- Sempre se machucando. Assim como no dia que nos encontramos.

- E assim como daquela vez, isso aqui é superficial.

- Claro que é.

Uth se agachou e tirou a mochila das costas. Tirou de lá uma caixa de primeiros socorros e pacientemente começou a buscar dentro dela o que poderia ser necessário para tratar o ferimento. Vendo que tudo estava aparentemente sob controle, Eusine foi lentamente se afastando em direção do centro da pequena vila. Travis, percebendo a movimentação do garoto mas sem poder ir atrás dele, assobiou alto.

Eusine parou.

- Garoto! - começou Travis - Não vá embora da cidade ainda. Mais tarde gostaria de conversar com você.

O garoto se virou e respondeu com um polegar positivo. Seu rosto não mostrava mais os traços alegres do dia anterior. Desolado, continuou a se afastar dos mercenários.

----------------------------------------

Eusine não andou muito. Parou na praça que havia encontrado no dia anterior, escalou a árvore que havia usado como cama e se sentou num dos galhos. Fitando o horizonte, que era uma parede sólida de uma montanha, se perdeu em pensamentos e ignorou completamente as pessoas que passavam embaixo dele naquela região central da vila.

Abriu sua mochila no colo e fitou os pedaços de seu querido arco de madeira feito à mão, Cosseno. Não sabia exatamente porque havia guardado o que agora eram apenas os restos inúteis de sua arma, mas, quando os juntou ali encima da árvore e se preparou para jogá-los fora, finalmente notou o quanto seria difícil se desfazer daqueles pedaços remendados de madeira e cipó que o haviam ajudado a se alimentar por anos.

Respirando fundo, Eusine quebrou mais alguns pedaços do velho arco e os deixou cair no chão mais de dois metros abaixo. Depois, pegou suas velhas flechas e fez o mesmo. Por um tempo ficaria apenas com a desgastada faca que ainda levava na cintura para se defender.

Tentou pensar no que Travis havia dito um dia atrás, sobre pensar no futuro, sobre o que ele queria fazer dali para frente e, mais importante, o que ele iria fazer.

Só foi desperto de seus pensamentos quando Travis gritou seu nome, o chamando. Eusine piscou atordoado e olhou para o relógio sob o pedestal no meio da praça. Notando que três horas haviam se passado, sacudiu a cabeça e saltou para o chão, pousando na frente de Travis e Uth.

- E ai, o que andou fazendo? - perguntou o mercenário, que agora estava com a perna esquerda quase que inteiramente enfaixada.

- Nada. Apenas pensando. - respondeu Eusine, com um leve sorriso com o canto da boca.

Os olhos de Travis logo foram para os pés do garoto, que pisavam em pedaços de arco e flecha, e depois voltaram a fitar o menino loiro em sua frente.

- E no que estava pensando?

- Sobre o que você me disse ontem. Pensar no futuro e fazer planos.

- E chegou a alguma conclusão?

- Que eu não quero ser mercenário. - ele riu de leve - Parece ser um ramo muito triste. E também que vou continuar me aventurando.

- Continuar aventurando? - Travis não pareceu se importar com o fato de Eusine não querer ser mercenário. Afinal, não podia culpar o garoto pelas impressões que ele tivera. - Tem certeza?

- Tenho. Quando eu fugi de casa para morar na floresta foi horrível. Quase morri várias vezes, atacado por animais, monstros... ou de fome mesmo. Mas eu me adaptei, fiquei mais forte e sobrevivi. Bom, ter saído da parte da floresta onde os monstros andavam foi o que mais me ajudou, mas o que quero dizer é que eu acho que agora vai ser a mesma coisa. Se eu me acostumar e ficar mais forte vou poder me aventurar e ter bons momentos sem deixar as pessoas perto de mim morrerem. Quero sentir novamente o que senti ao salvar Daniel, ao encontrar essa vila que não sabia que existia e entrar naquela mina sem saber o que veria em frente. Por isso vou continuar com as aventuras.

