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 Eusine Chronicles - Dimentios

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arrout
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Qui 23 Jul - 16:36

A sua representação do Eddy ficou ótima f2
Realmente ele era bem fracassado quando começou, quando ele treina com os espartanos ele fica fortinho, mas só depois de passar um tempo treinando com o Taurim que ele fica realmente forte, quase me deu vontade de voltar a escrever dimentiofics denovo! f2

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Mr.Galleom
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Sex 24 Jul - 12:58

Eu já posso ver os cartazes dos cinemas. "O Ladrão de Mangas, estrelando Eduard Arroutson"

Acho um pouco estranho um ladrão "aleatório" ter uma espada. Espadas são coisas de gente rica, sem contar que são pesadas e devem atrapalhar fugas. Ele deve ter roubado de alguém.

Scandia é um país inteiro de espartanos? Ah. Estranho ver o Ed tão longe de casa.

Also, nossa, tão jovem e já pensando em vingança.


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Eusine48
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MensagemAssunto: Capítulo 13 - Três conta Um. De novo.   Ter 25 Ago - 18:25

Olá! Desculpem pela demora, em parte foi por preguiça, tamanho do capítulo e começo das aulas/trabalho. Para compensar, esse capítulo ficou relativamente grande, passando a média, já que normalmente os caps costumam ter por volta 2000 palavras. Sem falar que esse aqui é maior do que os dois últimos capítulos juntos! Isso tudo porque tirei parte do final. Mas sobre isso eu falo outro dia...

Antes de começar, respondendo comentários!

arrout escreveu:
Realmente ele era bem fracassado quando começou, quando ele treina com os espartanos ele fica fortinho, mas só depois de passar um tempo treinando com o Taurim que ele fica realmente forte, quase me deu vontade de voltar a escrever dimentiofics denovo! f2

Bom, pra começo de conversa é Scandia, e não Esparta! Eu quero mudar essas coisas que remetem ao nosso mundo ou a qualquer outro, afinal isso aqui não é mais uma fan fic, tecnicamente. theNewF6 (No fim, Scandia vai ser a mesma coisa que Esparta... Vou até colocar algumas referências aos espartanos)

E não sei por que você não volta a escrever, afinal.

Mr.Galleom escreveu:
Eu já posso ver os cartazes dos cinemas. "O Ladrão de Mangas, estrelando Eduard Arroutson"

Isso fica bem legal para um spin-off!

Mr.Galleom escreveu:
Acho um pouco estranho um ladrão "aleatório" ter uma espada. Espadas são coisas de gente rica, sem contar que são pesadas e devem atrapalhar fugas. Ele deve ter roubado de alguém.

Você não viu que era de madeira? Não é nada demais...

Madeira1 escreveu:
A espada, agora no chão, era na verdade totalmente feita de madeira, e era bem...

Madeira2 escreveu:
... estes que logo focaram seus olhares no garoto que retornava sem nada além de sua espada de madeira.

Mr.Galleom escreveu:
Estranho ver o Ed tão longe de casa.

Bom, ele está no país vizinho. E levou 3 ou quatro meses para chegar tão longe.

Enfim, começar!

Capítulo 13 - Três conta Um. De novo.

O garoto acordou desorientado e sentindo dores em várias partes do corpo. Ele estava com o rosto virado para o chão, e do nariz para baixo sua face estava repleta de algo grudento. Com esforço, ele erguei o corpo e conseguiu se sentar. Com a ponta dos dedos ele tocou no que quer que fosse que estava grudando em seu rosto. Foi lentamente percebendo que era seu próprio sangue, que escorria do nariz. tocou também o nariz, e sentiu uma dor ardente que não havia experimentado antes. Estaria quebrado?

- Já estava ficando preocupado. Você desmaia frequentemente?

Eduard ergueu o rosto. Eusine estava de pé na clareira com ele, terminando de amarrar duas cordas paralelas de vinha em uma árvore ao redor da clareira. Olhando mais atentamente, Eduard viu que as cordas estavam presas de tal forma em quatro árvores que ele e Eusine estavam no centro de um quadrado, como se fosse um ringue natural de boxe. O céu sem nuvens e repleto de estrelas iluminava tudo na clareira.

- Eusine... O que está fazendo?

- Eu vi sua luta contra os colegas. - respondeu. - Quase que te ajudo, mas-

- Essa batalha é minha! - Eduard deu um soco no chão.

- ... mas eu pensei que você fosse dizer algo assim. Bom, não te ajudei naquela hora, mas nada me impede de te ajudar agora.

- Do que vai adiantar? eles foram embora, e eu não sei para onde. - dizendo isso, ele abaixou a cabeça. Na pequena conversa que haviam tido, Eusine havia ganho uma ideia de como Eduard pensava e como era aquele país de guerreiros que é pátria natal daquele garoto.Mas, naquele momento, não viu em sua frente o garoto que falava sobre honra e vingança. Via apenas uma criança que parecia estar prestes a chorar.

- Ah, eles deixaram rastros no caminho. - Eduard ergueu a cabeça com essa declaração - E eu sou muito bom de rastrear animais na floresta.

Eduard piscou, o que foi um pouco incômodo para ele. A pele debaixo do seu olho esquerdo estava inchada.