Travis não teve reação de imediato. Ficou alguns segundos apenas olhando para Eusine e tentando absorver tudo que havia acabado de ouvir. Então, começou a rir.

- Você é incrível.

O mercenário tirou o chapéu da sua cabeça e o colocou na de Eusine.

- Pega pra você, uma pequena lembrança minha. A pena no topo é nova, tente não perde-la.

- O-obrigado! - disse Eusine, sorrindo surpreso.

- Agora, antes de ir em busca de aventuras, - Travis aponta para trás, para o caminho que veio até chegar na praça. - siga nessa direção. Você vai chegar em uma das saídas da vila. A última casa antes da saída, ou a primeira, se você estivesse entrando na vila por lá, e a do ferreiro que nos contratou para esse trabalho na mina de ferro. Nós dois achamos - ele olhou para Uth, que não retribuiu o olhar - que nada é mais justo do que você fica com a parte da recompensa que seria para Thane.

- Sério? Mas eu...

- Nada de ruim que aconteceu na mina foi culpa sua. - continuou Travis - Se eu fosse você ia logo buscar sua recompensa e partir em busca de aventura logo.

O sorriso de Eusine só aumentou.

- É o que vou fazer!

O garoto saiu correndo pelo caminho apontado por Travis.

- Thane diria que você está mimando demais esse garoto. - falou Uth.

Travis sorriu.

- E provavelmente teria razão. Me perguntou se o veremos novamente. Eusine, quero dizer.

- Claro que vamos.

- Se ele sobreviver aos perigos do mundo...

- Claro que vai.

- Como pode ter tanta certeza?

- Eu sei lá.

Uth virou o rosto e a conversa acabou ali mesmo. Travis respirou fundo. Ficaria sem alguém com quem conversar direito por um tempo.

----------------------------------------

Minutos depois, Eusine chegou à última casa da vila. Ela tinha dois andares, suas paredes eram de tijolos azuis e todas as janelas estavam abertas, deixando uma brisa suave balançar as cortinas e refrescar o interior da casa.

Havia uma cerca de madeira pintada de branco na frente do terreno da casa, diferente das demais moradias da cidade, que nem tinham delimitações como aquela. Ao lado da casa principal e ainda no terreno do ferreiro havia uma outra construção, pequena e sem janelas, de um andar apenas. Na entrada do terreno e em frente da casa, à direita, uma árvore frutífera (que Eusine não conseguiu identificar qual era) tinha crescido até chegar na altura do telhado do segundo andar. à esquerda, um senhor que deveria estar na metade de seus 40 anos relaxava em uma cadeira de balanço, fumando um cachimbo. Ele era gorducho e tinha o cabelo e barba grisalhos e espessos. Daria um bom Papai Noel depois de mais alguns anos.

- Oi! - gritou Eusine, sem cerimônia - O senhor é o senhor ferreiro?

O homem tirou o cachimbo da boca e olhou por alguns instantes para o garoto antes de responder.

- Você deve ser Eusine, - disse, sem responder a pergunta que havia recebido - é exatamente como foi descrito pelos mercenários. espere ai que já vou buscar sua recompensa.

Os botões de sua camisa verde apertada quase saltaram com o esforço do homem de se levantar. Com passos fortes e firmes ele seguiu para a construção ao lado da casa. Entrou lá e, segundos depois, voltou com dois objetos embaixo do braço, enrolados em pacotes de pano. Voltou para Eusine ao mesmo tempo que falava:

- Eu, pessoalmente, gostei dessa forma de pagamento. Foi bem mais barato para mim.

- O que é?

- Não te disseram? - Ele chegou em Eusine e sorriu de leve - Abra.