- Vamos, se levante! - disse Eusine, animadamente. Lenta e dolorosamente, Eduard obedeceu.

- O motivo pelo qual você não conseguiu me acertar - começou Eusine, sem nem esperar que o garoto se levantasse por completo - e nem conseguiu derrotar os seus... amigos? Companheiros? Colegas?

- Miseráveis.

- Colegas. O motivo pelo qual você não conseguiu me acertar nem conseguiu derrotar os seus colegas é o mesmo. Sabe o que é? É que você já chega atacando.

- E isso é ruim?

- Bom... sim e não. Olha, quando você foi me atacando hoje mais cedo - Eusine olhou para o céu. Já estava bem tarde, e já deveria ser madrugada do outro dia. Mas resolveu ignorar esse fato. - eu logo percebi qual movimento você faria. Ai fui me esquivando até você abrir uma boa brecha e eu poder atacar. Entende?

- Então... Eu devo lutar como você?

- Não necessariamente. Estou dizendo pra você usar a cabeça, e não ficar apenas atacando. Uma boa esquiva seria boa também.

- Nas lutas geralmente eu fico com tanta raiva que nem penso. Principalmente contra aqueles três.

- Bom, isso tá te atrapalhando.

- ... certo. Acho que faz sentido.

- Você veio de um país guerreiro. Lá não te ensinaram a lutar nada?

- Ei! Está dizendo que eu não sei lutar?

- Foi mal! Só perguntando.

- Sei. Bem, eles só começam a nos treinar se aguentarmos ao ano sobrevivendo sozinhos. Só querem treinar os melhores.

- Cruel.

- É o jeito como as coisas funcionam lá. - Eduard sacudiu os ombros, conformado. - Mas então, você acha que "usando a cabeça" consigo derrotá-los?

- Talvez. O que você sabe sobre eles? Como eles agem em geral?

- Bom... Nenhum de nós tem treinamento. Oliver e Wallace nem sequer são tão fortes assim. Philip é mais forte que ambos, mas isso não significa tanto assim. Sei que se fosse em uma luta um contra um ele não teria chance contra mim. O problema é que eles sempre atacam juntos.

- Então está dizendo que se lutasse com eles separadamente você ganharia?

- Com certeza.

- Então por quê não os fez se dividirem?

Eduard ficou sem resposta por um instante. Então, se deu um tapinha na própria testa.

- Como não pensei nisso antes? - Eduard parou novamente para pensar. - Ah, e Oliver tem uma espada de madeira. Vai ser um problema derrotar ele. Não sei como faria isso.

- Eu sei como! É algo que aprendi com os animais na floresta, mas também vale para as pessoas. Se alguém tem uma arma, essa arma vai ser usada.

- Se alguém tem uma arma, essa arma vai ser usada. - repetiu Eduard, aguardando a continuação. - E isso me ajuda?

- É claro que ajuda! Assim como sabemos que um lobo ataca com suas unhas e dentes, sabemos que o garoto que tem a espada vai atacar com ela. Então você não precisa se preocupar (muito) em receber socos e chutes dele. Já sabe de que tipo de golpe terá que se defender e desviar.

- Entendi! Vai realmente ser útil. Mas onde você aprendeu isso? Na floresta?

- Falei que depois conto minha história! Agora vamos aproveitar que estamos em um ringue e vamos treinar!

Eusine começou a pular para os lados. Eduard riu.

- Agora? Em plena noite? - perguntou Eduard.

- Pensei que você quisesse resolver essa vingança o mais rápido possível.

- Você tem a alma de um scandiano! Quando conversamos na frente da fogueira não pensei que você fosse do tipo que aprovasse a vingança.

- Na verdade não tenho nem opinião sobre isso. Não sei o que eu faria se estivesse em seu lugar. Mas essa é a forma como você quer resolver as coisas, então quis ajudar.

- Mas por que você se esforça tanto em me ajudar, afinal?

Eusine parou de pular.

- É que... - Eusine parou por alguns segundos antes de finalmente decidir o que falar. - Eu tinha nove anos quando sai de casa. Estava sozinho e sem saber o que fazer para sobreviver. Assim como você. Quando vi que o ladrão de mangas era alguém com a mesma idade que eu tinha, quis saber o motivo de você estar fazendo aquilo... Talvez porque podia muito bem ser eu no seu lugar.

- Mas isso não explica porque você me ajuda.

- Ah, porque eu quero ajudar os outros. E você é uma boa pessoa.

Eduard não teve resposta para isso.

- E então... treinar? - disse Eusine, voltando a pular. - Vamos, Eduard!

- Me chame de Eddy. - falou o scandiano, sorrindo e se pondo em posição de combate.

- Vamos, Eddy! Eu ataco e você tenta se esquivar e defender!

- Ok!

----------------------------------------

Várias hora depois, trazendo consigo ferimentos, olheiras embaixo dos olhos e a confiança de que estava mais forte, Eduard Arroutson chegou ao acampamento dos três scandianos. eles tinham montado o novo acampamento bem perto do anterior e Eusine os havia rastreado facilmente (como disse que faria), mas Eddy havia treinado por tantas horas que havia dado tempo para ex-colegas dormirem a noite inteira, comerem a primeira refeição do dia e começado a se preparar para partir.

- Eu não acredito - disse Philip, o líder do pequeno grupo. Ele estava ponto sua mochila nas costas, mas ao ver Eddy a mochila foi largada ao chão enquanto seu dono dava uma breve gargalhada. - Você não se cansa de apanhar?

Eddy não disse nada. E nem precisava, todos ali já sabiam o que estava para acontecer. Todos conheciam Eddy o bastante para saber que ele não estava nem ai para conversar.

Nenhum deles, individualmente, era tão forte quanto aquele garoto moreno e magrelo que estava ali parado com cara de mau tentando demonstrar que seus ferimentos da noite anterior não doíam mais. Eddy era o único ali que treinava todo dia. Era ele que, quando o grupo teve de lutar contra monstros, bandidos, religiosos e fazendeiros, nunca havia desistido. Ainda que as vezes suas ações tenham sido nada mais que estúpidas, Eddy era o único ali que sempre buscava progredir. ficar mais forte e melhorar o seu jeito de ser em sua própria maneira. Seu espírito elevado era a única vantagem que tinha contra o grupo mais numeroso há sua frente. E era a única vantagem que precisava.

Bom, é claro que ele não podia esquecer das dicas de Eusine. Ele deveria usar mais a cabeça e tentar se esquivar.

Os três se separaram e cercaram Eduard. Philip ficou em frente a Eddy, Oliver à esquerda e Wallace à direita. Eddy sorriu, já que aquilo era exatamente o que ele queria.

Ele pulou para a direita, para cima de Wallace, que, pego de surpresa, não conseguiu se defender do punho direito de Eddy. Aproveitando a chance que tinha, Eddy atingiu o adversário novamente no rosto, dessa vez com a mão esquerda. Finalizou com um soco no estômago de Wallace, que o fez cair de joelhos no chão.

Com um grito de fúria, Oliver correu para Eddy, já com a espada erguida e pronta para atacar. O garoto ainda pensou por um breve momento que "Eusine tinha razão, ele realmente atacou com a espada" antes de se abaixar e dar uma rasteira no scandiano ruivo.

Oliver caiu no chão e o impacto do golpe o fez largar a espada. Enquanto a arma de madeira ainda estava no ar, Eddy a segurou e golpeou seu oponente com força no rosto. Oliver agora parecia estar desmaiado.

Ainda sem dizer nada, Eddy largou a espada de madeira de Oliver e andou com sua raiva silenciosa até Philip, que logo tentou cumprimentar seu ex-colega com um soco na cara. Antes que Eddy fosse atingido, este defendeu-se do golpe com um chute bem dado.

- Até que você está lutando bem. - disse Philip, fingindo ignorar a dor na mão. - Para o filho de alguém que nunca passou de um soldado raso.

Eddy começou a ficar visivelmente com raiva, mas dessa vez resolveu voltar a se controlar. Talvez aquela fosse sua última chance de lutar contra eles, afinal.

- E você luta bem para alguém que se molha cada vez que sonha com a Minhoca do Deserto.

Agora Philip que estava irritado.

- Isso não acontece faz três dias!

Ele saltou em Eddy ao mesmo tempo que desferia um soco com a mão direita. Eddy bloqueou e logo em seguida atingiu o oponente no rosto. Philip cambaleou para trás, firmou os pés e voltou a atacar. Eddy apenas repetiu seu último movimento, de defender do golpe do adversário e depois atacar.

Ele se sentia agora como era lutar contra si mesmo. Os ataques do oponente eram estupidamente fáceis de se prever, repetiam um padrão simples e eram sempre os mesmos. Era quase patético.

Depois de um tempo, Philip parou de resistir aos golpes. Um chute recebido não o fez simplesmente cambalear, o jogou ao chão. Eddy olhou ao redor. Oliver continuava desacordado e Wallace estava afastado, encolhido e assustado.

- E ai, mijão?*

Philip tentou se levantar, mas Wallace foi até ele e segurou seu braço.

- Deixa ele, cara. ele é doido.

Philip ainda usou seu melhor olhar de raiva contra Eddy enquanto pensava no que iria fazer. O apelo de Wallace acompanhado de seu aperto no braço - que só aumentava - por fim fizeram Philip decidir recuar. Com um sonoro estalo de língua, se levantou e correu para erguer o atordoado Oliver em seus ombros. Wallace, por sua vez, correu para juntar suas coisas.

- Nada disso! - brandiu Eddy. - Essas coisas não roubadas, não são suas. Deixe elas ai.

Philip não podia estar mais furioso. Mas, sem outra escolha, correu para longe, carregando Oliver e sendo seguido por Wallace.

Eddy esperou que os três estivessem longe e caiu no chão. Estava extremamente cansado pelo treino noturno e, com um largo sorriso no rosto, adormeceu logo em seguida.

----------------------------------------

Por algum tempo o arqueiro ficou atento, esperando que os scandianos derrotados voltassem e tentasse algum tipo de ataque surpresa. Ninguém voltou, por isso Eusine resolveu dormir também. Afina, também havia passado a noite acordado ajudando no treino de Eddy. Confiava que, com os reflexos adquiridos pelos anos vivendo na floresta, acordaria se alguém se aproximasse.