Eusine pegou o primeiro pacote em mãos e o abriu. Seus olhos brilharam quando ele percebeu que estava olhando para um arco novo em folha. Ele era ligeiramente maior que o arco antigo e era feito com uma liga de aço. Pintado de azul e perfeitamente curvo, possuia um apoio no local onde a flecha deveria ser colocada e um quadrado logo acima, na lateral do arco, que deveria ser usado como mira.

O garoto pegou um fio fino (que também veio no pacote) e o amarrou nas extremidades do arco. Puxou para trás o máximo que conseguiu e depois largou. O fio era elástico e bem resistente. Eusine ficou também satisfeito em saber que o arco era bem maleável.

Ao erguer os olhos, Eusine notou que o ferreiro lhe estendia a segunda recompensa enrolada em um pano comum. Apesar de já imaginar o que eu seria, não pôde deixar de ficar feliz.

Com um sorriso que ia de um canto ao outro do rosto, Eusine pegou a aljava cheia de flechas e a pendurou em suas costas, mas não sem antes puxar uma flecha para examinar.

Ela era perfeitamente reta e seu cabo era de madeira refinada. A ponta e os detalhes da cauda eram de ferro. Era mais pesada do que estava acostumado, mas era provavelmente apenas questão de costume. Após apreciar por alguns segundos, guardou de volta na aljava.

- Muito obrigado! Vou chamar o arco de Medes. Como posso lhe agradecer?

- Você ajudou a expulsar os bandidos da mina, lembra? Eu é que estou agradecendo. Ah, e siga por essa estrada. - Ele aponta para uma trilha de terra que saia da vila e ia cortando pela mata já fora da cidade.

- Como? - seu sorriso diminuiu por um instante.

- Esses seus amigos parem adorar surpresas, não é? Eles disseram para você explorar esse caminho em busca de aventura... ou algo assim.

- Eu... eu entendo! Novamente, obrigado pelo arco e flecha! Adeus!

Eusine, com sua aljava de flechas presa nas costas junto de sua mochila, seu arco no ombro, chapéu na cabeça e emoção no coração, correu ruma a mais aventuras.

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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Ter 30 Jun - 11:30

Você está atrasaaaaaado

*Aham*, enfim... o chapéu do Eusine veio do Travis? Impressionante.

Acho que Eusine fez a escolha certa, ele tem mais cara de aventureiro do que mercenário mesmo...

(acho que uma cena assim também combinaria para a cena que Eusine saísse dos Wayfarers, mas acho que seria muito backstory?... pensando bem, acho que várias coisas dessa cena serviriam pra cenas com Eusine)

Ah, e ele conseguiu um arco novo, interessante. Er, https://en.wikipedia.org/wiki/Medes? Ok...

Also,

"esse capítulo foi um pouco mais obscuro que o normal" (Cap 9)

Na verdade achei essa fic bem cheia de momentos "obscuros". Não que seja um problema.

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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Qui 2 Jul - 23:07

Então o chapéu é do Travis? Por isso que o Eusine estava bem interessado!

Parece que o Travis cansou de cuidar do Eusine, então ao invés disso, mandou ele procurar a sua própria aventura... Espero que o Eusine volte a ser como ele era antes, mas por outro lado, ele podia treinar o Eusine para ele fazer todo o trabalho sujo, mas tudo bem...

Agora como será a prómixa aventura? Algo envolvendo prender uma certa pessoa a um videogame? Ou bagunçar uma certa aventureira?

Parabéns pela uma história acabada! Continue assim!

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Eusine48
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MensagemAssunto: Capítulo 11 - O Ladrão   Qui 9 Jul - 15:04

Olá pessoal! Dessa vez não demorei tanto, né?

Na verdade eu deveria ter postado semana passada, que foi quando comecei e terminei de escrever o capítulo 11. Eu fiquei foi sem vontade de digitar. f6

Como acabou o arco dos "Mercenários e a Mina de Ferro" (bolei esse nome agora), aqui começamos um outro arco da saga. Um arco bem pequeno, na verdade, com apenas dois capítulos. E este capítulo ia ser maior, mas achei que estaria ficando desnecessário e até chato, então ficou desse tamanho mesmo.