Eusine acordou de tarde, mas Eddy só foi abrir seus olhos de noite. Ele devorou os restos de um animal que Eusine havia caçado para jantar sem ao menos ver o que estava comendo e voltou a dormir. Ninguém podia culpá-lo por estar tão esgotado, as batalhas seguidas nos últimos dois dias haviam exigido muito do jovem Eddy. Eusine praticamente não saiu de perto do garoto, e quando o fez foi para ir atrás de comida ou fazer suas necessidades.

Apenas no manhã do outro dia que Eddy se sentia bem o bastante para andar. Os dois, logicamente, decidiram que iriam levar todas as coisas roubadas de volta para a vila. A maioria dos cidadãos acreditou na história de Eddy, já que os seus inúmeros ferimentos atestavam a história de que colegas abusivos o haviam forçado a roubar. Piedosa, uma mulher até mesmo ajudou a tratar dos ferimentos de Eddy e lhe entregou um prato de comida, que ele aceitou com um sorriso.

Eddy não sabia para onde ir e resolveu simplesmente que iria seguir viagem com Eusine. Eusine, por sua vez, disse que nem sabia para onde estava indo. O scandiano não se importou. Assim, Eusine escolheu novamente uma estrada sem saber para onde iria. Mas, dessa vez, ele estava acompanhado.
--------------------
*Para os que podem ter se incomodado, lembrem-se de que Eddy é o tipo de pessoa que pode falar essas coisas vez ou outra. É o personagem.
Bom, essa história acaba aqui e logo seguiremos para outra! Espero que tenham gostado. Eu pessoalmente gostei de como o capítulo flui. Mas me fez ver que os capítulos estão normais demais. Preciso colocar mais algumas aleatoriedades. Acho que alguns momentos até agora podem ficar chatos para certas pessoas.

Acho que a próxima história vai ser mais interessante e engraçada. Nos meus planos eu pensei em dar apenas um capítulo para essa história, mas agora que estou chegando perto de realmente escrever vejo que vai demorar uns dois ou três para terminar... Bah, eu volto a falar disso quando chegar a hora.

Aqui os Scandianos (para relembrar). Na ordem: Philip, Wallace e Oliver:

PS: Considerando o Eddy desse capítulo e do capítulo passado, o que estão achando dele? f6

« siggy »

É isso que o Eusine pensa de mim.
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Firealex
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Dom 30 Ago - 23:06

Bem... Não consigo dizer nada, eu gostei bastante da sua história. Só não tenho muita vontade de ler tanta frase como antes. Mas eu só tenho uma pergunta: este é o mesmo Eddy de Legend of Eddy?

Falando em Legend of Eddy...

Ranshi escreveu:



Aham! Não ligue muito para a Ranshi. Ela é mesmo impaciente, então peço desculpas pelo incomodo, Eusine.

Leve o tempo que quiser se isso significar dar uma história de uma ótima qualidade.

« siggy »


"Prefiro o desenho podre de natal que isso!"
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Mr.Galleom
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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Ter 15 Set - 22:15

Hm, certo, tenho impressão que já li isso antes, mas estou postando só agora.

É interessante caracterização/backstory pro Eddy, especialmente da forma que foi feita, bem fluido, sim.

Mas de qualquer forma, acho sim que as coisas estão acontecendo um pouquinho devagar? Acho que mais momentos como o caso com a Minhoca do Deserto seria sim legal, mas não acho que é aquilo que deve ser feito para deixar o capítulo menos "normal". (Não que eu saiba o que é necessário)

De qualquer forma é bom eles terem derrotado as criaturas de Scania, e é interessante que Eddy vai acompanhar Eusine.


« siggy »
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Eusine48
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MensagemAssunto: Capítulo 14 – O Investigador Sobrenatural   Sex 22 Abr - 11:38

Olá, pessoal! Sim, eu não desisti dessa história! Desculpe por postar com tão pouca frequência. Eusine Chronicles já completou 3 anos e ainda estamos na primeira saga, no capítulo 14... Ai ai. Alguém ainda lembra da época do The Legend of Eddy, quando eu postava toda semana?

Não tenho bem uma desculpa para não ter postado nos últimos meses, e se tivesse seria a mesma coisa que vocês estão já acostumados a ler aqui: ocupado com coisas da faculdade, outros assuntos, outras histórias, etc.

De qualquer forma, tentei refinar ainda mais a escrita, como sempre, e espero que, apesar de grande, o capítulo seja agradável de ler.

Ah! Vocês deixaram algumas coisas respondíveis!

Firealex escreveu:
Mas eu só tenho uma pergunta: este é o mesmo Eddy de Legend of Eddy?

Acho que o certo é dizer que esse vai ser o Eddy de The Legend of Eddy. Aqui ele ainda é apenas uma criança de 9 anos, TLoE acontece apenas daqui a alguns anos.

Firealex escreveu:
Aham! Não ligue muito para a Ranshi. Ela é mesmo impaciente, então peço desculpas pelo incomodo, Eusine.