Sem mais delongas, aqui vai o capítulo!

Capítulo 11 - O Ladrão

A estrada desta vez foi mais curta e mais angustiante. Eusine estava ansioso como nunca, mas, cada vez que subia em alguma grande árvore e tentava avistar para onde aquela estrada levava, ele via apenas um horizonte infinito de florestas, montanhas e alguns rios e lagos.

Não havia seque uma casa na beira da estrada ou viajantes que seguiam no rumo contrário. Era óbvio que aquele caminho de terra era pouco utilizado, visto que a grama havia crescido por cima de vários trechos e a estrada simplesmente deixava de existir por vários metros. Ainda assim, teria sido bom ter encontrado pessoas pelo caminho. Eusine havia perguntado de alguns pássaros sobre o caminho, e eles disseram que havia um enorme grupo de humanos logo em frente. Isso não era informação completamente confiável, já que cada animal tinha uma noção diferente do tamanho que um grupo de mesma espécie deveria ter. Poderia muito bem ser apenas uma casa com uma família.

Quase quatro horas de caminhada depois e Eusine ainda não havia desistido. Já havia anoitecido, mas o garoto não tinha a mínima intenção de montar acampamento e se preparar para dormir. Quando estava escalando uma árvore pensando em parar para jantar, finalmente o jovem viu sinal aparente de civilização: Algumas luzes podiam ser vistas no meio da floresta.

Esquecendo a fome, Eusine desceu da árvore com um salto e apressou o passo em direção das luzes.

Em poucos minutos ele estava em uma vila ainda menor do que aquela que ele acabara de sair. Não foi preciso andar muito, haviam apenas umas vinte casas naquele local, e todas relativamente próximas umas das outras. As construções eram simples e pequenas, sendo os únicos destaques uma escola, uma capela e um restaurante.

Haviam poucas pessoas que estavam nas ruas, e estas estavam, em sua maioria, se despedindo um dos outros e entrando para a casa de suas respectivas famílias, prontas para encerrar as atividades do dia.

Aparentemente mais cedo estava acontecendo uma pequena feira no centro da vila. Um senhor de idade retirava lentamente suas frutas de uma bancada onde estavam à mostra e conversava com alguns amigos. Até que, subitamente, uma figura escura sai correndo de trás de uma casa, segura uma sacola cheia de frutas e continua correndo, em direção da floresta.

Os cidadãos da vila tentaram agarrá-lo a qualquer custo, mas nenhum foi rápido o bastante. Um tumulto se instalou no local enquanto pessoas gritava, crianças corriam e senhoras abriam as janelas de casa ansiosas para ter o que fofocar no dia seguinte.

- Pega ele!

- É o ladrão de novo!

- Devolva minhas mangas!

- Essa vai para a internet...

- Ele me derrubou!

Ninguém conseguiu pará-lo. Por sorte, Eusine estava ali ansioso para fazer uma boa ação. Sem pensar duas vezes, correu atrás do ladrão.

O jovem arqueiro perseguia o ladrão enquanto este saia da vila e entrava na floresta que a cercava. Sem nenhuma iluminação a figura continuava correndo na medida do possível, enquanto colidia com árvores e tropeçava em galhos caídos e raízes. Enquanto isso Eusine, que já era mais do que experiente em andar nesse tipo de terreno, ficava cada vez mais próximo do ladrão.

A perseguição continuou até o momento que a figura esguia em frente de Eusine enroscou o pé em uma planta rasteira e caiu de cara no chão, espalhando as mangas roubadas por ai. Isso deu a Eusine o tempo necessário para percorrer os metros que separavam os dois corredores.