Tudo bem, todos estamos ansiosos para a aparição de Ranshi na história! (Só aviso que vai demorar algumas sagas)

Mr.Galleom escreveu:
Mas de qualquer forma, acho sim que as coisas estão acontecendo um pouquinho devagar? Acho que mais momentos como o caso com a Minhoca do Deserto seria sim legal, mas não acho que é aquilo que deve ser feito para deixar o capítulo menos "normal". (Não que eu saiba o que é necessário)

Bem, esse arco que irá se iniciar vai ser levemente mais interessante e fora do padrão que os outros. Pelo menos eu acho. Espero mesmo que fique legal...

Enfim, que comece o capítulo!

Capítulo 14 – O Investigador Sobrenatural

Por alguns dias, Eusine e Eddy não fizeram muita coisa além de caminhar por aquela estrada de terra que, apesar de não ter aparentemente nada de especial, trazia para os dois grandes expectativas. Eddy acabou adquirindo a vontade que Eusine tinha de conhecer novos lugares, novas pessoas e novas situações. Assim sendo, os dois passavam boa parte do tempo discutindo hipóteses sobre o que eles iriam encontrar no fim do caminho.

As teorias eram muitas, desde que estavam seguindo em direção à um oceano de leite ou até mesmo que encontrariam um reino em que princesas derrotavam príncipes para resgatar dragões. Por mais que os dois garotos soubessem que a realidade provavelmente estaria bem distante daquelas ideias malucas, elas tornavam a jornada bem mais engraçada para ambos.

Enquanto faziam piadas, ambos tentavam, ao mesmo tempo, realmente buscar alguma pista sobre o destino desconhecido. Eddy insistia em afirmar que sabia se localizar observando as estrelas, e achava que podiam estar voltando para Scandia, seu país natal, ainda que por uma estrada diferente da que ele havia usado para vir de lá. Essa informação não era muito precisa, porém, já que Eddy podia mudar de ideia várias vezes por dia com relação a qual direção estavam seguindo.

Eusine continuava subindo periodicamente em cima de árvores altas tentando enxergar algo diferente de floresta e montanhas. Se havia alguma cidade adiante, dizia ele, ou ainda estava distante demais para que ele pudesse avistá-la ou era uma sociedade secreta cujas casas estavam escondidas entre as árvores. Secretamente, Eusine levava à sério essa segunda hipótese.

Mas eles não falaram apenas do futuro de suas aventuras, o passado também foi um tópico mais do que presente na conversa dos dois. Como prometido, Eusine contou para seu novo amigo sobre como tinha sido sua fuga de casa, como havia feito para sobreviver à um ambiente hostil por três anos, como havia conhecido Alex e Daniel e como a pequena aventura com eles o haviam inspirado à conhecer coisas novas. Por fim, contou também da batalha ao lado dos mercenários e como ela havia amadurecido mais ainda os pensamentos sobre aventuras.

Eddy também compartilhou sua história. Contou que seu pai era um soldado do exército de Scandia e que ele havia ensinado ao filho sobre a forte tradição militar do país e o orgulho que era se tornar cada vez mais forte servindo a nação.

Eddy disse também como foi o dia em que ele e todos os garotos (e garotas voluntárias) que faziam nove anos neste ano foram levados para um enorme coliseu na capital da cidade para receber ordens. Falou que parou naquele trio por puro azar, já que os grupos eram decididos por sorteio. Por meio das conversas com Eddy, Eusine ficou sabendo pouco a pouco sobre o Scandia e as jornadas daquele garoto moreno até o momento. Os últimos meses não haviam sido fáceis para ele.

Voltando ao presente, três dias inteiros se seguiram sem que nada acontecesse. Os garotos caminharam por horas, parando para descansar, comer, fazer necessidades e dormir. No raiar do terceiro dia, Eddy percebeu que a culpa de estarem indo tão devagar era dele, já que seus ferimentos o impediam de andar mais rápido. Então, irritado consigo mesmo, ele se pôs em disparada e acabou caindo de cara no chão, garantindo-lhe mais alguns arranhões. Foi o bastante para que ele desistisse de forçar seu corpo para além do seu limite.

Na tarde do terceiro dia, os dois companheiros perceberam um pequeno caminho de pedras saindo do meio da estrada em que estavam seguindo. Curiosos, decidiram ver o que teria naquele novo caminho e logo se puseram a caminhar por ele à passos largos.

Esta nova estrava seguia mais a fundo na floresta, e logo a grande quantidade de cobertura vegetal se ocupou de barrar os raios de Sol que chegavam até eles, antecipando a chegada da noite. Quando o breu completo os atingiu e eles não sabiam mais para onde iam, duas grandes esferas de luz se acenderam no horizonte. Sem pensar, Eusine apenas disse:

- Quem chegar primeiro ganha! – e saiu correndo.

Eddy aceitou o desafio e tentou correr, mas caiu de cara no chão, furioso.

- Maldito! Sabe que eu to machucado!

Assim, quando Eddy finalmente alcançou Eusine, este já estava parado entre as fontes de luz, que nada mais eram que dois postes em frente à grandes portões de ferro. Neste local havia poucas árvores e o céu havia se tornado novamente visível. Os garotos não se lembravam de ter passado tanto tempo naquela estrada, mas a lua já se encontrava estranhamente alta no meio do céu estrelado.

- Você sabe que eu não to conseguindo correr! – disse Eddy, pulando nas costas de Eusine e tentando derrubá-lo – Trapaceiro!

- Eu só tava te provocando. – respondeu Eusine, sorrindo. Eddy saiu de suas costas.

- Sei. Mas então, o que é esse lugar?

Eusine olhou para o portão de dois metros e meio de altura. O portão, acompanhado de igualmente altos muros de pedra, impedia que se pudesse ver o que havia do outro lado.

- Parece ser uma casa bem grande. – respondeu Eusine – Consegue pular o muro, pra gente descobrir?

- Eu não faria isso se fosse você. – disse uma voz vinda de cima. Eusine e Eddy deram um salto para trás ao ouvir a inesperada voz e se surpreenderam ainda mais ao ver uma figura saltar do muro e pousar em frente aos dois.

Eusine imediatamente sacou seu arco e preparou uma flecha, de forma que, quando a figura misteriosa pousou à sua frente, ele já estava preparado para disparar. Eddy não teve a mesma agilidade ao sacar sua espada, mas, mesmo que tivesse, não mudaria muita coisa. O ser que havia pulado do muro não fez mais nenhum movimento após tocar o chão.

- Meu nome é Denas. – disse ele – Não vou causar mal à vocês, apenas vim dar um aviso.

Os garotos não responderam Denas de imediato, pois ficaram por alguns momentos apenas fitando aquela pessoa. Denas era, na verdade, um garoto que parecia ter a idade de Eddy. As semelhanças físicas pareciam acabar ai, visto que Denas possuía a pele pálida, cabelos lisos e praticamente nada de musculatura bem desenvolvida, três características que contradiziam completamente as de Eddy.

A pele extremamente pálida de Denas o davam um ar de frágil, e os traços de seu rosto eram leves e bem desenhados, contribuindo ainda mais para esta aparência. Seu cabelo preto e liso espalhado em todas as direções quase que cobria as orelhas do garoto, mas não impedia que Eusine e Eddy percebessem o quanto as orelhas eram pontudas.

Apesar destes aspectos, o que mais impressionava na aparência de Denas eram seus olhos com um tom claro de vermelho. Essa era a única característica do físico do garoto que não contribuía para a pessoa fraca que ele parecia ser. Seus olhos, além de possuírem aquela cor inusitada, brilhavam com vivacidade e inteligência, além de estarem atentos para as armas dos dois garotos à sua frente.

Subitamente, um pensamento veio à mente de Eusine. Essa pele pálida, pupilas vermelhas, orelhas pontudas, o fato de ele ter se escondido tão bem nas sombras que Eusine não o havia sentido...

Ele olhou para Eddy e logo seus olhos assustados se encontraram com os olhos igualmente amedrontados dele, provando que ambos haviam chegado à mesma conclusão ao mesmo tempo.

- Um Vampiro!! – eles berraram em uníssimo e saltaram para trás com horror. Em um instante, a expressão de Denas foi de neutra para assustada.

- Para trás! Eu tenho uma flecha de madeira! – gritou Eusine – Deve servir tão bem quanto uma estaca de madeira!

- Mas, Eusine, - disse Eddy – a ponta da flecha é de ferro!

- Wah! Eu tinha esquecido!

- ... – Denas encarava os dois garotos como se ambos fossem loucos. E talvez fossem mesmo.

- Mas a minha espada é de madeira! Talvez sirva!

- Ah é! Bem pensado! Acho que agora temos uma chance!

Denas apenas os encarava.

- Er... – disse ele, tentando elaborar uma frase. Os garotos em sua frente não lhe deram oportunidade de falar, obviamente.

- Será que a família dele está por perto? – pergunta Eusine.

- O que quer dizer?

- Que outros vampiros podem estar por ai. – com essa declaração, Eddy arregalou os olhos e deu dois passos para trás.

- O que acha que devemos fazer? – Ele não havia parado de observar o suposto vampiro, então não havia nem reparado na hesitação do amigo ao lado.

- Ficar e lutar, é claro! – falou Eddy, que apesar de tremer de medo ainda conseguiu manter a voz firme. Ser um bravo guerreiro de Scandia parecia falar mais alto que o fato deles serem apenas crianças que iriam lutar contra uma potencial família vampírica.

- Certo. – Eusine engoliu em seco – Quando eu disser três.

- Vocês estão discutindo isso em voz alta. – disse Denas, calmamente. Os garotos nem prestaram atenção.

- Um.

Denas fechou os olhos...

-Dois.

... e respirou fundo.

- Três!

- Eu não sou um vampiro!! – gritou

A cena ficou congelada no tempo. Eusine com a flecha quase sendo disparada, Eddy se preparando para dar um salto e Denas parado ainda no mesmo lugar, com as mãos fechadas com força ao lado do corpo por conta da raiva de ter sido ignorado tão descaradamente.

Eusine foi o primeiro a reagir.

- Então... o que você é?

- Você é pálido, tem orelhas pontudas e olhos cor de sangue! – disse Eddy, tomando coragem de falar o que também passava pela mente de seu amigo Eusine.