No chão o ladrão, percebendo que tinham o alcançado, sacudiu o seu pé violentamente em uma tentativa de tirar a planta de seu tornozelo. Não conseguiu. Ele se levantou com as raízes da planta enroladas em seu pé direito.

Percebendo que não conseguia fugir de seu perseguidos, o ladrão partiu para cima de Eusine brandindo uma espada. Eusine se desviou facilmente do primeiro golpe, um desesperado golpe obliquo de cima a baixo que desestabilizou o corpo do atacante e quase o fez cair. Com uma pisada forte e um giro do corpo, o ladrão conseguiu se equilibrar e desferir um ataque lateral com a espada, que Eusine desviou com um salto para trás.

Novamente, após o ataque bruto com a espada, o ladrão se desestabilizou por um instante. Aproveitando a chance, Eusine avançou e desferiu um soco no rosto do oponente, usando a mão esquerda. O ladrão cambaleou para trás e bateu com a cabeça fortemente em uma árvore. A espada foi solta quando o ladrão desmaiou por causa do impacto.

Ansioso, Eusine se aproximou do ladrão, que agora estava de olhos fechados e costas encostadas na árvore, como se estivesse acabado de adormecer. A espada, agora no chão, era na verdade totalmente feita de madeira, e era bem produzida demais para ser trabalho de amador. A pele do rapas era moreno escura e seu cabelo era curto, enrolado e castanho. Ele não usava camisa, e Eusine pôde ver que o ladrão estava muito abaixo do peso. ele era baixo, pelo menos uma cabeça menor que Eusine.

E o mais curioso de tudo foi o fato de que o ladrão era apenas uma criança.

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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Ter 14 Jul - 23:50

Ah, este gatuno deve ser... Oh espera, cabelos castanhos? Deixa para lá.

Ok, este episódio parece ser bem interessante, mas eu acho que este gatuno será um novo rival do Eusine...
Acho que já tenho uma ideia como o episodio irá começar.

"Ok, Gatuno malvado! Devolva as coisas do povo, senão levará uma flechada!"

Acredito que será isso!

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MensagemAssunto: Capítulo 12 - A Vingança vem Primeiro   Ter 21 Jul - 16:19

Certo! Pelo menos nas férias estou conseguindo mantar o padrão de postar capítulos mais ou menos constantemente. Na verdade, assim como na semana passada, eu deveria ter postado logo na semana passada (eu já tinha escrito), mas não tive saco de digitar tudo.

No post do Capítulo 11, eu disse:

Eu disse: escreveu:
Como acabou o arco dos "Mercenários e a Mina de Ferro" (bolei esse nome agora), aqui começamos um outro arco da saga. Um arco bem pequeno, na verdade, com apenas dois capítulos. E este capítulo ia ser maior, mas achei que estaria ficando desnecessário e até chato, então ficou desse tamanho mesmo.

Mas voltei atrás em algo ai. Este capítulo não é o final desse arco, mas o próximo será. Isso porque da forma como estava escrevendo esse capítulo aqui seria muito pequeno... Então resolvi ampliar um pouco as descrições, especialmente a do novo personagem, já que planejava inicialmente explicar tudo só depois. Mas acho que do jeito que ficou esse capítulo ficou melhor.

Ainda assim, esse capítulo ficou pequeno comparado ao padrão, mesmo que tenha sido maior que o anterior. O próximo possívelmente vai ser pequeno mais ou menos neste padrão aqui.

Capítulo 12 - A Vingança vem Primeiro

O garoto acordou desorientado. Em sua frente uma fogueira havia sido feita e estava sendo usada para assar um animal que ele não conseguiu identificar no momento. Sua cabeça doía. Do outro lado da fogueira um misterioso jovem loiro limpava na lateral de sua calça uma faca de caça coberta de sangue.

- Você já provou raposa? Não é tão gostoso quanto carne de coelho mas é estranhamente macio.