- É o que acontece quando se tem sangue élfico. E meus olhos não são vermelho sangue. – falou Denas, dirigindo essa última frase para o Scandiano.

Eusine abaixou o arco e afrouxou o aperto na flecha.

- Sangue élfico?

- Sim. Eu sou metade elfo...

- E metade vampirou! – gritou Eddy, apontando a espada para Denas.

- ... e metade humano.

- Ah. – Eddy abaixou a espada, meio sem jeito.

- Eu não sabia que elfos existiam. – disse Eusine, surpreso.

- Existem. – respondeu Denas – Pelo que eu sei eles são poucos e bem escondidos ao redor do mundo.

Eusine não sabia como reagir a essa informação. Apesar de já ter visto coisas difíceis de acreditar, como magia e monstros, sempre havia pensado que elfos não passavam de contos de fadas. Quase boquiaberto, passou alguns instantes observando alguém que possuía metade do sangue de um ser quase mitológico. Ao perceber que estava encarando, Eusine balançou a cabeça para os lados com força. Decidiu guardar o arco e flecha.

- Então eu peço desculpas, er, seu meio-elfo.

- Denas. Meu nome é Denas, eu já lhe disse.

- Disse? Ah, foi mal, eu tava distraído pensando que você fosse um vampiro.

- E quem falou que não é? – Eddy se manifestou, ainda chacoalhando a espada. – Quem garante que ele tá falando a verdade, Eusine?

- Eu não sei, ele disse que é. E por enquanto não nos fez nada, acho que devíamos confiar.

- Obrigado. – disse Denas – Eusine, não é?

- Sim, Eusine. E esse aqui é o Eddy. – falou apontando para seu amigo, que ainda estava desconfiado. Eusine, então, inclinou a cabeça como quem percebe algo. – Ah, você disse que tinha um aviso pra dar, né?

- Tenho. E felizmente para vocês, é importante o bastante para não me fazer ir embora depois de ter sido tirado do sério desse jeito. – Denas estreitou os olhos ao falar está última frase, mas logo desfez o olhar hostil e suspirou como se dissesse “Bom, que seja.” – É melhor que vocês não entrem nessa casa. É perigoso.

- Por quê? – perguntou Eusine.

- Vampiros? – perguntou Eddy.

Rápido como um raio, Denas saltou atingiu o rosto de Eddy com um chute, jogando o garoto scandiano ao chão.

- Por que fez isso?! – falou Eddy, furioso enquanto se levantava apoiado na espada.

- Me deu vontade.

Eddy levantou a espada e começou a andar em direção a Denas, mas teve seus braços segurados por trás por Eusine.

- Er, por que perigoso? – disse Eusine, mantando a calma.

- Ele me chutou!

- Você provocou!

- Tem algo misterioso nessa mansão e nos arredores que ninguém da cidade próxima consegue explicar. – começou Denas, contando a história como se Eddy nunca estivesse estado ali – Todos os moradores da mansão morreram de uma doença desconhecida e desde então coisas estranhas aparecem nos arredores após certo horário. Aparentemente as pessoas mortas pela doença não conseguiram descansar em paz e agora assombram o lugar onde morreram... Pelo menos é o que o povo da região acredita.

Eddy saiu do aperto de Eusine, que ainda o segurava para que não atacasse Denas. Mas dessa vez o garoto não teve nenhum impulso violento.

- Uma cidade próxima? Eusine, finalmente estamos chegando onde queríamos! – disse ele, que não parecia ter dado atenção a toda a fala do meio-elfo.

Com um leve sorriso para o jovem de Scandia, Eusine voltou seus olhos para Denas.

- Mas então, se esse lugar é perigoso, o que você faz aqui?

- Sou um investigador sobrenatural. Eu busco resolver essas situações misteriosas que possivelmente envolvem espíritos.

- Eu não sei nada sobre espíritos... mas deve ser perigoso.

- Pode-se dizer que é sim. Mas alguém tem de fazê-lo. Esse alguém sou eu, e já o faço à três anos.

Por alguns segundos nada foi dito, Eusine e Eddy apenas tentaram absorver a informação.

- Só por curiosidade, quantos anos você têm? – perguntou Eddy, enfim.

- Treze.

Eusine inclina sua cabeça levemente para o lado, surpreso.

- Treze? Você parece ter a idade de Eddy ou menos, e ele tem nove.

- É culpa do meu sangue de elfo. – respondeu – O meu corpo envelhece de forma mais lenta, se eu fosse completamente elfo pareceria ainda mais jovem.

- Entendi... eu acho. Mas então, por que você faz esse negócio de investigação sobrenatural?

- Se eu responder essas perguntas vocês se afastam desse local perigoso?

- Talvez.

Denas olhou demoradamente no olhos de Eusine como que tentando prever como ele reagiria. Por fim, sem chegar a nenhuma conclusão, suspirou e puxou um pequeno livro preto de um bolso interno de seu robe.