E então ele se lembrou e ficou de pé com um salto. Tinha roubado uma sacola de alguma fruta (que nem havia tido tempo de ver qual era) e havia sido parado pela mesma pessoa que agora sorria limpando uma faca usada para matar um animal poucos momentos atrás.

O garoto procurou sua espada mas não a encontrou presa na cintura como deveria estar. Olhou ao redor mas nem sinal de sua única arma.

- Está aqui a sua espada. Me chamo Eusine. - disse o jovem loiro.

Realmente a espada estava ao lado do loiro. Assim como o saco com as frutas, que estava aberto e o permitiu ver que eram mangas.

- O que quer comigo? - perguntou o ladrão de mangas.

- Conversar e compartilhar um pouco dessa raposa.

- Eu não quero. Devolva minhas coisas.

Eusine olhou para o corpo magrelo do menino à sua frente.

- Eu não vou conseguir comer tudo sozinho.

- ...eu...

- Sente-se. Pode comer à vontade.

O primeiro reflexo do jovem foi de pular no tal Eusine e o subjulgar, assim podendo pegar de volta a espada, as mangas e também comer a raposa. Logo percebeu que isso seria impossível, mesmo armado ele havia sido derrotado facilmente. Seu segundo reflexo foi o de se sentar para comer. O terceiro foi sair correndo, mas sua barriga roncou e causou o quarto e último reflexo: se sentar para comer.

Ele comeu vorazmente, como era de se esperar. Eusine não reclamou do fato de ter comido apenas uma pequena parte da raposa e complementou o jantar com o restante das maçãs que ainda levava na mochila.

Depois que o garoto moreno terminou de comer, Eusine lhe ofereceu sua garrafa de água. Ele aceitou e bebeu tudo com a mesma voracidade usada para comer a raposa.

- E então. - disse Eusine - Que tal conversarmos?

- Sobre o quê exatamente?

- Eu quero saber por que você rouba as pessoas. É tão criança.

- Como se você fosse adulto. - falou o garoto moreno, fazendo uma careta. - Quantos anos você tem?

- Acho que doze. Foi o que o Alex disse.

- Alex?

- Depois conto minha história, agora é a sua vez!

- Seu maluco! Eu vou contar, mas só por causa do jantar que você me ofereceu. E não temos muita diferença de idade, apenas três anos!

Eusine sorriu, sem resposta, o outro garoto bebeu o resto da água com um único gole.

-Me chamo Eduard Arroutson. - começou o garoto - Vim de Scandia, o pais militar. Lá quando os homens fazem nove anos eles são obrigatoriamente expulsos de casa e devem sobreviver por um ano sem a ajuda direta de nenhum adulto de Scandia. Eu fui designado para um grupo com outros três garotos que faziam aniversário no mesmo ano e... Viemos para cá por causa das grandes florestas desse país. Parecia mais fácil de conseguir alimento.

- Q-que horrível!

- Tudo bem, não há orgulho maior do que crescer como guerreiro e ficar cada vez mais forte.

- ... se você diz. Mas então, onde estão os seus três companheiros?

O rosto de Eduard mostrou desgosto.

- Eles são o meu maior problema. Ao invés de tentar caçar como deveríamos, eles se aproveitam que o pessoal daqui não costuma ser tão armado como em Scandia e roubam e assaltam aldeões sempre que podem. Eu tento convencê-los do contrário, mas eles dizem que assim é mais fácil. Não consigo caçar sozinho porque não costumo ser muito silencioso, e os outros não dividem o que conseguem... Por isso não como muito.

- E por que você não vai embora? Se você não consegue caçar, então podia ir atrás de alguma forma de ganhar dinheiro trabalhando ou-

- Eu sei disso! Mas fugir seria covardia. Eu sei que eles estão em maior número, mas quero mostrar que eu sou forte e dar uma bela surra neles. Ai estarei satisfeito e poderei seguir sozinho.

- Hum...

Eduard pega sua espada ao lado de Eusine e se levanta.