- Fui criado pelo meu avô, um homem que explorou o mundo em busca dos mais diversos tesouros da humanidade, se tornando, assim, um milionário graças aos seus inúmeros achados durante a vida. Este livro – Denas dá um tapinha na capa de couro do livro preto – é uma das coisas mais interessantes que ele encontrou. Foi feito pelo shamam de uma tribo indígena e explica sobre vários espíritos e mostra as maneiras de lidar com cada um. Como meu sangue élfico me permite ver espíritos e eu tenho conhecimento sobre eles, me sinto na obrigação de ajudar essas almas atormentadas. É isso.

Os dois garotos apenas ficaram calados. Denas esperou alguns segundos antes de voltar a falar.

- Eu sei que pode ser difícil de acreditar, mas só lhes disse a verdade. Agora, por favor, vocês podem se ir?

Eusine e Eddy se entreolharam por um breve instante e depois voltaram novamente seus rostos para Denas.

- Acho que não. – disse Eddy.

- Na verdade agora deu vontade é de ajudar. – completou Eusine.

O jovem de cabelo preto guardou o livro de seu avô no bolso com um gesto irritado e quando voltou a falar seu tom de voz estava ligeiramente alterado.

- Vocês não fazem ideia do que vão encontrar pela frente. É perigoso, eu já disse.

Eddy deu um passo à frente e orgulhosamente estufou o peito.

- O perigo não me assusta! Você está falando com um bravo soldado de Scandia!

- Quase. – disse Eusine.

- Cala a boca.

- Bom, eu não sou soldado mas sou acostumado a enfrentar os perigos da vida. Nós dois sabemos lutar, podemos te ajudar lá. Quer dizer, se é perigoso sempre é bom ter alguma ajuda!

Denas encarou, incrédulo, os dois sorridentes à sua frente. Ele abriu a boca para falar mais alguma coisa mas aparentemente não conseguiu pensar em nada adequado, pois logo a fechou. Por fim, estalou a língua irritado e desviou o olhar.

- Façam como quiserem! Mas só entraremos na mansão à meia noite, que é o horário de maior atividade paranormal. Por motivo de segurança, lá dentro vocês vão ficar por perto de mim mas, até lá, me deixem em paz.

Dito isso, Denas se vira de costas e, num salto extremamente atlético, parou no topo do muro da mansão. Sem olhar para baixo, foi andando em uma linha reta pelo muro e logo desapareceu nas sombras da noite.

- Será que ele volta? – perguntou Eddy.

- Acho que sim. – respondeu Eusine, com um sorriso no rosto.

----------------------------------------

       Horas depois, quando a lua já estava alta no céu, Denas se aproximou (ainda andando por cima do muro) da entrada da mansão tão sorrateiramente quanto havia saído mais cedo.

Eusine saiu de seu pequeno abrigo embaixo de uma árvore próxima ao portão de entrada e saltou para o topo do muro.

- Seu amigo “soldado” não vem? – perguntou  Denas.

- Ele tá dormindo. Por mais que ele queira ajudar, ele teve vários ferimentos recentes e tá pior do que demonstra.

- Certo. Denas pareceu levemente aliviado aos olhos de Eusine. – Está pronto?

O arqueiro deu sua primeira olhada no terreno da mansão e... Não viu muita coisa. Tudo estava coberto de uma névoa de tonalidade lilás, e basicamente só o que podia ser visto eram os contornos de algumas árvores e do casarão que estava além do que parecia ser um grande quintal. O chão estava ali embaixo em algum lugar, escondido naquele ambiente de pouca visibilidade.

- Estou pronto. – disse Eusine, por fim.

Denas e Eusine pularam simultaneamente, e tudo mudou quando ambos tocaram o chão.

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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Sex 22 Abr - 12:56

Milagre, só demorou 9 meses!

Er, episódio interessante, especialmente com a aparição de Denas.

Foi hilário eles confundirem ele com um vampiro, ainda que tivesse sol.

Só acho que algumas partes poderiam ser melhor escritas, demorei um pouco pra notar algumas coisas. 

Eusine48 escreveu:
- Eu não sei, ele disse que é.
Acho que ele quis dizer "ele disse que não é."

Eusine48 escreveu:
Denas encarou, incrédulo, os dois sorridentes à sua frente.
Não tinha sabia antes dessa frase que os dois estavam sorrindo. Saber disso até mudaria o tom de Ed quando ele fala "Cala a boca.", ao invés de irritado, pareceria brincadeira/ironia amigável.

Eusine48 escreveu:
- Er, por que perigoso? – disse Eusine, mantando a calma.
Isso me confundiu bastante, tive de ler e reler bastante.

Acho que seria melhor se ele falasse 'Er, por que "perigoso"?', pra dar entonação em "perigoso".

No geral, foi um episódio interessante, setando uma história de mansão asssombrada; estou apostando em Eddy entrar na mansão sozinho pra estragar as coisas causar caos por aí.

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MensagemAssunto: Re: Eusine Chronicles - Dimentios   Sex 22 Abr - 15:40

Oi, Denas! Achei que tinha morrido! E você agora é o meio-elfo de novo! (Pensando bem, esse aí pode ser o OUTRO Denas, o Einheijar é completamente diferente dele...)

Parece que vão começar a história da história sobrenatural, certo? Então, boa sorte para todos vocês! Que bom ver você de volta, Eusine!

« siggy »


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