- Falando nisso, vou aproveitar que estou bem alimentado e tentar derrotá-los. Dessa vez eu consigo. Obrigado pela comida.

Eusine não sabia o que dizer naquele momento, então ficou apenas em silêncio enquanto Eduard ia embora. Alguns minutos depois, ele também se levantou e foi embora.

----------------------------------------

Minutos depois, Eduard havia encontrado a clareira que servia de acampamento para ele e seus companheiros scandianos, estes que logo focaram seus olhares no garoto que retornava sem nada além de sua espada de madeira.

- Eddy! Estávamos falando de você. - disse o líder do grupo, um garoto moreno, de longos cabelos pretos que usava uma jaqueta vermelha. Seu se levantou de seu lugar na frente da fogueira e de seus amigos, estes que também se levantaram.

Um deles era negro e possuia um inchaço embaixo do olho direito por causa de uma briga boba no dia anterior. Seu cabelo era raspado e ele usava uma roupa preta que quase tinha a mesma cor de sua pele.

O terceiro era de um moreno da mesma cor que Eddy e o scandiano de cabeço longo. Seu cabelo era ruivo e havia uma cicatriz cruzando o rosto por cima de um dos olhos.

- Não conseguiu comida nenhuma, não é? - continuou o garoto de cabelo comprido.

- Eu consegui, mas comi tudo. - Eduard saca sua espada. - Vocês vão ver só!

Os três scandianos atacaram Eduard. Não demorou muito para que o garoto estivesse jogado no chão, recebendo pontapés, socos e espadadas dos três companheiros. O garoto de cabelo comprido foi o primeiro a parar com os ataques.

- Já podem parar! - disse. Os outros dois obedeceram - É o bastante. Eddy, já não bastava você ser um inútil, esta é a quarta vez que você nos ataca. Está oficialmente fora do grupo. Vamos embora, galera.

E os três, simplesmente assim, deram as costas ao antigo companheiro sem demonstrar nenhuma compaixão. Juntaram suas coisas (a maioria roubada), pegaram a espada de Eduard e jogaram areia na fogueira, apagando-a. Ainda no chão, Eduard via toda essa cena.

- N-não! V-voltem aqui! Minha... minha vingan-

Foram suas últimas palavras antes de desmaiar.

--------------------
Tente não ler essa parte antes de ler o capítulo.

Sim, o novo personagem é o Eddy. Foi mal se alguém se importou com o fato dele não começar como um guerreiro fortão. /f61

Acho que esse capítulo foi bem útil para mostrar a personalidade dele. Mesmo criança, ele já é cabeça dura, honrado, decidido. Gosta de resolver as coisas sozinho e tem leves tendências para a violência.

Ele está sem treinamento nenhum, mas depois de um tempo com o treinamento que ele vai receber, Eddy se tornará o mais forte fisicamente dos Dimentios, além de um dos mais poderosos.

Eduard Arroutson:

Os "colegas" de Eddy seriam genéricos originalmente. Mas preferi aumentar o destaque deles e por isso fiz uma imagem mental de como cada um deles seriam... antes eram apenas scandianos morenos e de cabelo raspado, hehe.

Como vocês podem ter percebido, em Scandia as pessoas costumam ter pele escura. Agora algo que vocês provavelmente não notaram (até porque nem revelei o nome dos colegas de Eddy), mas as pessoas do país vão ter um padrão de nomes. Todos vão ser ingleses (tirando o primo Tales). Normalmente os personagens que não são do país não terão padrão, podendo ser inventados (Eusine, Denas, Ihanskelsen...) nomes usados comumente na língua portuguesa (como Daniel ou Josefo) ou coisas que não tem nada a ver (Tailândia é o melhor exemplo disso).

De qualquer forma, aqui estão os scandianos:

(No Banned Story não tinha como fazer alguém tão negro quanto o segundo scandiano deveria ser.)

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